6º Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos – Aparecida de Goiânia – Goiás

Cerca de 250 lideranças empresariais, políticas e dos trabalhadores participaram na noite desta segunda-feira do sexto seminário regional Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, na ACIAG, em Aparecida de Goiânia. Confira neste rápido vídeo alguns dos momentos

11/11/2019

Governadores articulam instalação de empresas goianas em seus estados, alertam lideranças políticas

 

 

 

 

Senador Vanderlan Cardoso e prefeito Gustavo Mendanha afirmaram que ambiente hostil ao setor produtivo está afugentando investimentos. Lideranças sindicais alertam que vão intensificar protestos. Discussão sobre desenvolvimento econômico e geração de empregos ocorreu em Aparecida nesta segunda-feira (11), na sede da Aciag.

A discussão sobre a importância da manutenção dos incentivos fiscais para a economia goiana chegou à Aparecida de Goiânia, onde o prefeito da segunda maior cidade do estado em população – mais de 560 mil habitantes -, Gustavo Mendanha (MDB), reafirmou a preocupação com os milhares de trabalhadores do município e com a saída de empresas que irão buscar ambientes mais favoráveis para seus negócios.

O senador Vanderlan Cardoso (PP), que também participou do sexto seminário promovido pelo Movimento em Defesa do Desenvolvimento e Empregos na sede da Associação Comercial e Industrial de Aparecida (Aciag), revelou que já esteve com o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o alertou que outros governadores esperam cortes nos incentivos fiscais por parte do governo estadual para prospectar indústrias goianas.

“A forma como este debate está sendo conduzido (pelo Poder Executivo) tem gerado um clima de instabilidade muito ruim. Cada caso tinha que ser estudado. Senador Canedo (Vanderlan foi prefeito no município entre 2004 e 2010), assim como Aparecida, foram por muitos anos consideradas cidades-dormitórios. Se avançaram em industrialização e geração de empregos, isso se deve aos incentivos fiscais”, ressaltou o parlamentar. “É preciso dialogar”, reforçou.

Já o ex-prefeito de Aparecida, Maguito Vilela (MDB), que foi um dos palestrantes do seminário, lembrou estratégias empregadas quando governador (1995-1998) na concessão dos incentivos a determinados segmentos da indústria goiana. “Atrelei-os ao aumento da arrecadação. Os empresários entenderam o acordo e a sonegação de impostos diminuiu consideravelmente”, contou. Durante a gestão de Maguito havia o programa Fomentar, posteriormente transformado em Produzir na administração do PSDB.

Maguito também foi enfático ao lembrar que se o Governo de Goiás revogar os incentivos fiscais, estados como São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal continuarão a concedê-los. Logo, não haveria razão plausível para as indústrias fazerem novos investimentos em solo goiano. “Peço a todos, principalmente aos líderes políticos, que usem de muito bom senso. Se há distorções (na concessão de incentivos), que se corrija. Se um boi tem carrapatos, precisamos matar o boi?”, questionou.

Ao mencionar o período em que foi prefeito de Aparecida, Maguito afirmou que se não tivesse tido a visão de industrializar a cidade, os polos onde hoje estão as indústrias teriam somente “braquiária, cupim e calango”. Hoje Aparecida lidera a geração de empregos em Goiás e há filas de empresas querendo espaço para se instalar na cidade. “A classe política precisa andar de mãos dadas com os empresários. Sozinhos, nem um e nem outro resolvem os problemas da população”.


Efeito cascata

O prefeito Gustavo Mendanha afirmou que a eventual revogação dos incentivos fiscais por parte do governo do estado provocará “efeito cascata” que não atingirá somente empresas e os empregos dos trabalhadores, mas também pequenos e médios empresários e comerciantes que prestam serviços às indústrias aparecidenses.

“Não podemos prejudicar todo o setor produtivo por conta de duas ou três empresas que podem ter recebido incentivos de forma distorcida. A população não pode perder seus empregos. Se hoje a cidade é o que é, é por conta dos incentivos”, ressaltou o prefeito em seu discurso. A favor da industrialização de Aparecida – que de fato vem ocorrendo em ritmo maior do que em outros municípios – contam a logística, infraestrutura e benefícios concedidos pelo poder público municipal.

Ao fim, Mendanha falou da recente assinatura de termo de cessão de área para que a empresa Guaraná Mineiro se instale por lá. As obras de construção da fábrica começam em 2020, com investimento inicial de R$ 50 milhões. “Serão gerados 1,5 mil empregos diretos. Ainda que a empresa não pagasse um único real de imposto, só o fato de ter tantos postos de trabalho pra nossa gente já valeria a pena trazê-la para cá”, afirmou.


União de esforços

O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos reúne, de forma inédita em Goiás, entidades empresariais, meio acadêmico e sindicatos e federações que representam trabalhadores nas indústrias goianas. O reitor da UFG, Edward Madureira, que tem participado de todos os seminários, afirmou que a parceria entre a instituição e o setor produtivo remete a três décadas.

“Temos, por exemplo, uma rede de pesquisas relacionadas à cana de açúcar que contribui enormemente com o setor sucroalcooleiro no estado”, ilustrou. Lembrou ainda que com cerca de 30 mil universitários em seus câmpus em 155 cursos de graduação, a UFG ainda tem muito a contribuir, principalmente em inovação e tecnologia. “O que move o mundo é a união entre empresários, academia, governo e sociedade”, ressaltou.

O seminário organizado pelo Movimento em Aparecida contou também com empresários de Hidrolândia e de Anápolis, além de secretários do prefeito Gustavo Mendanha e de vereadores. O Fórum Empresarial estava representado por lideranças de diversas entidades e os trabalhadores participaram com cerca de dez entidades.

 

 

CPI na Assembleia Legislativa também no centro dos debates

Membro da comissão, deputado Talles Barreto diz que governo joga contra o empresariado para aumentar a carga tributária

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura, na Assembleia Legislativa, a concessão dos incentivos fiscais em Goiás também pautou as discussões do seminário realizado em Aparecida na noite desta segunda-feira (11).

“Algo totalmente desnecessário. Os empresários não precisavam ser expostos desta forma. São guerreiros, lutadores, homens de fibra. Se hoje estão investindo em Goiás é porque o governo do estado havia lhes assegurado incentivos fiscais. É preciso cumprir o que está em contrato”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida (Aciag), José Luiz Celestino.

O deputado estadual Talles Barreto (PSDB), que integra a CPI, assegurou que, a despeito do posicionamento dos parlamentares na Casa, é o governo que tem pautado os trabalhos da comissão. “O governo ganha com a divisão. Os empresários e trabalhadores precisam estar cada vez mais unidos e coesos”, disse.

Talles articulou para a próxima terça-feira (19), às 15h30, sessão na Assembleia Legislativa para debater os incentivos fiscais com os trabalhadores das empresas e também para que os empresários apresentem dados sobre o desenvolvimento econômico gerado pela indústria.

Desta sessão especial na Assembleia deve participar também a Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás (FTIEG), presidida por Pedro Luiz Vicznevski. Ele esteve presente no seminário realizado na Aciag. Defendeu o diálogo, sobretudo por parte do governo do estado, mas alertou que se o governo não quiser ouvir, os trabalhadores vão para as ruas. “Estamos preparados para ir para as ruas lutar pelos empregos e pelo desenvolvimento de Goiás. Os sindicatos estão unidos com os empresários nesta luta. Desemprego é coisa séria. Estamos lidando com as vidas de milhares de famílias goianas”, alertou.

O sétimo e último seminário será realizado em Goiânia, no mês de dezembro, em data e locais a serem confirmados.

MOVIMENTO PRÓ-DESENVOLVIMENTO CHEGA AO MAIOR POLO INDUSTRIAL DE GOIÁS

 

 

 

 

 

Mais de 30 entidades do setor produtivo e dos trabalhadores realizarão nesta segunda-feira, às 17 horas, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), uma edição extra do seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos. Atende, desta forma, principalmente o pedido das principais lideranças empresariais e dos trabalhadores do maior polo industrial de Goiás. Desde setembro o Movimento já realizou cinco seminários regionais (Rio Verde, Anápolis, Goianésia, Itumbiara e Catalão) que reuniram, juntos, mais de 1,4 mil empresários, trabalhadores, reitores, diretores e estudantes de universidades e faculdades. O encerramento será em Goiânia, num grande evento, em 2 de dezembro próximo.

Para o seminário em Aparecida de Goiânia estão confirmadas algumas das principais lideranças empresariais, dos trabalhadores e políticas do Estado. Serão quatro palestras rápidas que abordarão temas como cenário econômico do Estado, parcerias entre setor produtivo e meio acadêmico, empregabilidade do trabalhador na indústria goiana e a importância das políticas de incentivo à industrialização e geração de empregos para Goiás, tendo como exemplo o forte crescimento do parque industrial de Aparecida. Sobre este último tema o palestrante será o ex-governador e ex-prefeito do município, Maguito Vilela. O prefeito Gustavo Mendanha declarou apoio ao Movimento e confirmou presença no seminário em Aparecida.

O Movimento reuniu de forma inédita em Goiás mais de 30 entidades dos setores empresarial, de trabalhadores, cultural, universidades e segmentos da sociedade civil para formular propostas para o crescimento econômico e social do Estado. Os principais debates são em torno de propostas para atrair mais investimentos para Goiás, como manter os empregos da indústria, as dificuldades estruturais e as oportunidades proporcionadas pela academia e as empresas instaladas, além do papel da qualificação e dos incentivos fiscais para fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade.

A proposta do Movimento é abordar temas como inovação e tecnologia, meio ambiente, desburocratização, infraestrutura, crédito, incentivos fiscais, proteção social, mercado de trabalho e qualificação profissional, entre outros, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade do Estado. “Esse movimento é importante para que nós possamos avançar com propostas para ajudar Goiás a aproveitar as oportunidades e fazer nossa economia crescer. Surgiu com a ideia de fazermos, junto com os trabalhadores, reuniões para que a gente pudesse ter melhores ideias, projetos, e levar ao governo para, em seguida, formular um plano de desenvolvimento para o Estado”, afirma Otávio Lage Filho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial).

O Movimento começou a ser formatado em maio, quando a Adial Goiás contratou pesquisas quantitativa e qualitativa para verificar os anseios dos goianos quanto à economia do Estado e a visão com relação aos incentivos fiscais. As pesquisas, realizadas nos municípios mais industrializados do Estado, captaram um apoio de mais de 90% da população à adoção de políticas públicas de incentivos que garantam o crescimento econômico, por meio da industrialização, incremento do comércio e do setor de serviços. A instalação de indústrias, segundo a pesquisa, é tida pela população como um fator primordial para a melhoria da qualidade de vida nos municípios. O levantamento do Instituto Fortiori apontou também uma preocupação muito grande dos goianos com a estagnação econômica e o aumento do desemprego.

“Temos uma grande oportunidade de somar forças para mostrar, inclusive, o potencial do Estado de Goiás para o restante do País, a qualificação do nosso pessoal e de participar da discussão de políticas governamentais que têm este intento”, diz Sandro Jadir, vice-presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). “Temos de achar soluções para retomar o crescimento de Goiás, não podemos nos conformar com um cenário ruim e nem achar que o aumento de impostos em cima do setor produtivo é a solução para os problemas do Estado”, afirma José Maria, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetaer-GO).

 

ENTIDADES QUE INTEGRAM O MOVIMENTO EM

DEFESA DO DESENVOLVIMENTO E DOS EMPREGOS:

  1. Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg);
  2. Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial Goiás);
  3. Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio);
  4. Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg);
  5. Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg);
  6. Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial);
  7. Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg);
  8. Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO);
  9. Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag);
  10. Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia);
  11. Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC);
  12. Federação dos Trabalhadores Rurais Empregados Assalariados de Goiás (Fetaer-GO);
  13. Federação dos Trabalhadores das Indústrias nos Estados de Goiás, Tocantins e DF (Ftieg);
  14. Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Goiás (Ftiag);
  15. Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB);
  16. Força Sindical Goiás; Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (Sinpef – GO);
  17. Federação das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Goiás (FESSPUMG);
  18. Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindipetros);
  19. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB);
  20. Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB);
  21. Fórum dos Trabalhadores de Goiás; Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL);
  22. Federação dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral de Goiás, Bahia e Tocantins (Fetramag);
  23. Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL);
  24. Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e Logística (Conamm);
  25. Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis;
  26. Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão;
  27. Universidade Federal de Goiás (UFG);
  28. Instituto Federal de Goiás (IFG);
  29. Instituto Federal Goiano (IFGoiano);
  30. Universidade Evangélica (UniEvangélica);
  31. de Dança Quasar.

 

 

 

 

 

Trabalhadores das indústrias de Anápolis vão à Assembleia Legislativa hoje

Mobilização

Trabalhadores das indústrias de Anápolis vão à Assembleia Legislativa hoje em prol
dos incentivos fiscais em Goiás. Temem demissões com os cortes via leis aprovadas
pela Casa e sancionadas pelo governo. Preveem ao menos 800 pessoas no ato.

Governo reduz ICMS do arroz

Proposta iguala imposto em 7% para a venda das distribuidoras ao varejo do produto industrializado ou não em Goiás; estimativa é de menores preços para o consumidor

 

 

 

 

 

 

Secretária de Economia, Cristiane Schmidt: arroz entra na cesta básica, diminuindo a tributação.

Proposta do governo goiano prevê que o arroz que vem de outros Estados, assim como o que é industrializado em Goiás, pagará alíquota de saída (das distribuidoras para o varejo) de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 7%. Hoje a empresa que traz o produto pronto de fora paga 10%. As mesmas mudanças valerão para o feijão.

A titular da Secretaria de Economia, Cristiane Schmidt, informa que a mudança foi possível porque o governo decidiu colocar o arroz dentro da cesta básica. “Diminuindo assim a carga tributária para o consumidor final, além disso, dando maior competição para o setor, permitindo a entrada de novos ofertantes para Goiás.”

Segundo a secretária, Goiás era um dos únicos Estados a não ter o arroz na cesta básica. Itens nessa lista têm como carga tributária os 7%. A inclusão do produto nessa categoria foi feita por meio de decreto assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM), que está previsto para ser divulgado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (4).

A previsão de menores tarifas de imposto para todas as operações envolvendo arroz e feijão no Estado, por sua vez, consta em projeto de lei encaminhado ontem à Assembleia Legislativa de Goiás. Segundo o presidente da Casa, deputado Lissauer Vieira (PSB), a expectativa é que ele possa entrar em pauta na semana que vem.

O projeto, segundo a secretária, visa melhorar a concorrência do setor. Além disso, diz que para a carga tributária que chega ao consumidor final as mudanças refletirão numa queda de 20% para 7,5% na alíquota. Ela exemplifica que seria como se um pacote de arroz que sem ICMS custasse R$ 10,00 e com ICMS hoje custe R$12,00, com a alteração saia por R$ 10,75.

O projeto do governo menciona uma redução de 17% para 12% de ICMS nas operações com arroz e feijão no Estado. Segundo informações da Secretaria de Economia, esse reflexo será sentido para o atacadista que traz de fora de Goiás esse arroz pronto para vender.

De acordo com a pasta, a indústria que faz o beneficiamento do arroz aqui tem, via benefício de crédito outorgado, 6% de alíquota para entrada do produto e, quando vai comercializar para o varejo, já paga esses 7% de tarifa. Crédito que, segundo a secretaria, continuará a existir.

O arroz que vem industrializado de fora para ser vendido aqui, por sua vez, hoje paga 17% de ICMS antecipadamente na entrada (ao trazer para um distribuidor) e para vender no varejo (rede de supermercado, por exemplo) paga 10% de alíquota.

Com a alteração prevista no projeto de lei, o arroz que vem industrializado de outros Estados vai pagar como imposto antecipado na entrada 12% e na saída também passará a pagar 7%.

“Essa redução só beneficia empresas de fora. Vão vender aqui com margem de lucro e pra gente acompanhar, vamos perder margem”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz no Estado de Goiás, Jerry Alexandre de Oliveira Paula.

Impacto

Segundo Jerry, se essa operação proposta pelo Estado for concretizada vai gerar desemprego de mais 4 mil trabalhadores, “uma vez que 70% das empresas do Estado vão fechar as portas”. Associadas ao sindicato, ele informa que hoje há no Estado 16 indústrias do setor em operação. “Temos capacidade instalada para atender Goiás e o Distrito Federal inteiro. Nosso parque industrial está subutilizado”.

Ele afirma que hoje as empresas que atendem o mercado local já sofrem com a concorrência de empresas de fora com muito poder econômico e menores custos. Segundo ele, para cada fardo de arroz que a indústria goiana compra de outros Estados para fazer todo o beneficiamento aqui, vêm 40% de subproduto, como farelo, o que significa, segundo ele, que a cada 100 quilos trazidos, aproveitam 60. “Quem traz produto pronto tem só no frete uma vantagem de 40%.”

Jerry ainda cita que o anúncio da mudança foi recebido com surpresa pelo setor produtivo, que, segundo ele, não foi consultado. “Não sei quem levou isso (essa proposta de alteração). Se for pra reduzir a alíquota interna vai haver um desmanche da indústria de arroz e feijão de Goiás”, frisou o presidente do sindicato.

Quando falou com a reportagem, Jerry ainda não tinha tido acesso ao projeto e disse que tinha dúvidas se com as mudanças seria retirado o benefício fiscal que garante às indústrias goianas a tarifa de 7%. Segundo a Secretaria de Economia, para as indústrias goianas não há mudança. “Continua com os mesmos benefícios.”

Fonte: O Popular

Mitsubishi opera com 25% de sua capacidade em Catalão

Fernando Matarazzo, da Mitsubishi: “Temos de trabalhar para que a fábrica em Catalão volte ser competitiva, para aumentar sua produção e vendas”

A montadora de veículo Mitsubishi deve encerrar este ano com a produção de 28 mil veículos. É apenas um quarto de sua capacidade instalada, de 120 mil unidades por ano, e menos da metade do que chegou a produzir até o início desta década. As informações são de sindicatos representantes dos trabalhadores do setor automotivo goiano e foram repassados durante o seminário Movimento em Defesa ao Desenvolvimento e Emprego, na noite desta quinta-feira (31/10) no auditório da Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC), realizado por 28 entidades que reuniu mais de 150 empresários, trabalhadores, vereadores, secretários municipais e o prefeito Adib Elias.

De acordo com o Simecat, a montadora instalada em Catalão desde 1998 vem enfrentando momentos difíceis há tempos por conta da crise econômica no País e a insegurança jurídica para efetivar novos investimentos na fábrica em Goiás. Em outubro a produção teria caído cerca de 30%. O presidente do sindicato, Carlos Albino, frisou que um Estado não avança sem investir na indústria. “O governo estadual já retirou R$ 7 milhões por mês em incentivos para a Mitsubishi, que precisa voltar a ser competitiva”, enfatizou.

Dirigente da Força Sindical em Goiás, Rodrigo Carvelo disse que dos 4 mil funcionários que a empresa já teve em Catalão, hoje tem a metade. “Sem o incentivo fiscal corremos risco deste número ser menor ainda. Vamos brigar muito pela permanência da indústria na nossa cidade”, afirmou. Carvelo lembrou que a Mitsubishi chegou a anunciar há um ano investimentos de R$ 300 milhões para a fábrica em Catalão, especialmente para produzir o novo SUV Eclipse Cross. “Nada foi investido ainda e a montadora, diante da insegurança com o mercado e de investir em Goiás, tem mantido a importação de maior parte dos veículos que já deveriam estar em produção no Estado”, frisou.

O diretor comercial da Mitsubishi no Brasil, Fernando Matarazzo, explicou que as montadoras de veículos enfrentam dificuldades de mercado e, embora sejam competitivas, precisam reduzir custos. “Hoje, qualquer diferença leva o consumidor a trocar a marca. Eventualmente, essas mudanças (de custos) dificultam investimento, aumentam o custo de produção e o nosso produto fica mais caro. Fica mais difícil competir e investir. Temos de trabalhar para que a fábrica em Catalão volte ser competitiva, para aumentar sua produção e vendas”, afirmou.

Presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Otávio Lage Filho afirmou que as empresas estão preocupadas com o cenário de insegurança jurídica no Estado. “Incentivos fiscais devem ser uma política de Estado e não de governo. Não podem ficar mudando as regras a cada nova administração”, defendeu. “Acredito que só mesmo pensando juntos podemos contribuir para o sucesso de Goiás. Sabemos que o estímulo do poder público faz as empresas se desenvolverem, gerando mais impostos, serviços, empregos, formando um ciclo de prosperidade econômica”, disse o presidente da ACIC, César Safatle.

O prefeito de Catalão, Adib Elias, garantiu que vai conversar com o governador Ronaldo Caiado sobre a apreensão dos empresários e trabalhadores em Goiás. “Tenho uma história com a indústria, com a nossa cidade e com Goiás. Nós não vamos ser prejudicados, porque vamos debater, discutir e dialogar com o governo. Tenho a certeza absoluta que o governo vai repensar (sobre as mudanças na política de incentivos fiscais)”, disse. Para o secretário de Indústria e Comércio de Catalão, Cairo Batista, a união das entidades e dos municípios goianos é fundamental neste momento. “Já existe a incerteza econômica, não precisa ter também a incerteza política. Precisamos ser firmes para o Estado passar segurança às indústrias e aos trabalhadores”, comentou.

 

Prefeito Adib Elias prometeu conversar com o governador Caiado sobre os incentivos fiscais

“Governo vai repensar sobre cortes nos incentivos fiscais”, diz Adib Elias

O município de Catalão vive um momento de incertezas por conta da crise econômica brasileira e pelas mudanças na política de incentivos fiscais do Estado, que impactam na retomada dos investimentos privados. O município se uniu a tantos outros de Goiás para discutir e propor ideias que promovam o reaquecimento econômico.

Na quinta-feira (dia 31) o seminário realizado pelo Movimento em Defesa ao Desenvolvimento e Emprego reuniu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC) cerca de 170 empresários, lideranças dos trabalhadores, políticos e representantes de instituições de ensino superior. O prefeito Adib Elias garantiu somar forças para reverter, junto ao governador Ronaldo Caiado, a decisão de reduzir incentivos fiscais para investimentos privados.
“Tenho uma história com a indústria, com a nossa cidade e com Goiás. Nós não vamos ser prejudicados, porque nós vamos debater, discutir e dialogar. Tenho certeza absoluta que o governo vai rever esta questão. Vou ser um instrumento de vocês para que nós possamos dar só notícias boas, alegrias e felicidade para nossa gente”, disse Adib Elias, que foi coordenador da campanha de Caiado ao governo em 2018.
Para o secretário de Indústria e Comércio de Catalão, Cairo Batista, a força da união das entidades e dos municípios do Centro-oeste é fundamental neste momento. “Já existe a incerteza econômica, não precisa ter também a incerteza política. Precisa ser firme, para o Estado passar segurança às indústrias e aos trabalhadores”, afirmou.
De acordo com Sindicato Metabase, a Mitsubishi em Catalão é um claro exemplo da importância de garantir a competitividade das empresas em Goiás. A montadora enfrenta momentos difíceis. Nos últimos meses demitiu mais 200 funcionários e a produção teria caído cerca de 30%. Sua capacidade instalada é para produzir 120 mil veículos por ano, mas não chegará a 30 mil unidades em 2019. O presidente da Força Sindical de Goiás, Rodrigo Carvelo, afirmou que dos 4 mil funcionários que a companhia já teve, desde que iniciou suas atividades em Catalão em 1998, hoje tem apenas a metade e todos trabalham com medo da fábrica fechar. “Sem o incentivo fiscal corremos este risco, por isso vamos sacudir o governo para que olhe a situação. A briga pela permanência da nossa indústria será grande”, afirma.
O presidente do Sindicato Metabase (Simecat), Carlos Albino, frisou que um Estado não avança sem investir na indústria. “O governo estadual já retirou R$ 7 milhões por mês em incentivos para a Mitsubishi. É necessário rever isto para que ela volte a ser competitiva no mercado”, enfatiza. O diretor comercial da Mitsubishi no Brasil, Fernando Matarazzo, afirmou  que as montadoras de veículos têm as dificuldades de mercado e precisam procurar mais redução de custos. “Hoje, qualquer diferença leva o consumidor a trocar a marca. Eventualmente, essas mudanças dificultam investimento, aumentam o custo de produção, o nosso produto fica mais caro e fica mais difícil competir e investir. A fábrica é fixada em Catalão, temos de trabalhar para que ela volte a ser competitiva e aumente as suas vendas. Somando forças, vamos movimentar a engrenagem com o comércio, funcionários, instituições de ensino”, afirmou.
Mobilização 
Otávio Lage Filho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), explica que o objetivo da mobilização de empresários e trabalhadores é ajudar a melhorar a competitividade do Estado e fazer a economia crescer. “Temos milhares de indústrias em Goiás que geram empregos e agregam de forma impressionante ao comércio, que cresce e também é altamente gerador de renda. Temos de valorizar isso. Nosso movimento é a favor do progresso, do desenvolvimento, do aumento da renda e dos empregos”, ressaltou. Otávio Lage pontuou que as empresas estão preocupadas, analisando alternativas por causa da atual insegurança jurídica em Goiás. “Os incentivos fiscais são uma política de Estado, não podem ser apenas um instrumento de governo e ficar mudando a cada nova administração”, frisou.
O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, reforçou mais uma vez que acredita na importância de ter a academia como voz ativa nessa corrente em prol do Estado. “Estou feliz em estar em Catalão para reforçar nosso papel na formação das pessoas e mostrar que a motivação principal é o fato do movimento não ser partidário, ter atuação pró-desenvolvimento. Falo em nome de todas as instituições de ensino que, além de produzir conhecimento, agregam à sociedade e formam a hélice do desenvolvimento”, disse.
“Nesse momento o protagonismo está com os trabalhadores, a força vem do entendimento de que este é um movimento deles também. É o mais legítimo que vem dessa história dos incentivos”, enfatizou Luís Alberto Pereira, presidente da OCB-GO (Organização das Cooperativas do Brasil). Presidente  da ACIC, César Safatle reforçou a importância da mobilização dos empresários e trabalhadores. “Acredito que somente juntos podemos contribuir para o sucesso dessa iniciativa. Sabemos que o estímulo do poder público faz as empresas se desenvolverem, gerar mais impostos, serviços, empregos, formando um ciclo de prosperidade econômica”, enfatizou.
O seminário em Catalão foi o quinto encontro do Movimento em Defesa ao Desenvolvimento e Empregos realizado nos principais polos industriais de Goiás (Rio Verde, Anápolis, Goianésia e Itumbiara) para o levantamento de propostas que serão reunidas e apresentadas ao governo estadual neste mês, em grande encontro a ser realizado em Goiânia.
Fonte: Jornal A Redação

Tenho certeza absoluta que o Governo vai rever esta questão”, diz Adib Elias sobre corte de incentivos fiscais

Empresários, lideranças dos trabalhadores, políticos e representantes de instituições de ensino superior se reúnem para defender os estímulos econômicos do Estado

Nesta quinta-feira, 31, o Movimento em Defesa ao Desenvolvimento e Emprego realizou um seminário para discutir as recentes mudanças na concessão de incentivos fiscais. O evento foi o quinto encontro e reuniu, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC), cerca de 170 empresários, lideranças dos trabalhadores, políticos e representantes de instituições de ensino superior.

Uma das pautas da reunião foi a insegurança jurídica e como ela reduziu investimentos privados no Estado. Catalão, um dos principais municípios de Goiás e considerado uma das 100 melhores cidades para se fazer negócios, passa por instabilidades causadas pelas mudanças na política de incentivos fiscais e pela crise econômica brasileira.

O prefeito do município, Adib Elias, disse que irá se empenhar, junto ao governador Ronaldo Caiado, para reverter a decisão de reduzir incentivos fiscais para o setor privado. “Tenho uma história com a indústria, com a nossa cidade e com Goiás. Nós não vamos ser prejudicados, porque nós vamos debater, discutir e dialogar. Tenho certeza absoluta que o governo vai rever esta questão. Vou ser um instrumento de vocês para que nós possamos dar só notícias boas, alegrias e felicidade para nossa gente”, afirmou.

Segundo o Sindicato Metabase (Simecat), a Mitsubishi, sediada em Catalão, demitiu mais 200 funcionários e teve a produtividade reduzida. Com capacidade de produzir 120 mil veículos por ano, só atingiu 30 mil unidades em 2019. O presidente da Força Sindical de Goiás, Rodrigo Carvelo, apontou o medo dos trabalhadores da fábrica fechar. “Sem o incentivo fiscal corremos este risco, por isso vamos sacudir o governo para que olhe a situação. A briga pela permanência da nossa indústria será grande”, afirmou. O presidente do Simecat, Carlos Albino, salientou que se o Estado não investir na indústria, não vai se desenvolver.

Otávio Lage Filho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), afirmou que o objetivo do seminário é ajudar a economia crescer e estimular a competitividade no Estado. “Os incentivos fiscais são uma política de Estado, não podem ser apenas um instrumento de governo e ficar mudando a cada nova administração”, ressaltou.

O Presidente da ACIC, César Safatle, pontuou importância da união dos empresários e trabalhadores na mobilização. “Acredito que somente juntos podemos contribuir para o sucesso dessa iniciativa. Sabemos que o estímulo do poder público faz as empresas se desenvolverem, gerar mais impostos, serviços, empregos, formando um ciclo de prosperidade econômica”, enfatizou.

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, reforçou a importância do papel da academia corrente em favor do Estado. “Estou feliz em estar em Catalão para reforçar nosso papel na formação das pessoas e mostrar que a motivação principal é o fato do movimento não ser partidário, ter atuação pró-desenvolvimento. Falo em nome de todas as instituições de ensino que, além de produzir conhecimento, agregam à sociedade e formam a hélice do desenvolvimento”, assinalou.

Fonte: Jornal Opção

5º Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos – Catalão – Goiás – 31/10/2019

O seminário Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos reuniu nesta quinta-feira no auditório da Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC) cerca de 170 empresários, lideranças dos trabalhadores, políticos e representantes de instituições de ensino superior. O objetivo da mobilização de empresários e trabalhadores é ajudar a melhorar a competitividade do Estado e fazer a economia crescer. Confira neste rápido vídeo como foi o evento em Catalão.