Governo de Goiás busca investimentos de 25 empresas

Aportes de recursos somam R$ 469 milhões, mas a maioria dos entendimentos já iniciados
este ano ainda não avançou

O governo de Goiás já assinou 69 protocolos de intenção para instalação ou
ampliação de empresas no Estado este ano, sendo que 25 deles foram firmados
ontem, com a sinalização de R$ 469 milhões em investimentos e a geração de 8,7
mil empregos diretos e indiretos. Mas, dos 44 protocolos que já haviam sido
assinados anteriormente, apenas seis jã estão em processa de andamento no
programa Produzir. Os empresários acreditam que poucos deles podem se
concretizar por causa do clima de insegurança atual, diante da possibilidade de
cortes nos benefícios fiscais e da instalação da CPI dos incentivos na Assembleia
Legislativa do Estado.
Se todos os protocolos de intenção se materializarem, os investimentos previstos
somarão mais de Rj 2,7 bilhões em 34 municípios goianos. Um deles é o da BRF
Alimentos, que anunciou cerca de R5 400 milhões em investimentos em suas
unidades no Estado, incluindo a conversão da linha de produção de perus para
frangos, em Mineiros. O governador Ronaldo Caiado disse que é importante
melhorar as condições de competitividade no Estado. “Vamos trabalhar até o
último dia de mandato para sermos competitivos nacionalmente. Precisamos
entender que agora é hora de trabalharmos em conjunto”, disse.

Ambiente

Para o setor empresarial, o ambiente de negócios no Estado ainda não está bom.
O diretor executiva da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional
Sustentável (Adial), Edwal Portílho, o Chequinho, diz que a grande maioria dos
protocolos assinados este ano são de empresas jã instaladas, que estão fazendo
readequações ou otimizações em suas linhas de produção. “Eles não significam a
atração de tantas novas empresas para o Estado”, destaca Chequinho.
Segundo ele, muitas das empresas que querem se instalar no Estado ainda estão
com seus projetos em stand by e aguardam o desenrolar dos acontecimentos em
relação aos incentivos fiscais para concretizarem seus projetos. “Não adianta
querer tapar o sol com a peneira, pois o ambiente não está favorável para os
negócios em Goiás”. Entre os problemas, a possibilidade de prorrogação da
cobrança adicional do Protege por mais 12 meses e a CPI dos incentivos na
Assembleia. “Há muita desconfiança das empresas. Não se faz maquiagem no
mundo dos negócios. Outros Estados estão vindo buscar indústrias em Goiás”, diz.
O advogado tributarista e empresarial Flávio Rodovalho ressalta que assinatura de
protocolo não significa investimento concretizado. Segundo ele, a maioria dos
protocolos firmados nos últimos meses ainda não andou. Isso aconteceu também
em governos anteriores. “Representantes do governo estadual sentem este clima
ruim nas feiras do setor empresarial pelo País, pois estão sendo muito cobrados
sobre a situação atual de insegurança Jurídica em Goiás” conta o advogado.
Ele também lembra que o governo estadual entrou com ações contra a Codego para
anular a venda de 29 áreas destinadas a empresas, que já tinham protocolos de
intenção. Rodovalho afirma que o andamento dos projetos no programa Produzir é
essencial para a concretização dos investimentos. “Sem incentivo não tem porquê
assinar protocolo de intenções”.


Devolução

Relator da CPI dos Incentivos Fiscais na Assembleia, Humberto Aidar (MDB)

apresentou ontem projeto de lei que prevê o encerramento da concessão de créditos

outorgados a empresas no Estado. O projeto também prevê o estorno, pelas empresas,

dos créditos ainda não utilizados “na dedução do ICMS a recolher.”


Incentivos e desconhecimento

O deputado Humberto Aidar adora dar tiro n’água, como disse quarta-feira, no Giro. Não conseguiu entender até agora questões
básicas da política de desenvolvimento e, menos ainda,de incentivos fiscais. Tare (Termo de Acordo de Regime Especial) não concede, não estabelece, não define nenhuma forma de benefício
fiscal, que só pode ser estabelecido por lei. E inconcebível um legislador,presidente da CCJ da Alego, não saber disso Dispor no Tare algo que não constada lei não faria qualquer efeito e seria objeto de questionamento por qualquer auditor fiscal. Aliás, é estranha sua afirmação de que isso é uma caixa-preta, colocando sob injustificada suspeita servidores da Sefaz, além do que os Tares são de domínio público, alguns até mesmo expostos na internet Por fim, apenas
Produzir e Fomentar, por sua natureza de incentivos fiscal/financeiro, necessita de Tare, diferentemente dos demais benefícios que alei já regula. Ou seja, até agora, as atitudes estabanadas do deputado apenas têm servido para turvar o ambiente de negócios, causar insegurança e incerteza nos empresários e, principalmente, nos trabalhadores, com ganho zero ao Estado, aliás, perda quase irremediável na imagem de Goiás como lugar favorável a investimentos.

SANDRO MABEL
Presidente da Federação das
Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)

Fonte: Jornal O Popular


Novo pacote prevê corte de 10% em todos os incentivos fiscais

Medida deixa de fora incentivos regionais e Zona Franca de Manaus e pode gerar economia de R$ 27 bi














Ministro da Economia Paulo Guedes: Simples e desoneração da cesta básica também estão na mira do governo

O pacote a ser enviado pelo governo ao Congresso Nacional na terça-feira terá como uma de suas medidas centrais um corte linear de 10% em todos os incentivos tributários em vigor

A estimativa é que a mudança abra de imediato uma folga aproximada de R$ 27 bilhões no Orçamento do próximo ano. Além disso, programas como o Simples e a desoneração da cesta básica estão na linha de tiro.

As informações foram obtidas com uma fonte do governo envolvida na formulação das propostas e antecipadas pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.

Outras mudanças estão a caminho. A equipe econômica já trabalha em uma nova rodada de propostas, a ser enviada em 30 dias, com foco ainda mais ambicioso: uma completa reformulação do Bolsa Família.

De acordo com o painel Renúncias Tributárias do Tribunal de Contas da União (TCU), as desonerações fiscais aplicadas atualmente somam R$ 307 bilhões. O corte deixará de fora apenas incentivos regionais, que contemplam principalmente Norte e Nordeste, e da Zona Franca de Manaus, estimados em R$ 30 bilhões. Assim, restariam pelo menos R$ 270 bilhões que estariam sob avaliação. O corte de 10% extinguiria R$ 27 bilhões em desonerações de imediato.

A partir daí, será feita uma mudança na sistemática desses incentivos: os mesmos estarão todos sob avaliação do Congresso Nacional pelos próximos quatro anos. Caberá ao Legislativo convalidar cada incentivo, por projeto de lei complementar. Aqueles que não conseguirem se provar efetivos aos congressistas serão definitivamente extintos.

A alteração tende a agradar ao Congresso Nacional, que será “empoderado”, pontua a fonte, para definir que renúncias tributárias funcionam e quais devem ser descontinuadas.

O pacote do governo será dividido em partes: ao Senado, serão enviadas três propostas de Emenda à Constituição (PEC). A principal é a PEC Mais Brasil, que vai transferir mais dinheiro federal a Estados e municípios. Serão R$ 400 bilhões em royalties pela exploração de petróleo no período de 15 anos. E R$ 6,8 bilhões do salário-educação que hoje transitam pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e irão direto para governadores e prefeitos. A mesma PEC trará desonerações, desindexações e desvinculações, entre outros assuntos.

Outra PEC tratará do quadro de emergência fiscal na União, nos Estados e nos municípios. Uma terceira é a da desvinculação dos fundos setoriais, que vai liberar perto de R$ 220 bilhões arrecadados ao longo do tempo e não utilizados. Autorizará o uso desses recursos para abater a dívida pública. Estima-se que o fluxo anual dos fundos seja da ordem de R$ 30 bilhões. Os 280 fundos terão prazo de dois anos para serem confirmados pelo Congresso ou extintos. Estão fora dessa regra os fundos constitucionais.

O governo queria ter enviado o pacote nesta semana, mas uma divergência em relação à reforma tributária – considerada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) como “a grande reforma” – travou as negociações. Há duas propostas sobre o tema, uma no Senado e outra na Câmara. Chegou-se à definição de que será formada uma comissão mista para discutir o assunto. Mas a tendência, segundo a fonte, é que prevaleça o texto da Câmara, com alterações sugeridas pelo governo.

Com isso, também se resolve o problema de por onde iniciar a tramitação. Saindo da comissão especial, a reforma tributária será analisada pela Câmara e depois pelo Senado. A reforma administrativa também começará pela Câmara. As PECs do pacto serão protocoladas pelos líderes do governo no Congresso, os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO) e Fernando Bezerra (MDB-PE). Por consequência, começarão pelo Senado.

A proposta de reforma administrativa conterá um forte enxugamento da estrutura de governo. Agências de governo e órgãos serão extintos ou fundidos para eliminar duplicidades e para dar um desenho mais lógico à administração federal.

Além disso, a proposta trará uma nova estrutura de carreiras do funcionalismo federal, com faixas salariais mais próximas das de mercado. A avaliação é que não faz sentido o governo pagar até 80% mais do que a iniciativa privada.

A estabilidade funcional será alcançada após dez anos, e não três, como atualmente. Essas mudanças, porém, só serão aplicadas aos novos funcionários.

Haverá também proposta para eliminar os dois meses de férias do Judiciário, conforme informou o Valor ontem. O governo proporá ainda um corte de 20% nos recursos repassados ao Sistema S.

Além das PECs da área fiscal e das reformas administrativa e tributária, o governo deve encaminhar uma proposta que mira a geração de empregos.

O foco será desonerar custo do emprego em duas faixas: para quem tem entre 18 e 27 anos e está com dificuldades de ingressar no mercado de trabalho; e para quem já passou dos 55 anos. Ainda não está definido o formato da proposta. O governo gostaria de encaminhar por meio de uma medida provisória (MP), para que a mudança tivesse efeito imediato.

Fonte: Jornal Valor Econômico

 

 

Catalão recebe última rodada de seminários regionais sobre desenvolvimento e emprego

Principal polo econômico do Sudeste goiano, Catalão recebe nesta quinta-feira (31) o último seminário regional do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos. O movimento reuniu de forma inédita em Goiás mais de 30 entidades dos setores empresarial, de trabalhadores, cultural, universidades e segmentos da sociedade civil para formular propostas para o crescimento econômico e social do Estado. O evento, que é aberto ao público, será realizado a partir das 18 horas no auditório da Associação Comercial e Industrial de Catalão (ACIC), que fica na Avenida Raulina Paschoal, nº 2273, bairro São João, e contará com a presença de lideranças sindicais, do setor produtivo, do poder público e da academia.

A discussão em Catalão se dará em torno de propostas para atrair mais investimentos para o Sudeste goiano, como manter os empregos da indústria automobilística, que é forte no município, as dificuldades estruturais e as oportunidades proporcionadas pela academia e as empresas instaladas, além do papel da qualificação e dos incentivos fiscais para fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade. O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos já realizou seminários em Rio Verde, Anápolis, Goianésia e Itumbiara, sempre debatendo as políticas de desenvolvimento estadual e as demandas de cada região do Estado. Os quatro seminários já reuniram mais de 1,4 mil participantes.

A proposta do movimento, que reúne de forma inédita em Goiás empresários e trabalhadores em torno da causa do desenvolvimento e do emprego, é abordar temas como inovação e tecnologia, meio ambiente, desburocratização, infraestrutura, crédito, incentivos fiscais, proteção social, mercado de trabalho e qualificação profissional, entre outros, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade do Estado. “Esse movimento é importante para que nós possamos avançar com propostas para ajudar Goiás a aproveitar as oportunidades e fazer nossa economia crescer. Surgiu com a ideia de fazermos, junto com os trabalhadores, reuniões para que a gente pudesse ter melhores ideias, projetos, e levar ao governo para, em seguida, formular um plano de desenvolvimento para o Estado”, afirma Otávio Lage Filho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial)

O movimento começou a ser formatado em maio, quando a Adial Goiás contratou pesquisas quantitativa e qualitativa para verificar os anseios dos goianos quanto à economia do Estado e a visão com relação aos incentivos fiscais. As pesquisas, realizadas nos municípios mais industrializados do Estado, captaram um apoio de mais de 90% da população à adoção de políticas públicas de incentivos que garantam o crescimento econômico, por meio da industrialização, incremento do comércio e do setor de serviços. A instalação de indústrias, segundo a pesquisa, é tida pela população como um fator primordial para a melhoria da qualidade de vida nos municípios. O levantamento do Instituto Fortiori apontou também uma preocupação muito grande dos goianos com a estagnação econômica e o aumento do desemprego.

“Estamos neste movimento porque ele é pró, a favor de uma causa. Não é contra ninguém. Nós precisamos deste tipo de ação neste momento de superação de crise. E as entidades envolvidas têm muita credibilidade e capacidade de contribuir com o Estado”, afirma Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG). O reitor já ofereceu durante outros seminários a expertise da UFG para produzir um estudo aprofundado a respeito dos impactos das políticas de incentivos fiscais em Goiás. “Assim teremos um diagnóstico mais técnico para tomar decisões”, explicou.

“Temos uma grande oportunidade de somar forças para mostrar, inclusive, o potencial do Estado de Goiás para o restante do País, a qualificação do nosso pessoal e de participar da discussão de políticas governamentais que têm este intento”, diz Sandro Jadir, vice-presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). “Temos que achar soluções para retomar o crescimento de Goiás, não podemos nos conformar com um cenário ruim e nem achar que o aumento de impostos em cima do setor produtivo é a solução para os problemas do Estado”, afirma José Maria, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetaer-GO).

O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos será encerrado com um grande evento em Goiânia, em novembro, onde será fechada a carta de propostas para o governo do Estado.

ENTIDADES QUE INTEGRAM O MOVIMENTO EM DEFESA DO DESENVOLVIMENTO E DOS EMPREGOS:

Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial Goiás); Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg); Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg); Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial); Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg); Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO); Federação dos Trabalhadores Rurais Empregados Assalariados de Goiás (Fetaer-GO); Federação dos Trabalhadores das Indústrias nos Estados de Goiás, Tocantins e DF (Ftieg); Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Goiás (Ftiag); Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Força Sindical Goiás; Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (Sinpef – GO); Federação das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Goiás (FESSPUMG); Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindipetros); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) ; Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Fórum dos Trabalhadores de Goiás; Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL);Federação dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral de Goiás, Bahia e Tocantins (Fetramag); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL); Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e Logística (Conamm); Universidade Federal de Goiás (UFG); Instituto Federal de Goiás (IFG); Instituto Federal Goiano (IFGoiano); Cia. de Dança Quasar.

Industrialização torna cidades goianas menos dependentes de repasses

Indústrias e empresas geram mais empregos e riquezas para municípios onde estão instaladas; receitas aumentam e repasses do governo federal têm importância menor

Cidades goianas com grande concentração de indústrias apresentam situação fiscal mais saudável e dependem bem menos de recursos do governo federal que são repassados por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Enquanto em Anápolis os R$ 62,5 milhões do FPM recebidos em 2018 representam apenas 5,59% de toda a receita do município (R$ 1,1 bilhão), em Nova Aurora – cidade localizada a 260 quilômetros da Capital – os R$ 6,5 milhões repassados pelo Fundo equivalem a 56,27% de toda a receita (R$ 11,1 milhões).

Em levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO), as dez primeiras posições no ranking de prefeituras menos dependentes do FPM traz Aparecida de Goiânia, Anápolis, Goiânia, Rio Verde, Senador Canedo, Catalão e Jataí, cidades altamente industrializadas graças à política de incentivos fiscais existente em Goiás e consideradas pólos de geração de empregos.

A questão dos incentivos é tema de debate de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa, que tem, segundo lideranças do setor produtivo, aprofundado o ambiente negativo para os negócios em Goiás e colocado o setor industrial em compasso de espera com relação a novos investimentos. O levantamento do TCM-GO divulgado nesta segunda-feira (28) pelo jornal O Popular permite concluir que os municípios são os mais beneficiados por uma política de atração de investimentos, da mesma forma que os menos industrializados sofrem mais para fechar as contas.

Os incentivos são utilizados, via de regra, para atrair empresas que, por diversas razões – como a localização estratégica próxima a portos e grandes centros consumidores – considerariam levar seus negócios para estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao optarem por se instalar em cidades goianas, as indústrias geram mais riquezas e empregos naquela região. O consumo aumenta, o comércio e o setor de serviços também crescem e o recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias pelo governo do Estado, idem. Posteriormente, o bolo do ICMS também é dividido entre os municípios – e daí a dependência menor em relação ao FPM.

A cidade de Rio Verde, localizada no Sudoeste goiano e a 210 quilômetros de Goiânia, tem grande destaque no agronegócio brasileiro – é a maior produtora de soja em Goiás. Abriga empresas da agroindústria como também indústrias de embalagens, metálicas, plásticas e celuloses que foram beneficiadas pelos incentivos fiscais. No ranking de prefeituras menos dependentes do FPM, está na 5ª posição (recebeu em 2018 R$ 62,5 milhões, o que equivale a 7,14% da receita de R$ 875 milhões).

Anápolis, citada no início desta matéria, abriga hoje o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), um conglomerado de empresas e indústrias que recebem incentivos fiscais do governo estadual há vários anos. Aparecida de Goiânia, por sua vez, é a cidade goiana que mais tem se industrializado nos últimos anos, graças à concessão de incentivos fiscais. Não por acaso, é a que hoje menos depende de recursos do FPM (5,58%, o equivalente a R$ 62,5 milhões) em sua receita de 2018 (R$ 1,12 bilhão).

Mas nem tudo são flores no segundo maior município goiano. Também nesta segunda-feira o prefeito Gustavo Mendanha veio a público externar sua preocupação com as incertezas que rondam a política de incentivos fiscais em Goiás, o que tem desestimulado potenciais investidores. Uma grande empresa, segundo o prefeito, já oficializou a desistência em se instalar em Aparecida de Goiânia justamente pelo clima de insegurança jurídica que Goiás vive atualmente.

Produzindo escombros

“Quem perde o emprego, pode ser resiliente, mas não faz milagre”

 

Emprego nos dias atuais é mercadoria de luxo. Toda situação que envolve fechamento de empresas atinge como um torpedo o comércio varejista ou atacadista que desde 2015 é estraçalhado pelas crises, principalmente as de mercado e políticas.

O próprio IBGE apontou em seu levantamento recente que este setor teve aniquiladas 411 mil vagas, com 80 mil empresas fechadas. Não existe piedade, sofrem trabalhadores e empresários. Claro que a classe mais prejudicada é a do assalariado, que acaba atrasando contas e seguindo para o subemprego que vem ultrapassando os 28 milhões de pessoas no Brasil.

Cenário de tragédia econômica muito comum em sinaleiros, com tantos ambulantes. E há o entrave do sistema financeiro pela falta de renda fixa da grande massa consumidora.

Temos acompanhado nos últimos dias, com preocupação, a CPI dos Incentivos Fiscais, coordenada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, há alguns dias, a revogação total de benefícios para indústrias do setor automotivo e de crédito outorgado para os setores têxtil e de usinas de álcool.

O que temos com isso, visto que a medida é direcionada às indústrias? Tudo, porque somente o setor do álcool será atingido em 18 municípios goianos e quem administra fala em mandar embora seus trabalhadores. O rolo compressor começa a girar esmagando de imediato quem vende roupas, sapatos, eletroeletrônicos e até os supermercados. Quem perde o emprego, pode ser resiliente, mas não faz milagre.

Nós, representantes de entidades sindicais, fomos alertados que o comércio deverá ser o próximo inimigo da vez para os legisladores. Diante de tal situação, empresas que têm Centro de Distribuição de produtos na Grande Goiânia trabalham em cima de planilhas com plano B. A aridez dos gráficos deverá prever o corte de 2 mil empregos a partir de janeiro de 2020, pois estas vagas migrarão para onde estas empresas forem, como Brasília, Minas Gerais e Tocantins.

O Estado precisa se adequar às realidades e não fechar os olhos aos desatinos da conveniência de outros tempos políticos, mas é necessário ter uma visão de cima do resultado e apresentar possibilidades para que os efeitos da bomba não sejam de longo prazo.

No comércio, vale ressaltar, que após cada açoite econômico a sua recuperação não acontece em um curto prazo. Diante da falência de mercado de uma cidade é complicado apontar qual o tempo necessário para a retirada dos escombros do que um dia foi uma segurança de vida: o emprego.

Fonte: Jornal O Popular

4º Seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e Empregos – Itumbiara – 21/10/2019

O seminário regional Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos reuniu mais de 500 empresários, trabalhadores, lideranças políticas e representantes do meio acadêmico de Itumbiara e região. A discussão principal foi sobre os desafios para o Estado atrair novos investimentos privados e gerar mais empregos e desenvolvimento econômico a médio e longo prazos. Confira neste breve vídeo.

Prefeitos defendem manter incentivos fiscais em Goiás

Prefeito José Antônio, de Itumbiara: “Economia da nossa cidade mudou completamente com os incentivos fiscais”

Os prefeitos dos municípios goianos com grandes polos industriais partiram para a defesa pública pela manutenção dos incentivos fiscais no Estado. Já se posicionaram os prefeitos Roberto Naves (Anápolis), Gustavo Mendanha (Aparecida de Goiânia), José Antônio (Itumbiara) e Rogério Troncoso (Morrinhos). O discurso pró-incentivos se soma aos dos empresários e trabalhadores que, numa frente de 30 entidades, têm realizado o seminário Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos nos maiores municípios goianos.

“A atração de indústrias teve um papel fundamental para a transformação da economia de nossa cidade. Isto só foi possível com os incentivos fiscais”, afirmou o prefeito José Antônio, de Itumbiara. Ele ressaltou ainda que, dentro da legalidade, o governo tem de ser um facilitador para atrair empresas e investimentos. “Deveríamos é prestar homenagens aos empreendedores que investem e geram desenvolvimento e empregos no nosso Estado”, frisou. “Defendemos a política de incentivos para investimentos privados, que geram empregos e renda para a nossa população de Morrinhos, inclusive crédito outorgado para usinas do setor sucroalcooleiro”, afirmou o prefeito Rogério Troncoso.

O prefeito Roberto Naves demonstra preocupação com os impactos de uma redução dos incentivos fiscais para a economia de Anápolis, que tem a montadora de veículos do Grupo Caoa e um dos maiores parques farmoquímico do País, instalado no Daia. Disse que gerar uma insegurança apenas beneficiará outros Estados, cujos governos já têm assediado empresas instaladas em Goiás. “Outros Estados já sentiram essa fragilidade e estão assediando empresas instaladas em Goiás. Se a gente vender a ideia que não tem segurança jurídica pra se investir e não mantivermos os incentivos, por que uma indústria vai instalar no Estado?”, questionou Naves.

Já o prefeito Gustavo Mendanha, de Aparecida de Goiânia, alertou para as consequências negativas de uma redução dos incentivos e benefícios fiscais. “Isso preocupa muito não só para Aparecida, mas para todas as cidades que têm essa vocação empresarial. Até porque tem empresas que estão discutindo a saída de Goiás principalmente para ir para Brasília. Não podemos voltar atrás. Uma vez ouvir que o grande governador para Goiás foi Itamar Franco, por ter cortado incentivos e muitas empresas de Minas Gerais vieram para o nosso Estado. Espero que o nosso governo não vá na contramão e repita isso “, enfatizou.

Sindicalistas
Presidentes de sindicatos e federações de trabalhadores em Goiás demonstram forte preocupação com o futuro de milhares de empregos, principalmente nos municípios goianos com forte presença de indústrias incentivadas pelos programas Fomentar e Produzir do Estado. É o que afirmaram na noite da última segunda-feira em Itumbiara, durante o seminário regional Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos que reuniu mais de 500 empresários, trabalhadores, lideranças políticas e representantes do meio acadêmico da cidade e região. A discussão principal foi sobre os desafios para o Estado vai atrair mais investimentos e gerar mais empregos a médio e longo prazos.

“O setor sucroalcooleiro gera 60 mil empregos diretos em Goiás. Se formos contar as famílias, são 200 mil pessoas que dependem deste salário. Imagina o impacto se, de fato, chegar a um corte de 20% desses empregos como consequência da redução dos incentivos fiscais para as empresas continuarem sendo competitivas e realizarem novos investimentos no Estado? É um risco que nos preocupa muito”, afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores, Empregados e Assalariados Rurais em Goiás (Fetaer), José Maria.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e das Entidades Sindicais Unidas de Itumbiara, Flávio Marani, também mostrou preocupação com a possível redução nos postos de trabalho. Ele reforçou ainda que o setor não suportaria aumento nos impostos e pregou o diálogo. “É preciso que o governo do Estado escute o setor produtivo, os empresários e os trabalhadores. Aumento de impostos não vai gerar renda maior para os cofres públicos. O efeito pode ser o contrário e gerar milhares de demissões”, enfatizou.

Diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho apresentou no seminário em Itumbiara dados oficiais que mostram que os incentivos fiscais atraíram nas últimas três décadas centenas de empresas e colocaram Goiás como a 9ª maior economia do País. O Estado tem hoje o 7º maior parque industrial do Brasil, é o 7º em arrecadação de ICMS e o 7º em geração de empregos com carteira assinada na indústria. “Mas, desde 2015, os empresários têm sentido uma grande pressão e incertezas. Temos que buscar formas de retomar o crescimento industrial, para que Goiás não perca mais competitividade e deixe de atrair novos investimentos”, alertou.

Fonte: Empreender em Goiás

Sindicalistas temem pelos empregos nos polos industriais de Goiás

Presidentes de sindicatos e federações de trabalhadores em Goiás demonstram forte preocupação com o futuro de milhares de empregos, principalmente nos municípios goianos com forte presença de indústrias incentivadas pelos programas Fomentar e Produzir do Estado.  É o que afirmaram, na noite da última segunda-feira em Itumbiara, durante o seminário regional Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos que reuniu mais de 500 empresários, trabalhadores, lideranças políticas e representantes do meio acadêmico da cidade e região. A discussão principal foi sobre os desafios para o Estado vai atrair mais investimentos e gerar mais empregos a médio e longo prazos.

“O setor sucroalcooleiro gera 60 mil empregos diretos em Goiás. Se formos contar as famílias, são 200 mil pessoas que dependem deste salário. Imagina o impacto se, de fato, chegar a um corte de 20% desses empregos como consequência da redução dos incentivos fiscais para as empresas continuarem sendo competitivas e realizarem novos investimentos no Estado? É um risco que nos preocupa muito”, afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores, Empregados e Assalariados Rurais em Goiás (Fetaer), José Maria.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e das Entidades Sindicais Unidas de Itumbiara, Flávio Marani, também mostrou preocupação com a possível redução nos postos de trabalho. Ele reforçou ainda que o setor não suportaria aumento nos impostos e pregou o diálogo. “É preciso que o governo do Estado escute o setor produtivo, os empresários e os trabalhadores. Aumento de impostos não vai gerar renda maior para os cofres públicos. O efeito pode ser o contrário e gerar milhares de demissões”, enfatizou.

O prefeito de Itumbiara, José Antônio (PTB) afirmou no seminário que o município perdeu grandes áreas com a emancipação de Cachoeira Dourada e Inaciolândia, por exemplo. “Eram áreas importantes para a agropecuária que fortaleciam a economia de Itumbiara. Depois disso, a cidade teve de buscar outras fontes de riqueza. E a atração de indústrias teve um papel fundamental para a nossa economia. Isto só é possível com os incentivos fiscais”, afirmou. O prefeito ressaltou ainda que, dentro da legalidade, o governo tem de ser um facilitador para atrair empresas e investimentos. “Deveríamos é prestar homenagens aos empreendedores que investem e geram desenvolvimento e empregos no nosso Estado”, frisou.

Diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho apresentou no seminário em Itumbiara dados oficiais que mostram que os incentivos fiscais atraíram nas últimas três décadas centenas de empresas e colocaram Goiás como a 9ª maior economia do País. O Estado tem hoje o 7º maior parque industrial do Brasil, é o 7º em arrecadação de ICMS e o 7º em geração de empregos com carteira assinada na indústria. “Mas, desde 2015, os empresários têm sentido uma grande pressão e incertezas. Temos que buscar formas de retomar o crescimento industrial, para que Goiás não perca mais competitividade e deixe de atrair novos investimentos”, alertou.

 

EMPRESÁRIOS CRITICAM CLIMA DE INSEGURANÇA NO ESTADO

O empresário Roberval Martins, da empresa Alca Foods e presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Itumbiara (ACISI) destacou a união do setor produtivo no Estado durante o seminário regional Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, realizado na noite de segunda-feira em Itumbiara. “É importante ver trabalhadores e empresários unidos para buscar o crescimento e o desenvolvimento econômico e social”, ressaltou. O empresário, que acabara de retornar de viagem comercial para a China, contou que o país asiático tem uma forte política de incentivos fiscais e consegue uma alta taxa de crescimento econômico. Roberval Martins disse ainda acreditar nesta união de forças para o estado buscar a competitividades e se tornar cada vez mais industrializado.

Presidente da CDL de Itumbiara, Orlando Ferreira disse que é grande a preocupação no comércio da região com uma queda no consumo caso trabalhadores em indústrias incentivadas comecem ser dispensados por conta do aumento da carga tributária em Goiás. “A atração de novos investimentos e a criação de novos empregos geram renda e impulsionam o consumo. E essa é uma roda que tem que girar para a frente, não para trás”, defendeu.

Representante da Facieg em Itumbiara, Lauro Ferrão disse que o cenário de incertezas neste momento tem gerado adiamento de novos investimentos privados em Goiás. “Trinta e quatro empresas assinaram neste ano um protocolo de intenções para investir no nosso Estado. Mas, com essa indefinição nesta política de incentivos fiscais, apenas 12 continuam manifestando interesse. É preocupante”, comentou.

“Queremos ouvir opiniões que podem nos ajudar na geração de empregos e isso vai alavancar a nossa economia”, afirmou o empresário Alberto Borges, do grupo Caramuru. Ele lembrou que Estados como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais têm colocado em prática políticas de incentivos fiscais mais atraentes e que isso pode impactar no desempenho econômico de Goiás.

O presidente da Adial Goiás, Otávio Lages Siqueira Filho disse que o objetivo dos seminários é levar uma reflexão aos principais polos econômicos do Estado e, ao final, propor alternativas ao governo que possam favorecer o desenvolvimento econômico e a geração de emprego. “Os incentivos fiscais devem ser uma política de Estado e não de governo, para não se correr o risco mudanças nas regras no meio do jogo e, com isso, gerar insegurança jurídica”, afirmou. Otávio Siqueira Filho afirmou ainda que “o emprego é o melhor programa social” e que é preciso agir com rapidez para favorecer o setor produtivo. “Empresários e trabalhadores estão unidos. A incerteza do momento está sendo uma ameaça ao emprego”, frisou.

UNIVERSIDADES DESTACAM PARCERIAS COM INDÚSTRIAS

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, destacou em Itumbiara a presença das universidades nos seminários do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, dizendo que o desenvolvimento passa pela união de empresários, academias, governo e sociedade. Afirmou que, com o conhecimento científico, as universidades podem dar a exata dimensão dos incentivos fiscais. “Esse estudo pode mensurar o impacto dessa política, quais resultados positivos e quais ficaram abaixo do esperado e apontar novos caminhos”, disse.

Diretor do ILES/Ulbra em Itumbiara, Jeferson André Samuelsson apresentou o exemplo da Noruega, onde 95% da população tem a educação secundária e 73% tem curso superior ou já concluíram esta etapa. Enquanto no Brasil, a taxa de escolarização não passa de 31%. “O resultado se reflete na economia. O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil é 5 vezes maior que o da Noruega, porém em termos de renda e qualidade de vida, eles estão bem à nossa frente”, comentou.

O diretor afirmou ainda que desenvolvimento e ensino superior caminham juntos, mas sem os investimentos certos, a mão de obra qualificada vai embora. “De 1960 para cá, os Estados Unidos e o Canadá receberam mais de 1 milhão de cientistas estrangeiros” disse, completando que “se não tiver emprego aqui, o profissional vai em busca de colocação em outro lugar”. Para Jeferson André o grande desafio da política industrial é aumentar a capacidade de desenvolvimento humano e social e a criação de vantagens competitivas para as indústrias e para as pessoas.

Diretor da UEG em Itumbiara, Davi Lopes Pereira também reforçou a importância de todos os segmentos caminharem na mesma direção. “É essa união entre empresários, trabalhadores e universidades que vai apontar o caminho para o desenvolvimento de Goiás”, enfatizou.

 

Nas fotos, Alberto Borges (Caramuru) e Edward Madureira (UFG) debatem desenvolvimento com empresários e trabalhadores em Itumbiara

MS é o 5º mais competitivo do país e se destaca em sustentabilidade, eficiência e potencial de mercado

 

Mato Grosso do Sul é o 5º Estado mais competitivo do Brasil. É o que aponta o resultado do Ranking de Competitividade dos Estados 2019, divulgado na manhã desta sexta-feira (18) pelo Centro de Liderança Pública (CLP) no Pregão da B3, em São Paulo.

 

 

 

 

 

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Governo lança programa Decola MS para ampliar voos e baratear passagens aéreas

governador Reinaldo Azambuja lançou, nesta terça-feira (18), o Programa Estadual de Incentivo à Aviação Regional, o Decola MS, que consiste na redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o querosene com o intuito de atrair mais voos para o Estado. A intenção é levar o transporte aéreo para cidades do interior que não são servidas por esse modal e com isso baratear os preços das passagens, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

 

 

 

 

 

 

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Três Lagoas ganha nova indústria, a primeira do MS a beneficiar fibra curta de celulose


O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, participou na tarde desta quarta-feira (18) do lançamento da pedra fundamental da Unir Indústria e Comércio de Produtos de Higiene Ltda, mais uma indústria que se instala em Três Lagoas e a primeira no Estado a beneficiar a fibra curta de celulose para confecção de papel higiênico, toalhas e guardanapos de papel.

 

 

 

 

 

 

 

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Mato Grosso do Sul garante a primeira indústria de processamento de borracha

O secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e o secretário Felipe Matos Ribeiro, da Sefaz (Secretaria de Fazenda), assinaram na tarde desta segunda-feira (5) o Termo de Concessão de Incentivos Fiscais que viabiliza a implantação da primeira indústria de borracha em Mato Grosso do Sul. O ato aconteceu na sede da Fiems (Federação das Indústrias do Estado) e contou com as presenças do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, e os presidentes das Federações de Agricultura (Famasul), Maurício Saito, e da Indústria, Sérgio Longen.

 

 

 

 

 

 

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Repactuação de incentivos fiscais de 382 empresas vai gerar 11 mil empregos em MS

 

 

 

 

 

Fórum Deliberativo do MS Indústria conclui análise das adesões ao Fadefe; empresas assumem compromisso de investir R$ 16 bilhões

 

O Fórum Deliberativo do MS Indústria finalizou nesta quinta-feira (6), a análise das adesões feitas ao Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado). O Fundo foi criado no fim de 2017 para atender a legislação federal e convalidar os incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado.

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Instalação de novas indústrias em três municípios de MS deve gerar 126 empregos

A instalação de três novas indústrias em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Selvíria, Três Lagoas e Campo Grande, com potencial para geração de 126 empregos diretos, foi viabilizada pelo Governo do Estado na tarde desta sexta-feira (9), na Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). O investimento total dos três novos empreendimentos é de R$ 6,613 milhões.

 

 

 

 

 

 

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Decreto beneficia pequenas indústrias do setor de produtos têxteis, confecção e vestuário de MS

Ao menos 247 pequenas indústrias do setor de confecções serão beneficiadas pelo Decreto nº 15.167, de 21 de fevereiro de 2019, publicado pelo Governo do Estado no Diário Oficial desta segunda-feira (25). A nova norma possibilita ao setor uma condição diferenciada de arrecadação que tem por objetivo incentivar o segmento e permitir maior geração de empregos.

 

 

 

 

 

 

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Governo abre prazo para empresas do Fadefe regularizarem dívidas

As empresas que recebem incentivos fiscais do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado (Fadefe) e estão em débito com o fisco estadual receberam uma oportunidade para se regularizar. O Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (31.5) um novo prazo para pagamento das pendências, em parcela única ou em até seis vezes.

 

 

 

 

 

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Trabalhadores da Região Sul de Goiás cobram mais diálogo do Poder Público

Dirigentes sindicais e empresários estiveram reunidos nesta segunda-feira (21) em Itumbiara para seminário que discute o desenvolvimento de Goiás.

A investida patrocinada pelo governo do Estado e Assembleia Legislativa contra aos incentivos fiscais tem preocupado trabalhadores nas mais diversas cidades goianas. Nesta segunda-feira (21), por ocasião da quarta edição do seminário “Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos”, que será realizado logo mais em Itumbiara, lideranças sindicais da região Sul do Estado expuseram a aflição e receio de perderem seus empregos.

“O governo está preocupado em aumentar a arrecadação (ao propor aumento da carga tributária) sem qualquer diálogo com nós, trabalhadores, que seremos diretamente afetados. As empresas aumentarão os preços dos seus produtos e, em busca de competitividade, terão que fazer demissões”, explicou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itumbiara, Flávio Henrique Caetano, em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira.

Falta de diálogo foi também uma questão levantada pelo secretário-geral da Federação dos Trabalhadores Rurais Assalariados do Estado de Goiás (FETAER-GO), Adão Donizete. “O governo precisa conhecer e entender a realidade dos trabalhadores. Precisa ao menos nos ouvir”, disse ele. “Nós queremos os empresários gerando melhores empregos e melhores salários, e não diminuindo a produção e demitindo”, completou.

Lideranças empresariais e dirigentes de sindicatos e de associações ligadas a trabalhadores têm participado, desde o início da manhã, de reuniões, entrevistas e agendas institucionais em Itumbiara, como a que incluiu audiência com o prefeito José Antônio (PTB), já no início da tarde. “Tenho acompanhado todo este movimento. E antecipo nosso apoio ao desenvolvimento, à geração de emprego e renda para todos em Goiás. Itumbiara é hoje a 7ª economia do estado e diversificou sua produção graças aos incentivos”, afirmou o prefeito à comitiva.

“Números que atestam o crescimento e o desenvolvimento de Goiás nos últimos anos mostram que a política de incentivos fiscais empregada até aqui foi acertada. Nos tornamos o 9º maior PIB e o 7º parque industrial do País. Mas, infelizmente, a situação geral hoje é de paralisação de investimentos”, disse o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otávio Lage Filho. A entidade é uma das coordenadoras do seminário. “Muitos empresários não querem investir em função do cenário atual, de indefinição desde o início do ano sobre a política de incentivos”.

Comissão

O cenário em Goiás também tem ficado desfavorável aos empresários e trabalhadores em função de uma Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada na Assembleia Legislativa. No último dia 15 foi aprovada, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa a revogação de lei que concedia incentivos fiscais para indústrias do setor têxtil, como também crédito outorgado ao setor sucroalcooleiro. Paralelo a isto, grandes empresas goianas começam a migrar investimentos para estados vizinhos, como Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, atraídas por melhores condições de competitividade. É o caso, por exemplo, do Grupo Novo Mundo e da Caramuru, esta última com sede em Itumbiara.

“O momento é de união entre trabalhadores e empregadores. O governo quer aumentar impostos, e por tabela a arrecadação, e resolver os problemas do estado. Mas não é assim que vai acontecer. Agir desta forma implica na demissão de muitos profissionais. E a reação é em cadeia: diminui-se a renda per capita do trabalhador e de sua família, que vai comprar menos, e o comércio também sentirá o efeito desta medida”, desabafou o presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Itumbiara, Flávio Henrique Caetano.

3º Seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e Empregos – Goianésia – 17/10/2019

3º Seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e Empregos

Pautas como o corte de incentivos fiscais, investimentos em pesquisa e tecnologia e a união de poder público, setor produtivo, trabalhadores e academia na busca de crescimento econômico de Goiás foram debatidos por mais de três horas na noite desta quinta-feira (17/10) em Goianésia, no Vale do São Patrício, durante o terceiro seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos. O evento, no auditório da Faculdade Evangélica de Goianésia, reuniu mais de 200 pessoas entre empresários, trabalhadores, políticos, professores universitários e representantes de mais de 30 entidades da sociedade civil para formular propostas para o crescimento econômico e social do Estado. Confira neste breve vídeo um pouco do que aconteceu em Goianésia.