Decreto estadual estabelece novo fechamento do comércio por 14 dias

Parte significativa das atividades comerciais e industriais do Estado foram suspensas para prevenção do avanço da pandemia da covid-19 no Estado; cabe às Prefeituras avaliar adesão por parte de cada município


Conforme anunciado em reunião na manhã de segunda-feira (29), o governador do Estado de Goiás publicou um decreto alterando as normas de isolamento social. A partir de terça-feira (30) e pelos próximos 14 dias, “adota-se o sistema de revezamento das atividades econômicas organizadas para a produção ou a circulação de bens ou de serviços”.  Serão 14 dias de fechamento seguidos de 14 dias de abertura.

Poderão funcionar apenas atividades consideradas essenciais como, por exemplo, farmácias, clínicas de vacinação, laboratórios de análises clínicas e estabelecimentos de saúde; cemitérios e serviços funerários; distribuidores e revendedores de gás e postos de combustíveis; supermercados e congêneres; agências bancárias e casas lotéricas; hospitais veterinários e clínicas veterinárias e estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos agropecuários (confira lista completa abaixo). Atividades religiosas também deverão ser suspensas por 14 dias.

Após o período de suspensão, todas as atividades econômicas e não econômicas poderão retomar seu funcionamento por 14 dias, observados os protocolos específicos. Continuam proibidos, entretanto, todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza, desde que presenciais, inclusive reuniões e o uso de áreas comuns dos condomínios; aulas presenciais; cinemas, teatros; restaurantes, bares, boates e academias.

Autonomia dos municípios

Contudo, diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante autonomia aos municípios de fazerem seus próprios decretos, caberá a cada Prefeitura definir sobre a situação do comércio local. A Prefeitura de Goiânia já sinalizou, durante o dia, que deve obedecer ao decreto estadual e que aguardaria apenas a publicação oficial do texto para publicar um decreto municipal (veja aqui).

Leia o decreto estadual na íntegra abaixo:

“DECRETO Nº , DE DE DE 2020

Altera o Decreto nº 9.653, de 19 de abril de 2020.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE GOIÁS, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, também tendo em vista que o Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 454, de 20 de março de 2020, declarou, em todo o território nacional, o estado de transmissão comunitária do novo coronavírus (COVID-19), e considerando:

– que o Estado de Goiás decretou a situação de emergência em saúde pública por meio dos Decretos nos 9.633, de 13 de março de 2020, e 9.653, de 19 de abril de 2020;

– o propósito e abrangência do Regulamento Sanitário Internacional, promulgado pelo Decreto Federal nº 10.212, de 30 de janeiro de 2020, de prevenir, proteger, controlar e dar uma resposta de saúde pública contra a propagação internacional de doenças, de maneiras proporcionais e restritas aos riscos para a saúde pública, e que evitem interferências desnecessárias com o tráfego e o comércio internacionais;

– o acionamento de novo nível (nível 3) do Plano de Contingência da Secretaria de Estado da Saúde, conforme recomendações do Ministério da Saúde;

– a necessidade de manter o funcionamento da rede de atenção à saúde, em decorrência do aumento exponencial na demanda de serviços de saúde;

– a delegação da ANVISA à autoridade sanitária estadual para fazer recomendações e restrições de fluxos e acessos de pessoas ou produtos;

– a recomendação do Comitê de Operações Estratégicas – COE, do Estado de Goiás;

– o Relatório de Assessoramento Estratégico elaborado pelo Instituto Mauro Borges, Secretaria de Estado da Economia de Goiás, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Universidade Federal de Goiás;

– os estudos da Universidade Federal de Goiás sobre as projeções de casos, confirmados, a necessidade de leitos de UTI e os óbitos em decorrência da Covid-19; e – as notas técnicas nos 09 e 10 emitidas pela Secretaria de Estado da Saúde, que dispõem sobre as medidas de prevenção e controle de ambientes e pessoas para evitar a ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DA CASA CIVIL contaminação e propagação do novo coronavírus durante o funcionamento das atividades econômicas liberadas das medidas restritivas,

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 9.653, de 19 de abril de 2020, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 2º Para o enfrentamento da emergência em saúde decorrente do coronavírus, adota-se o sistema de revezamento das atividades econômicas organizadas para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, iniciando-se com 14 (quatorze) dias de suspensão seguidos por 14 (quatorze) dias de funcionamento, sucessivamente.

§ 1º São consideradas essenciais e não se incluem no revezamento de atividades previsto neste artigo:

I – farmácias, clínicas de vacinação, laboratórios de análises clínicas e estabelecimentos de saúde, excetuando-se os procedimentos de cirurgias eletivas e reduzindo-se a 50% a oferta de consultas e procedimentos ambulatoriais, não abrangendo, neste caso, os serviços de atenção primária à saúde, os quais devem funcionar em sua capacidade máxima, inclusive com atendimento à demanda espontânea;

II – cemitérios e serviços funerários;

III – distribuidores e revendedores de gás e postos de combustíveis;

IV – supermercados e congêneres, não se incluindo lojas de conveniência, ficando expressamente vedado o consumo de gêneros alimentícios e bebidas no local, bem como o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família, exceto nos casos em que necessário acompanhamento especial;

V – hospitais veterinários e clínicas veterinárias, incluindo os estabelecimentos comerciais de fornecimento de insumos e gêneros alimentícios pertinentes à área; VI – estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos agropecuários;

VII – agências bancárias e casas lotéricas, conforme disposto na legislação federal;

VIII – produtores e/ou fornecedores de bens ou de serviços essenciais à saúde, à higiene e à alimentação;

IX – estabelecimentos industriais de fornecimento de insumos/produtos e prestação de serviços essenciais à manutenção da saúde ou da vida humana e animal;

X – serviços de call center restritos às áreas de segurança, alimentação, saúde e de utilidade pública;

XI – atividades econômicas de informação e comunicação;

XII – segurança privada;

XIII – empresas do sistema de transporte coletivo e privado, incluindo as empresas de aplicativos e transportadoras;

XIV – empresas de saneamento, energia elétrica e telecomunicações;

XV – hotéis e correlatos, para abrigar aqueles que atuam na prestação de serviços públicos ou privados considerados essenciais ou para fins de tratamento de saúde, devendo ser respeitado o limite de 65% (sessenta e cinco por cento) da capacidade de acomodação, ficando autorizado o uso de restaurantes exclusivamente para os hóspedes, devendo ser observadas, no que couber, as regras previstas no art. 6º deste decreto, e protocolos específicos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica www.- saude.go.gov.br;

XVI – estabelecimentos que estejam produzindo, exclusivamente, equipamentos e insumos para auxílio no combate à pandemia da COVID-19;

XVII – assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;

XVIII – obras da construção civil de infraestrutura do poder público, de interesse social, penitenciárias e unidades do sistema socioeducativo, bem assim as relacionadas a energia elétrica e saneamento básico e as hospitalares, além dos estabelecimentos comerciais e industriais que lhes forneçam os respectivos insumos;

XIX – atividades comerciais e de prestação de serviço mediante entrega (delivery);

XX – atividades destinadas à manutenção, à conservação do patrimônio e ao controle de pragas urbanas;

XXI – atividades de suporte, manutenção e fornecimento de insumos necessários à continuidade dos serviços públicos e das demais atividades excepcionadas de restrição de funcionamento;

XXII – desde que situados às margens de rodovias: a) borracharias e oficinas mecânicas; e b) restaurantes e lanchonetes instalados em postos de combustíveis;

XXIII – o transporte aéreo e rodoviário de cargas e passageiros, observados os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica www.saude.go.gov.br;

XXIV – atividades administrativas necessárias ao suporte de aulas não presenciais;

e XXV – estágios, internatos e atividades laboratoriais das áreas de saúde.
……………………………………………………………………………………………………………………..
§ 5º As atividades econômicas em funcionamento por serem consideradas essenciais ou aquelas retomadas após o período de suspensão deverão também observar as normas específicas para o combate da COVID-19 editadas por conselhos profissionais das profissões regulamentadas.
…………………………………………………………………………………………………………………. .
§ 7º Também se inserem no sistema de revezamento previsto no artigo 1º as atividades de organizações religiosas.” (NR)

“Art. 3º Após o período de suspensão, todas as atividades econômicas e não econômicas poderão retomar seu funcionamento por 14 (quatorze) dias, observados os protocolos específicos, exceto as seguintes:

I – todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza, desde que presenciais, inclusive reuniões e o uso de áreas comuns dos condomínios, tais como churrasqueiras, quadras poliesportivas, piscinas, salões de jogos e festas, academias de ginástica, espaços de uso infantil, salas de cinemas e/ou demais equipamentos sociais que ensejem aglomerações e que sejam propícios à disseminação da COVID-19;
…………………………………………………………………………………………………………………. .
V – aulas presenciais de instituições de ensino público e privadas;

VI – cinemas, teatros, casas de espetáculo e congêneres;

VII – bares, boates e congêneres;

VIII – academias poliesportivas;

e 4 IX – salões de festa e jogos.” (NR)

“Art. 6º As atividades econômicas e não econômicas em funcionamento por serem consideradas essenciais ou aquelas retomadas após o período de suspensão, além da adoção dos protocolos específicos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica www.saude.go.gov.br, devem:
…………………………………………………………………………………………………………………. .
Parágrafo único. Os restaurantes no período em que autorizados a funcionar, além de protocolos específicos, deverão observar a lotação máxima de cinquenta por cento de suas capacidades de acomodação.” (NR)
“Art. 12 ………………………………………………………………………………………….

§ 1º Qualquer denúncia acerca de eventual desobediência a este decreto poderá ser efetivada por meio do Sistema de Ouvidoria do Estado de Goiás, coordenado pela Controladoria-Geral do Estado, ou mediante o número 190 da Polícia Militar.

§ 2º O descumprimento das regras estabelecidas neste Decreto e nos protocolos específicos da Secretaria Estadual da Saúde poderá, mediante fiscalização das Vigilâncias Sanitárias estadual e municipais, ensejar multa e interdição dos estabelecimentos.” (NR)

Art. 2º Os serviços nas repartições públicas estaduais, inclusive unidades de atendimento Vapt-Vupt, funcionarão, durante o período de suspensão, em regime de teletrabalho ou permanecerão em desocupação funcional por calamidade pública quando não couber o teletrabalho, podendo os titulares respectivos adotarem regime de trabalho presencial quando indispensável ao funcionamento da unidade.

§ 1º O disposto neste artigo não se aplica aos órgãos ou às entidades que, por sua natureza ou em razão do interesse público, desenvolvam atividades de indispensável continuidade, como as unidades de saúde, policiamento civil e militar, bombeiro militar, assistência social e Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes – GOINFRA. § 2º No período em que não estejam suspensas as atividades econômicas, o regime de trabalho dos servidores observará, no que couber, o disposto no Decreto nº 9.634, de 13 de março de 2020 e as portarias editadas pela Secretaria de Estado da Administração.

§ 3º A Secretaria de Estado da Administração poderá editar normas complementares para regulamentação do disposto neste artigo. Art. 3º Ficam revogados os parágrafos 3º e 6º do art. 2º, os arts. 14, 15, e o parágrafo único do art. 17, do Decreto nº 9.653, de 19 de abril de 2020.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor em 30 de junho de 2020.

Goiânia, de de 2020; 132o da República.”

 

Fonte: https://goianiaempresas.com.br/

NOTA À IMPRENSA – DECRETO DO GOVERNADOR

 

 

 

NOTA À IMPRENSA

 

A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) esclarece que o mandado de segurança concedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás beneficia diretamente milhares de trabalhadores nas indústrias incentivadas no Estado. Com maior segurança jurídica agora, estas indústrias poderão aderir ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, instituído pela Medida Provisória 936 do governo federal, que visa preservar o emprego e a renda dos trabalhadores durante a pandemia da Covid-19. Até então, as indústrias evitaram esta adesão por conta da possibilidade de entrar em vigor o decreto do governador Ronaldo Caiado.

A Adial ressalta, inclusive, que desde a publicação do decreto, esteve em constante diálogo com o governo estadual, esclarecendo os prejuízos que a medida causaria para milhares de trabalhadores nas indústrias em Goiás, caso entrasse em vigor. Por conta até deste diálogo, a Secretaria Estadual de Economia sequer regulamentou o referido decreto, algo necessário para que entrasse em vigor. A Adial mantém permanente diálogo com o Governo de Goiás em busca das melhores soluções para a retomada das atividades das indústrias e do crescimento econômico no Estado, que vão garantir a manutenção e crescimento dos empregos e da renda dos trabalhadores nas indústrias em Goiás.

 

Edwal Portilho
Presidente-executivo da Adial Goiás

Incentivos fiscais e fim do ICMS voltam à pauta no Congresso

Retomada da análise de propostas de reforma tributária que pretendem acabar com a chamada guerra fiscal e unificar impostos, com a extinção de vários deles, deve ocorrer em breve.

Deputado Glaustin da Fokus (PSC) integra a comissão que analisa propostas de reforma tributária.

Com possível retorno dos trabalhos da comissão que analisa a reforma tributária no Congresso Nacional, deputados e senadores devem voltar a discutir o fim da chamada guerra fiscal, que envolve incentivos de ICMS dados pelos Estados para atrair empresas e interessa diretamente a Goiás. A data para retomada da comissão, instalada em fevereiro, mas paralisada devido à pandemia do novo coronavírus, deve ser discuta na próxima semana em reunião de líderes.

A questão volta à tona depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, na terça-feira (9), que o Congresso deve retomar os trabalhos da comissão, que é composta por 25 deputados e 25 senadores, nos próximos dias. Há duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sendo analisadas: a 45, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP); e a 110, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). As duas acabam com o ICMS.

Isso porque a PEC 45 quer substituir cinco impostos (ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI) por um único, o IBS. A criação do IBS também é proposta pela PEC 110, mas via extinção de nove tributos – IPI, PIS, Cofins, ICMS, ISS, IOF, Pasep, Salário-Educação e Cide Combustíveis. Neste caso, o IBS seria de competência estadual e ficaria criado também o Imposto Seletivo, de competência federal.

A comissão tem dois parlamentares goianos: o deputado Glaustin da Fokus (PSC) e o senador Luiz Carlos do Carmo (MDB). Ao POPULAR, Glaustin diz ser contrário às propostas de extinção do ICMS, dado o impacto sobre os incentivos fiscais. “É bom para Sul e Sudeste, porque acaba com a guerra fiscal, mas prejudica Estados como Goiás, Tocantins e o próprio Distrito Federal. Então, não apoiamos essa proposta.”

Para ele, “Goiás só se desenvolveu a partir dos incentivos” e cita os programas Fomentar e Produzir, em vigência no Estado atualmente. O governador Ronaldo Caiado (DEM), inclusive, sancionou, na semana passada, a lei que cria o novo programa estadual de incentivos fiscais, o chamado ProGoiás. O novo programa prevê menos burocracia para a adesão por parte das empresas.

Sem aumento

Em seu anúncio da retomada dos trabalhos da comissão que analisa a reforma tributária, Rodrigo Maia afirmou também que “há consenso na Câmara de que não há espaço para aumento da carga tributária.” “Ninguém tem condições de pagar mais impostos, principalmente depois desta pandemia”, disse em sua conta no Twitter.

A afirmação veio no contexto de provocação feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o possível aumento do valor do auxílio emergencial de R$ 600 dado a famílias de baixa renda e trabalhadores informais durante a pandemia do novo coronavírus. O auxílio deve ter outras duas parcelas de R$ 300, mas parlamentares sugerem que seja mantido o valor atual.

Sobre isso, Bolsonaro disse, na terça-feira (9), que o governo pode aumentar a quantia, caso haja um “programa para diminuir o salário do parlamentar.” Em resposta, no mesmo dia, Maia afirmou que o Congresso toparia a redução temporária dos salários, desde que fosse para todos os Poderes e não apenas para o Legislativo e aproveitou para anunciar a retomada dos trabalhos da comissão que analisa a reforma tributária.

Em seus tuítes, Maia ressaltou, porém, que “a discussão sobre a renda, no contexto da reforma tributária, é importante.” “Na Previdência, servidores e trabalhadores contribuíram. Na administrativa, os servidores vão contribuir novamente. Os empresários também devem dar sua parcela de contribuição na tributária.”

Ao POPULAR, Glaustin da Fokus afirma que, de fato, não há espaço para discutir aumento de tributos. “Em hipótese alguma. Ninguém consegue mais. Quem paga a conta é o consumidor. É inadmissível em um momento desse tratar de aumento de tributos”. Mas ressalta: “As empresas estão deterioradas. O momento é de ter responsabilidade”.

Fonte: Jornal o Popular

Indústrias de Goiás e do Pará são as únicas que cresceram em abril

As indústrias de Goiás e do Pará foram as únicas que registraram crescimento da produção em abril, divulgou hoje (09/06) o IBGE, na série com ajuste sazonal. Dos 15 locais pesquisados, 13 mostraram taxas negativas. Pará (4,9%) e Goiás (2,3%) registraram as duas únicas taxas positivas nesse mês, com ambos voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -14,4% e -2,5%, respectivamente.

As quedas mais acentuadas foram no Amazonas (-46,5%), Ceará (-33,9%), Região Nordeste (-29,0%), Paraná (-28,7%), Bahia (-24,7%), São Paulo (-23,2%) e Rio Grande do Sul (-21,0%). Todos esses locais atingiram seu resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica, em 2002, assim como o Rio de Janeiro (-13,9%). Espírito Santo (-16,7%), Minas Gerais (-15,9%), Santa Catarina (-14,1%), Pernambuco (-11,7%) e Mato Grosso (-4,3%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em abril de 2020. O resultado reflete o isolamento social por conta da pandemia da COVID-19, que afetou a produção industrial por todo o País, com recuo de 18,8% da atividade industrial de março para abril de 2020.

O índice de média móvel trimestral da indústria caiu 8,8% no trimestre encerrado em abril de 2020 frente a março, intensificando o recuo de 2,4% do mês anterior e mantendo a trajetória predominantemente descendente iniciada em outubro de 2019. A redução desse mês foi a mais intensa desde o início da série histórica. Todos os 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas nesse indicador. Os recuos mais acentuados foram de Amazonas (-18,6%), Ceará (-17,1%), Rio Grande do Sul (-12,2%), Região Nordeste (-11,7%), Paraná (-10,2%), Santa Catarina (-10,2%), Bahia (-9,8%) e São Paulo (-9,5%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria caiu 27,2% em abril de 2020, com 13 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Assim como no índice nacional, nove dos quinze locais pesquisados atingiram seu resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica: Amazonas (-53,9%), Ceará (-53,0%), Rio Grande do Sul (-35,8%), Região Nordeste (-33,1%), São Paulo (-31,7%), Santa Catarina (-30,8%), Paraná (-30,6%), Pernambuco (-29,1%) e Bahia (-26,5%). Espírito Santo (-23,9%), Minas Gerais (-20,4%), Mato Grosso (-11,6%) e Rio de Janeiro (-5,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos nesse mês. Pará (37,6%) e Goiás (0,4%) apresentaram variações positivas.

No acumulado do ano, frente a igual período de 2019, a queda na produção alcançou 13 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-15,9%), Amazonas (-14,2%) e Ceará (-14,1%). Rio Grande do Sul (-13,2%), Santa Catarina (-11,8%), Minas Gerais (-11,4%) e São Paulo (-10,3%) atingiram taxas mais acentuadas que a média nacional (-8,2%), enquanto Paraná (-6,2%), Região Nordeste (-5,1%), Mato Grosso (-4,4%), Pernambuco (-3,0%), Bahia (-1,8%) e Goiás (-0,7%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano. Por outro lado, Rio de Janeiro (6,1%) e Pará (5,8%) foram os únicos locais com altas nesse indicador.

Fonte: Empreender em Goiás

 

Produção industrial cai 18,8% com pandemia em abril e tem pior resultado em 18 anos

Interrupção de atividades levou indústria a ter o pior resultado desde janeiro de 2002

A produção industrial caiu 18,8% em abril, na comparação com o mês anterior, refletindo os efeitos do isolamento social, iniciado em meados de março, para controle da pandemia de Covid-19. É a queda mais intensa da indústria desde o início da série histórica, em 2002, e o segundo resultado negativo seguido, com perda acumulada de 26,1% no período.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (3) pelo IBGE. No ano, de janeiro a abril, o setor encolheu 8,2%, e nos últimos 12 meses, recuou 2,9%. Em relação a abril do ano passado, a queda na indústria foi maior, -27,2%, sexto resultado negativo seguido nessa comparação e o mais elevado desde o início da série registrada pelo Instituto.

“O resultado de abril decorre, claramente, do número maior de paralisações das várias unidades produtivas, em diversos segmentos industriais, por conta da pandemia. Março já tinha apresentado resultado negativo. Agora, em abril, vemos um espalhamento, com quedas de magnitudes históricas, de dois dígitos, em todas as categorias econômicas e em 22 das 26 atividades pesquisadas”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Entre as atividades, o pior recuo veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (-88,5%), que foi pressionada pelas interrupções da produção dos automóveis, caminhões e autopeças em várias fábricas do país. Com isso, a atividade intensificou o recuo observado no mês anterior (-28%) e registrou a queda mais intensa desde o início da série.

Segundo Macedo, a interrupção da produção de veículos automotores impacta outros segmentos industriais, que também caíram em abril: metalurgia (-28,8%), produtos de borracha e de material plástico (-25,8%) e máquinas e equipamentos (-30,8%). Outros recuos relevantes vieram das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,4%) e bebidas (-37,6%).

Indústrias alimentícias e farmacêuticas têm alta em relação a março

Macedo observa que as atividades que produzem itens de consumo essenciais avançaram em abril. É caso de produtos alimentícios (3,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,6%), que voltaram a crescer após recuarem em março (-1,0% e -11%). Perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal também subiram (1,3%), enquanto o setor extrativo ficou estável (0%).

“Embora o impacto positivo dos alimentos tenha vindo, principalmente, da maior produção do açúcar, observamos aumentos também na produção de outros gêneros alimentícios necessários para as famílias, como leite em pó, massas, carnes e arroz”, comentou o gerente da pesquisa.

Quedas históricas em todas as grandes categorias

André Macedo destaca ainda que o recuo em todas as grandes categorias econômicas marcou o menor resultado das suas séries históricas. Bens de consumo duráveis teve a queda mais acentuada de abril (-79,6%), influenciada, em grande parte, pela menor fabricação de automóveis. Foi o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 84,4% nesse período.

O segmento de bens de capital (-41,5%) também teve redução mais elevada do que a média nacional (-18,8%). Os setores produtores de bens intermediários (-14,8%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-12,4%) também caíram, com o primeiro intensificando a queda de março (-3,7%), e o segundo mantendo o resultado negativo que vem desde novembro do ano passado, acumulando nesse período perda de 25,2%.

Fonte: Agência de Notícias IBGE

CHINA PÓS – COVID -19 – UM ALERTA AO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

A Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire) disponibiliza a 33ª Nota Técnica da Série Diálogos Estratégicos-Mercados Internacionais, analisando a percepção de instituições internacionais quanto as estratégias em estudo, por parte do Governo chinês, para aprimorar a segurança alimentar da China, diante da possibilidade de uma segunda onda da pandemia da COVID-19. O receio relatado está relacionado ao possível fechamento de portos, ou redução no ritmo de embarques de alimentos e insumos, tanto globalmente, quanto internamente na China. Destaques para os setores de grãos e de proteínas animais.

Baixe o arquivo completo no link abaixo

1° de junho. Dia da Imprensa.

1° de junho. Uma homenagem da ADIAL ao Dia da Imprensa.

Goiás vai exportar carne bovina para a Tailândia

Planta industrial do Frigorífico Minerva, instalada em Palmeiras de Goiás, foi habilitada para vender para o País asiático.

A Tailândia agora é o novo mercado da carne bovina exportada por Goiás. De acordo com anúncio feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cinco plantas brasileiras foram habilitadas para vender para o País. No Estado, foi habilitada a planta industrial do Frigorífico Minerva, instalada em Palmeiras de Goiás.

Conforme as negociações, a Tailândia comprará carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis do Estado. O País asiático é um mercado de carne com potencial de até US$ 100 milhões nos próximos anos, conforme avaliou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Orlando Leite Ribeiro.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor, já que os dois países possuem acordo de livre comércio. Além da carne, recentemente foi anunciada a abertura do mercado tailandês para produtos lácteos do Brasil.

Antônio Carlos de Souza Lima Neto, titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), celebrou o resultado das negociações. “A agropecuária goiana é destaque nacional e impulsiona a economia do Estado, o que reflete no desempenho nacional. Trabalhamos diariamente para garantir que nosso rebanho seja referência em sanidade e a aprovação dos países reforça que estamos no caminho certo”, disse.

As negociações entre Brasil e Tailândia tiveram início em 2015. Em janeiro de 2019, Goiás recebeu uma missão técnica tailandesa que inspecionou sistemas de produção pecuária e plantas frigoríficas. Eles foram acompanhados por profissionais do Mapa, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), jurisdicionada da Seapa, e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Fonte: Jornal o Popular