Indústrias estão presentes em 89% dos municípios goianos.

Levantamento realizado pela Adial Goiás mostra que maior parte das empresas está concentrada nas grandes cidades do Estado; setor é responsável por 185 mil postos de trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jaepel Papéis e Embalagens, em Senador Canedo: 600 empregos, sendo 90% de mão de obra local (Foto: Fábio Lima / O Popular)

Goiás tem 12,7 mil indústrias ativas, que estão presentes em 89,4% dos municípios. Estas empresas estão concentradas nas maiores cidades do Estado, como o caso de Goiânia, que tem 4,5 mil indústrias (35,6% do total). No ranking, Aparecida de Goiânia aparece em 2º lugar, com 1,1 mil, número que representa 9,1% de todas as empresas no Estado. Em seguida está Anápolis, com 928 indústrias (7,2%). Os dados são de levantamento feito pela Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial Goiás), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério da Indústria e Comércio e da Junta Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Juceg).

Apesar de a maior parte das indústrias estarem nos grandes municípios, a pesquisa mostra que elas concentram apenas 35,6% do total de 185,8 mil empregos diretos gerados pelo setor no Estado. Segundo o presidente-executivo da Adial Goiás, Edwal Portilho, isso acontece porque as grandes cidades concentram mais indústrias de pequeno porte.

Edwal destaca ainda o papel socioeconômico da presença das indústrias em municípios de pequeno, médio e grande porte. O salário fixo e acesso a benefícios como vale-alimentação e plano de saúde para um grupo de trabalhadores ajudam no desenvolvimento do comércio e outras atividades econômicas locais. “O salário vai para alimentação, habitação, mobiliário, roupas e também para bens como motos e carros. Impacta no turismo também, porque incentiva a pessoa a conhecer com a família novos lugares. A indústria, além de gerar emprego, também influencia nos impostos que as cidades arrecadam.”

Em Senador Canedo, a Jaepel Papéis e Embalagens emprega 600 pessoas, sendo que mais de 90% da mão de obra é da cidade. A empresa produz embalagens de papelão a partir de material reciclado e está ativa desde 2006. Segundo o gerente de Gente e Gestão, Marco Aurélio de Assis Cardoso, a rotatividade de empregados é pequena e um dos motivos é a carteira de benefícios. “O colaborador recebe a cesta básica física e não o dinheiro direcionado para o alimento. É uma cesta que dá para uma família de quatro a cinco pessoas durante todo o mês. Também tem transporte, plano de saúde, seguro de vida, alimentação dentro da empresa e um centro de convivência, que atualmente está fechado por causa da pandemia”, diz.

A Lactosul Indústria de Laticínios, empresa em que Alcides Augusto da Fonseca é diretor, se instalou no município de Piranhas há 20 anos. Atualmente, cerca de 200 pessoas trabalham no local. “Começamos com 13 funcionários. Hoje, outras empresas já se instalaram por perto. A indústria cresceu e isso foi bom para a cidade e para nós também”, diz Alcides. De acordo com o IBGE, Piranhas tem 10 mil habitantes.

Expansão

Em Aparecida de Goiânia, o secretário de Fazenda, André Luís Rosa, conta que a intensa política de doação de áreas foi fundamental no processo de industrialização da cidade, mas não é comum atualmente, principalmente por causa da falta de áreas. A estratégia usada para manter as indústrias na cidade, diz o secretário, é o frequente diálogo com os empresários e atenção às demandas. “Aparecida construiu um parque industrial diversificado. Isso não gera crise. Quando um setor vai mal, o outro está bem. E temos compromisso com o empresário, ele não é inimigo do município”, diz André.

O secretário afirma que a dificuldade com infraestrutura (empresas que atraem muitas pessoas e consequentemente dificultam o trânsito na região onde estão) e a demanda por energia elétrica são os desafios para o avanço da indústria na cidade. Em nota, a Enel Distribuição Goiás informou que vai atender a atual demanda reprimida de Aparecida de Goiânia até o final do próximo ano. A companhia disse que trabalha na ampliação de uma subestação que deve ser entregue ainda neste ano e na construção de uma nova unidade, que deve ser finalizada no fim de 2021.

Titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Adonídio Neto Vieira Junior afirma que o governo tem incentivado empresas a se instalarem em municípios menos desenvolvidos. Uma delas, diz o secretário, é a Olfar Alimento e Energia, que deve investir cerca de R$ 250 milhões em Porangatu nos próximos anos. A cidade fica localizada no Norte do Estado.

“A carência de logística está entre os principais desafios, mas é uma área que está recebendo investimento dos governos estadual e federal. Estamos reformando rodovias e duplicando em alguns casos. A capacitação de mão de obra também é um desafio, tanto do Estado quanto do poder privado.”

Fonte: Jornal O Popular

 

 

 

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