Projeto busca soluções para acelerar a indústria de Goiás

Parceria entre governo do Estado e Fórum de Entidades Empresariais fará diagnóstico das
demandas dos segmentos produtivos para detectar gargalos de cada setor.

O Estado de Goiás é um grande produtor e exportador de matérias-primas,

principalmente grãos, carnes e minérios. Para aumentar o beneficiamento e a

agregação de valor destes produtos dentro do Estado e elevar a geração de empregos

e riquezas, o governo estadual e o Fórum de Entidades Empresariais lançaram ontem

o Plano de Desenvolvimento Industrial de Goiás (AgreGO). Com o apoio de uma

consultoria especializada, será feito um completo diagnóstico das cadeias produtivas

locais para identificar as maiores demandas e as ações necessárias para incentivar o

aumento da produção e acelerar o desenvolvimento industrial.

 

Ontem, foi assinado o termo de cooperação para iniciar o trabalho, que vai até o fim

deste ano, para buscar soluções individuais, como as políticas públicas mais

adequadas para que cada segmento industrial tenha um ambiente que incentive mais

investimentos e produção. A consequência deve ser o aumento na geração de

empregos e renda. As discussões com o governo que deram origem ao programa

foram iniciadas pela Associação Pro Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial),

devido à preocupação com os reflexos da pandemia.

 

O presidente executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho), lembra que um dos

objetivos é reduzir a ociosidade do parque industrial goiano, já que o Estado é um

grande produtor de matérias-primas para a agroindústria, mas boa parte acaba

exportada sem agregação de valor. “Há problemas variados hoje, desde a falta de

insumos até concorrência de outros estados e até países. É um projeto que mostrará

as necessidades de cada segmento”, alerta.

 

Tchequinho ressalta que algumas medidas governamentais lineares podem beneficiar

alguns segmentos e prejudicar outros, por causa das características de cada um. Daí, a

importância de conhecer as particularidades e demandas de todos a curto, médio e

longo prazos. “Isso é importante para formatação de políticas públicas e até modelos

de assistência técnica”, destaca. A solução dos gargalos deve gerar oportunidades de

investimento, que não se limitem à concessão de incentivos fiscais.

 

Entrevistas

Serão realizadas rodadas de entrevistas com representantes de cada segmento e as

informações serão levadas a um comitê executivo, coordenado pelo governador

Ronaldo Caiado. O secretário-chefe geral da governadoria, Adriano Rocha Lima,

também ressaltou a importância de aproveitar melhor a grande diversidade de

matérias-primas no Estado, acelerando o desenvolvimento industrial, uma discussão

que envolve, inclusive, fatores tributários. “Precisamos avaliar tudo que precisa ser

feito, inclusive em matéria de políticas públicas, para aproveitar melhor este potencial”,

diz.

 

Adriano lembra que o Estado tinha um vício de achar que somente incentivos fiscais

eram capazes de atrair empresas, indiscriminadamente. Porém, outros fatores se

mostraram determinantes para um bom ambiente de negócios, como segurança

jurídica, investimentos em pesquisa, destinação de áreas, desburocratização de

processos e até acesso a crédito. “O setor público deve permitir que o produtivo

caminhe conforme as regras de mercado”, alerta.

 

Goiás tem o sétimo maior parque industrial do País. Para o empresário Otávio Lage de

Siqueira, presidente do Conselho da Adial, o governo inaugura uma política industrial

com um plano de crescimento para uma década, que deve destravar e acelerar esta

expansão. “É Goiás novamente na vanguarda industrial”, avalia. Ele alertou para a

necessidade de fortalecer a industrialização, pois não faltam matérias-primas,

agregando mais valor.

 

Roberto Lima, CEO da Magno Consultoria, empresa que fará os levantamentos,

lembrou que será um trabalho conjunto para criar oportunidades, resolvendo conflitos,

estabelecendo prioridades e melhorando cenários. Segundo ele, o plano será

composto por: competências regionais dos setores contemplados; fatores

determinantes para a competitividade destes setores; principais fatores de inibição e de

risco para realização de novos investimentos; e sugestão de inclusão nos programas

de governo consistentes com as necessidades dos setores.

 

Para o governador Ronaldo Caiado, o projeto deve ajudar a impulsionar o

desenvolvimento regional do Estado, incentivando inclusive a busca por qualificação

profissional.

 

Fonte: Jornal O Popular

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