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China planeja expandir demanda doméstica para estimular economia, diz mídia estatal


15/12/2022


PEQUIM (Reuters) – A China estabeleceu planos para expandir o consumo doméstico e os investimentos, disse a agência oficial de notícias Xinhua nesta quarta-feira, enquanto a economia enfrenta a Covid-19 e o enfraquecimento da demanda externa.

As autoridades chinesas enfrentam vários desafios, pois um afrouxamento abrupto das restrições severas contra a Covid-19 tem provocado no país uma onda de infecções, atingindo empresas e consumidores, enquanto o enfraquecimento da economia global prejudica as exportações chinesas.

O aumento da demanda doméstica ajudará a China a buscar um crescimento econômico de maior qualidade e a lidar com os riscos e desafios externos, disse a Xinhua, citando os planos de 2022 a 2035 divulgados pelo gabinete.

A China pretende aumentar a escala de consumo e investimento para um novo nível até 2035, reduzir significativamente as diferenças de renda entre residentes urbanos e rurais e fazer progressos substanciais na diretriz de “prosperidade comum” do país, disse a Xinhua.

“Precisamos implementar firmemente a estratégia de expansão da demanda doméstica, expandir o consumo dos residentes e o investimento efetivo, aumentar a resiliência do desenvolvimento econômico e promover o desenvolvimento econômico sustentável e saudável”, afirmou a Xinhua.

Pequim apoiará a demanda “razoável” dos cidadãos por habitação e reduzirá os investimentos especulativos, incentivará a transição para veículos elétricos e aumentará a oferta de bens de consumo de maior qualidade e de produtos agrícolas saudáveis, disse a Xinhua.

A China também aumentará o consumo nas áreas de cultura e turismo e reduzirá o ônus financeiro para as famílias com a criação dos filhos, paternidade e educação, informou a mídia estatal.

A China vai reforçar o investimento em infraestrutura em energia, transporte, logística, conservação de água, bem como em 5G, IA, big data e canalizará mais fundos para setores avançados de manufatura, disse a Xinhua.

(Reportagem da redação de Pequim)

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