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Engajar as pessoas e otimizar o design: algumas soluções para a economia circular

26.06.2023


Tema foi debatido no especial Mês do ESG promovido por Exame durante o mês de junho





Um dos grandes desafios da economia circular, tema debatido no especial Mês do ESG que a Exame realiza em junho, é o engajamento de todos os envolvidos no processo, desde as empresas ao consumidor, que está na outra ponta e que nos últimos anos se habituou com a comodidade de despejar seus resíduos sem a preocupação com a reutilização.


Tania Sassioto, diretora de projetos e parcerias da Eureciclo, lembrou que no passado as garrafas de refrigerante eram de vidros e reutilizadas, com a entrega dos vasilhames para receber uma nova. Após alguns anos, como lembrou Luz, este conceito foi abandonado.


“Aqui no Brasil temos garrafas d’água desenhadas para ter menor peso e menos uso de plástico. Mas no exterior vemos garrafas bem rígidas, com bastante plástico. Por quê? Porque é melhor para reciclar”, disse. Para a líder do hub de Economia Circular Brasil o consumidor acabou ficando acomodado e precisa ser reeducado para o descarte.


“É a questão dos cinco segundos: a pessoa está com a embalagem na mão e precisa ter à sua frente um local adequado para o descarte, de lixo reciclável. Então fará o descarte correto”, disse Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining.


Garantia do processo

A Green Mining desenvolveu um serviço de rastreabilidade da logística reversa que garante a qualidade do processo. Com o uso de blockchain e GPS em tempo real consegue mapear toda a trajetória dos produtos descartados de forma a garantir que cheguem na usina com condições de serem reaproveitados, sem interferências no processo.


“É tudo registrado, em cada ponto do processo. Ninguém pode alterar o sistema”, disse Oliveira, que se preocupa, especialmente, com o possível uso de trabalho infantil por exemplo na coleta do lixo. "É uma garantia de respeito às pessoas”.


É importante, para o CEO da Green Mining, que a economia circular seja apresentada às empresas como um processo que pode dar lucro. “Temos que falar a linguagem que eles entendem, que é o lucro. Uma visão de retorno de investimento nos processos, ainda que seja lá na frente. Senão eles nem começam”. (André Barros/ Exame)

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