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Reforma tributária pode onerar celeiro da indústria farmacêutica

31.10.23




Goiás, um dos celeiros da indústria farmacêutica, pode viver uma debandada das indústrias sediadas no estado, tudo por causa da reforma tributária. Isso devido ao fim dos incentivos ficais e o impacto da alíquota do IVA. As informações são do Jornal Opção.


Segundo especialistas ouvidos pela publicação, a mudança tributária promovida pelo governo federal levaria a um efeito cascata na região. Esse efeito resultaria no encarecimento de produtos para alimentação básica e serviços goianos.

Estimada em 27%, a alíquota sobre os produtos de consumo se tornaria uma das maiores do mundo. Com uma inflação em 2021 e 2022, respectivamente superiores a 10% e 5%, o cenário se torna apenas mais preocupante.


Sonegação ou evasão, eis a questão após a reforma tributária

Na opinião de Aurélio Troncoso, economista consultado pela reportagem, o impacto da reforma tributária seria repassado para as indústrias, o que reduzira sua margem de contribuição.


Assim, as empresas poderiam se tornar inadimplentes ou, pior, optar por deixar suas operações no país, e não apenas no estado de Goiás.


“Esse modelo que apresentaram é muito preocupante. Tudo que compramos e consumimos hoje vai triplicar. Isso vai matar a indústria no Centro-Oeste”, afirma.


Sem incentivos fiscais, Goiás perde atrativos

Troncoso vai mais longe e afirma que, com o fim dos incentivos fiscais, muitas empresas podem deixar a região e voltar para o Sul ou Sudestes, devido as populações maiores e uma maior facilidade para importação e exportação.


“As empresas que não dependem de insumos de Goiás vão para o grande mercado consumidor. Para se ter uma ideia, apenas a cidade de São Paulo tem dois estados de Goiás”, argumenta.


Rafael Cruvinel, advogado tributarista, aponta que, com os novos parâmetros, o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) enviaria menos recursos para o estado, tanto por ser mais desenvolvido que outros, quanto por ter uma população menor.


“Isso vai gerar uma perda de arrecadação muito grande para o estado, assim como uma precariedade aos serviços públicos prestados pelo governo estadual e as prefeituras municipais”, aponta Cruvinel.



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