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Reinserção social do apenado: a prática que se tornou modelo de reconhecimento nacional e do Poder Judiciário brasileiro

22.04.2024





Empreender no Brasil é uma iniciativa desafiadora para empresários que enfrentam um campo burocrático e moroso. Esta decisão se torna maior quando a empresa imbuída de um sentimento de responsabilidade resolve contribuir para transformar uma realidade social de um grupo que enfrenta preconceitos e barreiras para ser reintegrado na sociedade - como os presidiários. É o que hoje pode-se chamar de empreendedorismo social, que são negócios que buscam gerar soluções de problemas sociais.


Dentro deste escopo, está o Grupo Sallo, que há sete anos abraçou a realidade dos egressos do sistema prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiânia-Goiás, contribuindo para que os presidiários, sob a responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública do estado de Goiás, tenham uma oportunidade e uma nova realidade social. O projeto social intitulado Heliponto está sob a responsabilidade de Maria Fernanda Bessa Matos, sócia-fundadora do Grupo Sallo. A empresa passou a investir no projeto social com reeducandos do Complexo Penitenciário Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia.


A ação consiste em gerar uma nova oportunidade profissional para o apenado que passa o dia na confecção da fábrica de roupas jeans, localizada no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, participando de todo o processo produtivo na fabricação das peças de roupas, em que 40% da produção da empresa está sob o empenho e trabalho deste grupo.


O Grupo Sallo mostrou que o trabalho e parceria público-privada traz resultados transformadores e, sim, pode dar muito certo. A empresa se tornou parceira do Estado de Goiás e deseja dar um outro olhar para esse público. Ao total, 130 reeducandos trabalham para a indústria da Sallo Jeans, e a expectativa é que 1000 apenados participem do projeto.



A iniciativa tem ganhado espaço e um olhar atento e especial do Poder Judiciário, por meio do promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás, Lauro Nogueira, que louvou e qualificou a ação como “case de sucesso” para o Brasil. Os resultados começaram a ter evidência nacional. A prova disso é que  esta experiência de empreendedorismo social foi apresentada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, no final de 2023. A ideia arrojada e inovadora do Grupo Sallo traz uma nova expectativa de vida para este público marginalizado por percorrer caminhos longe da ética e de uma conduta ilibada. Ao participar do programa, a pena vai sendo diminuída. A cada três dias trabalhados é abatido um dia da condenação, e a vida longe do crime se torna cada vez mais distante.


O Projeto Heliponto, traz benefícios não só no ponto de vista da reintegração social, mas engloba o governo e a sociedade. A empresa que terá menos encargos, o governo que economiza com despesas básicas, como alimentação, e a sociedade que ganhará uma pessoa com uma visão e conduta melhor do que quando entrou na prisão.


Para a responsável pelo Heliponto e sócia-fundadora do Grupo Sallo, Maria Fernanda Bessa Matos esta é uma iniciativa estabilizada “É algo para ser mostrado para o mundo, é um projeto autosustentável para as empresas investirem no sistema prisional”, explica a dirigente.



Além da diminuição do tempo da pena, os presidiários são motivados a receberem salários e gratificações por produtividade. Segundo o Grupo Sallo, uma parte do valor que recebem é depositada em uma conta pecúlio, uma espécie de ‘FGTS’, e quando o reeducando sair da prisão será possível ter um valor para o recomeço de uma vida. (Assessoria de imprensa Grupo Sallo)



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