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Reportagem do Estadão destaca desafio do agro de ampliar diálogo com mercado financeiro

  • 27 de jul.
  • 2 min de leitura

Executivos defendem comunicação mais estratégica para apresentar oportunidades, atrair investimentos e aproximar o setor produtivo dos centros de decisão


Reportagem publicada pelo Estadão colocou em debate um dos principais desafios do agronegócio brasileiro: ampliar a comunicação para além dos públicos que já conhecem o setor e construir uma relação mais próxima com investidores e instituições financeiras.

O assunto foi discutido durante a Expert XP 2026, que, pela primeira vez em 16 anos, contou com uma Arena Agro. Executivos de empresas como John Deere, Kepler Weber, Corteva e Datagro participaram do painel.

Rodrigo Bonato, vice-presidente de vendas e marketing da John Deere na América Latina, defendeu uma aproximação mais consistente com o mercado financeiro. “Precisamos nos comunicar para fora”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor da Datagro, Guilherme Nastari, destacou que o agronegócio precisa dialogar melhor com quem não acompanha a rotina do campo. “Não adianta falar só para convertidos”, resumiu.

A reportagem também aponta que essa comunicação não deve se restringir à divulgação de produtos. Assuntos como sucessão familiar, reforma tributária, inovação, gestão de dados, eficiência produtiva e planejamento de longo prazo passaram a ocupar espaço crescente no relacionamento das empresas com seus diferentes públicos.

Para os participantes, o agro reúne oportunidades capazes de atrair cada vez mais o interesse do mercado financeiro. Para transformar esse potencial em investimentos, porém, o setor precisa apresentar de maneira clara seus resultados, riscos, avanços tecnológicos e capacidade de geração de valor.

O debate reforça que a competitividade do agronegócio não depende apenas da eficiência dentro das propriedades e das indústrias. Também passa pela construção de reputação, pela qualidade do relacionamento institucional e pela capacidade de tornar o setor compreensível para investidores, formadores de opinião e para a sociedade.

 
 
 

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