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Temos US$ 526 bi no agronegócio hoje. Podemos ter US$ 1 tri

5.4.2023


Somos potência para dobrar de tamanho em tudo. E principalmente onde já possuímos ativos concretos, conhecimento, inteligência humana, e exemplos honestos e legítimos. Nos últimos 50 anos o que passamos a chamar de “agronegócio”, um sistema envolvendo a agropecuária com a ciência, insumos, mecanização, indústria, agregando valor, comércio e todo setor de serviços passou a representar 27,4% do PIB nacional. Esta conta hoje é “contada” pelo Cepea/Esalq. Portanto, em um PIB total brasileiro de US$ 1.92 tri em 2022, o agronegócio representou US$ 526 bilhões. Esta “conta” se captássemos todas as relações de “causa e efeito”, com seus impactos.


Somos potência para dobrar de tamanho em tudo. E principalmente onde já possuímos ativos concretos, conhecimento, inteligência humana, e exemplos honestos e legítimos. Nos últimos 50 anos o que passamos a chamar de “agronegócio”, um sistema envolvendo a agropecuária com a ciência, insumos, mecanização, indústria, agregando valor, comércio e todo setor de serviços passou a representar 27,4% do PIB nacional. Esta conta hoje é “contada” pelo Cepea/Esalq. Portanto, em um PIB total brasileiro de US$ 1.92 tri em 2022, o agronegócio representou US$ 526 bilhões.


Esta “conta” se captássemos todas as relações de “causa e efeito”, com seus impactos na multiplicação de agroindústrias familiares, de viabilidade de renda e empregos através do cooperativismo, nos serviços gastronômicos, turismo, ecommerce, delivery, food service, transportes, na construção, setores automobilísticos, caminhões, minas e energia, educação, enfim em todo complexo criador do PIB do país, iríamos constatar que os 27,4% diretos significam outro tanto na geração de riqueza indireta.


Não posso jamais esquecer do restaurante da Donana, de Sinop (Mato Grosso), que faz o suco de jabuticaba mais delicioso do planeta e o imaginar nas gôndolas francesas, bem como receber meus alunos asiáticos já loucos pelo suco da nossa laranja e pelo maravilhoso café do Brasil. E muito mais, que meus parentes espanhóis asturianos dissessem: “Tejon no hay mejor sidra en el mundo que esto brasileña”.


Claro, estas menções acima são para tornar este objetivo de dobrar o agro de tamanho e permitir um PIB nacional dentre os oito maiores do mundo, numa conversa mais “lúdica”. Pois, de fato, quando olhamos todas as cadeias produtivas brasileiras, do A do abacate ao Z do zebu, elas são plenas de oportunidades mundiais, mercados, segmentos, nichos, sem contar o mercado gigantesco interno brasileiro, com mais de 212 milhões de humanos onde temos consumo per capita inferior aos padrões OMS em todas as categorias. Ou seja, o Brasil é o único país do mundo nos próximos 10 anos com potencial real de crescimento, mercado consumidor e ainda com a benção de sermos um “paraíso tropical” totalmente restaurável como tão bem Jorge Caldeira nos educa no seu brilhante livro: “Brasil, paraíso restaurável”.


No editorial do Estadão (edição de sábado, dia 1 de abril) o título era “Licença para gastar”, e trazia que “a proposta da âncora fiscal do governo não tem uma única medida concreta para rever gastos e aposta em aumento irreal de receitas“. Logo, para quem precisa fazer um fortíssimo “turn around”  no negócio chamado Brasil com um PIB na 12ª posição mundial, abaixo do Irã, Itália, Rússia, Canadá, passa a ser obrigatório um plano de receitas, produzir e vender mais, almejando a 8ª posição no planeta, atingindo US$ 2,2 tri, ou nada impossível uma meta mais audaciosa, espetacular e sustentável (MAES) superando a França com US$ 3 tri.


Podemos produzir e vender mais, com mais inovações, investimentos, empregos, renda em todo sistema do agribusiness brasileiro do antes, dentro e pós-porteira das fazendas. Mais máquinas num plano com cooperativas para dar vida e dignidade a mais de 4 milhões de famílias agrícolas, criando agroindústrias, com sinal de telecomunicações, digitalização, com indicações geográficas. Parabéns à luta do Sebrae ao lado hoje do Senar e Sescoop onde podemos produzir commodities, mas os consumidores do mundo não comem commodities, comem sabor, prazer e saúde.


E, claro, temos os fundos verdes, fundos da Amazônia, 6 biomas geniais para estudar, o mercado do carbono, do biometano, e ações reais como na cooperativa Primato, de Toledo no Paraná, com a MWM Máquinas e Motores criando uma cooperativa agroenergética a partir do biogás. E vai por aí no biodiesel, e o carro do futuro híbrido elétrico com célula acionada pelo etanol, e turma da Faria Lima, vamos se mexer e participar.


Poderia afirmar, como nos ensinava Ariano Suassuna, paraibano do “Auto da Compadecida” dentre maravilhosas obras que: “o otimista é um tolo, o pessimista um chato, sou um realista esperançoso”.


Estamos juntos Ariano, e os brasileiros precisam dessa vertente para tudo dar certo nos próximos 10 anos. Podemos dobrar o agro de tamanho e buscar um PIB nacional de US$ 3 tri. E aí como ficam as contas? Muito melhor, pois em empresa que não vende mais, corta o cafezinho, corta o pessoal e todo mundo vocifera e todos se dão mal. Não tem impossível. O agro é um design thinking, um lego. Precisa montar e conectar peça a peça. E temos produtoras e produtores rurais, são essenciais.

José Luiz Tejon para o Canal Rural.

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