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  • Conexões do Cerrado estreia novo episódio com Otávio Lage Filho e Tchequinho no Globo Rural e Valor Econômico

    Diretor-presidente da Jalles e presidente da ADIAL discutem produtividade, bioenergia e novos caminhos para a competitividade da indústria goiana Como transformar tecnologia, produtividade e sustentabilidade em vantagens competitivas para a indústria goiana? Essa é a discussão central do segundo episódio do videocast Conexões do Cerrado, que reúne Otávio Lage Filho, diretor-presidente da Jalles, e Edwal Portilho, o Tchequinho, presidente da Adial – Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás. Conduzida pela jornalista Renata Maron, a entrevista aborda os desafios para ampliar mercados, reduzir custos e sustentar o crescimento das empresas diante das mudanças no ambiente de negócios . O debate tem como pano de fundo a dimensão alcançada pela agroindústria goiana. Na safra 2025/26, Goiás registrou produção de 80,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e ocupou a segunda posição no ranking nacional, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado pelo Governo de Goiás. No mesmo ciclo, o estado produziu 4,5 bilhões de litros de etanol de cana, equivalentes a 16,7% do volume brasileiro. Tchequinho: competitividade além dos incentivos fiscais Para Tchequinho, a continuidade desse desenvolvimento exige fortalecer condições estruturais de competitividade. Durante a entrevista, o dirigente aponta logística, infraestrutura, sanidade, rastreabilidade e acesso a financiamento como prioridades para as empresas instaladas em Goiás. “Nós estamos buscando outras maneiras, com logística competitiva, sanidade, rastreabilidade e infraestrutura, tentando mitigar esses impactos”, afirma, ao abordar as mudanças relacionadas aos incentivos fiscais. A preocupação está relacionada ao calendário da reforma tributária. Conforme a Receita Federal, a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ocorrerá entre 2029 e 2032. A extinção dos dois tributos está prevista para 2033, quando o novo modelo entrará integralmente em vigor. Na avaliação do presidente da Adial, a preparação deve começar antes da conclusão dessa transição. Ele explica que a entidade trabalha na identificação dos gargalos de cada cadeia produtiva, na redução de entraves burocráticos e na busca por alternativas de financiamento que permitam ampliar a produtividade e aproveitar as boas práticas já adotadas pelas empresas. Otávio Lage Filho: tecnologia para produzir mais na mesma área A experiência da Jalles exemplifica como investimentos em tecnologia e manejo podem ampliar o rendimento agrícola. Otávio destaca a combinação de irrigação, correção do solo, variedades e práticas agronômicas adaptadas às condições do Cerrado. Na conversa, relata que uma área específica sob irrigação superou 180 toneladas de cana por hectare — resultado pontual, distinto da média das três unidades da companhia. “Usando a tecnologia, usando os recursos adequados, nós conseguimos fazer muito mais na mesma área”, afirma. Os indicadores estaduais também mostram avanços no rendimento das lavouras. Na série de dez anos analisada pelo boletim Agro em Dados de maio de 2026, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), a produtividade da cana cresceu 10,7% no estado, ante 3,5% no Brasil. No mesmo intervalo, a produção goiana avançou 18,5%, enquanto a nacional aumentou 2,4%. Tchequinho conecta essa discussão à reservação de água no período chuvoso e à irrigação durante a estação seca. Na avaliação do dirigente, o aproveitamento dessas condições permite elevar a produção em áreas já cultivadas, fortalecer o abastecimento das agroindústrias e gerar emprego e renda sem depender da abertura de novas áreas. Escala, expansão e acesso a mercados Otávio também detalha como os recursos captados na abertura de capital foram direcionados à expansão da Jalles. Segundo o executivo, a aquisição da unidade de Santa Vitória, em Minas Gerais, e a ampliação das operações em Goiás elevaram a capacidade de moagem da companhia a 9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Os investimentos em produtividade integram a estratégia para alcançar o processamento desse volume nos próximos anos. No mercado internacional, a aposta no açúcar orgânico surgiu da necessidade de agregar valor à produção e reduzir o peso relativo do transporte, diante da distância dos portos. Conforme relata Otávio, o produto é comercializado no Brasil e em 21 países. As certificações e auditorias, explica, são parte da preparação para atender às exigências dos compradores e conquistar novos mercados. Essa inserção internacional também aparece nos números da cadeia goiana. Segundo a Seapa, o complexo sucroalcooleiro do estado alcançou 58 destinos internacionais em 2025, com embarques de açúcar para 55 países e de álcool etílico para dez mercados. O açúcar respondeu por 91,7% do valor exportado pelo segmento naquele ano. Tchequinho: bioinsumos abrem novas oportunidades O avanço dos bioinsumos é outro tema destacado pelo presidente da Adial. Tchequinho relata que a entidade tem aproximado empresas do segmento de oportunidades de crescimento, profissionalização e acesso ao mercado. “Com certeza enxergaremos um Brasil daqui a alguns anos com um volume de agricultura regenerativa tropical bastante expressivo”, afirma. Os dados do setor ajudam a dimensionar essa expansão. De acordo com a CropLife Brasil, o mercado brasileiro de bioinsumos superou R$ 6,2 bilhões em 2025, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. O levantamento acompanha segmentos como inoculantes, bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas, utilizados em diferentes etapas do manejo agrícola. Governança e valorização das pessoas Na discussão sobre gestão, Otávio destaca que a preparação da Jalles para o mercado de capitais foi construída ao longo do tempo, com auditorias, divulgação de balanços, qualificação das equipes e relacionamento com instituições financeiras. Para o executivo, a profissionalização contribuiu para a credibilidade necessária à expansão da companhia. “Tudo acontece quando você tem boas pessoas no seu dia a dia fazendo parte do negócio”, afirma. Na dimensão social, ele relata a criação de uma escola inicialmente voltada aos filhos de funcionários e posteriormente aberta à comunidade. Segundo informa na entrevista, a instituição atende 500 alunos. Transição energética exige pesquisa e custos competitivos O episódio também aborda as oportunidades dos combustíveis avançados. Para Otávio, a ampliação dessas soluções depende de pesquisa, desenvolvimento, investimentos e medidas que contribuam para reduzir os custos das novas tecnologias. O executivo destaca o potencial do etanol nessa transformação, mas pondera que a viabilidade econômica precisa acompanhar o avanço tecnológico. Os números da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que essa transição ocorre em ritmos diferentes. Segundo o Balanço Energético Nacional 2026, com dados de 2025, as fontes renováveis representaram 86,8% da matriz elétrica brasileira. No consumo de energia dos transportes, porém, a participação foi de 26,1%, evidenciando a presença ainda predominante de fontes não renováveis nesse setor. Tchequinho complementa o debate ao defender atenção ao custo da energia e aos demais componentes que afetam a produção industrial. “É necessário, antes até de estimular a produção em si, olhar para essa questão dos custos, porque senão a gente não participa do mercado internacional”, afirma. A pressão tarifária aparece também no acompanhamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na edição de setembro do boletim InfoTarifas, a agência projetou elevação média de 9,4% nas tarifas de energia elétrica em 2026, acima da inflação esperada naquele levantamento. Trata-se de uma projeção nacional, não de um reajuste específico para Goiás ou para a Jalles, mas que contextualiza a preocupação com os custos discutida no episódio. Redação Adial

  • Adial estreia Conexões do Cerrado no Valor Econômico e no Globo Rural

    Apresentado pela jornalista Renata Maron, videocast recebe Edwal Portilho e José Garrote na primeira edição; projeto também contará com colunas na Rede CBN, no Valor Econômico e no Globo Rural A indústria ganha um novo espaço de exposição nacional com a estreia do Conexões do Cerrado, projeto da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), com videocast no Valor Econômico e no Globo Rural. Apresentado pela jornalista Renata Maron, o programa destaca a integração entre campo e indústria e aborda, em sua primeira edição, como investimentos em inovação e práticas ambientais, sociais e de governança - a agenda ESG - contribuem para a competitividade das empresas e o desenvolvimento regional. A primeira edição reúne Edwal Freitas Portilho, o Tchequinho, presidente da Adial, e José Garrote, fundador e presidente do conselho da São Salvador Alimentos (SSA). Os convidados compartilham experiências sobre tecnologia, sustentabilidade e os caminhos para ampliar a competitividade da indústria goiana. Nas próximas edições, outros grandes nomes do setor produtivo serão entrevistados, trazendo trajetórias empresariais, desafios e oportunidades de diferentes segmentos. O projeto também contará com coluna na Rede CBN, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Goiás, além de coluna no Valor Econômico e no Globo Rural. A iniciativa amplia a presença das pautas do setor produtivo do Cerrado no debate nacional, conectando experiências empresariais a temas como produção de alimentos, sustentabilidade e atração de investimentos. Empresas que transformam a produção do campo Para Tchequinho, o desenvolvimento de Goiás está diretamente relacionado à capacidade de transformar a produção agropecuária em produtos de maior valor agregado. No episódio, ele resgata o papel da Comigo e da Caramuru no processamento de soja e na expansão de outras atividades, como a produção de proteína animal. “Essa industrialização faz com que o movimento financeiro gire em torno daquela região e traz oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirma. Esse contexto também evidencia a importância de associadas como a Milhão Ingredientes na cadeia de alimentos. Ao transformar milho em ingredientes destinados à indústria alimentícia, a empresa conecta a produção agrícola à fabricação de alimentos, agrega valor à matéria-prima e contribui para abastecer outras indústrias. Sua atuação exemplifica como a diversidade das associadas da Adial fortalece diferentes etapas de uma mesma cadeia, do campo ao produto que chega ao consumidor. Na avaliação de Tchequinho, comunicar essas experiências é parte do trabalho de ampliar o reconhecimento da produção regional. Segundo ele, é necessário “mostrar para o mundo que a nossa indústria é moderna, capacitada e socioambientalmente sustentável”. Inovação e sustentabilidade na prática Na São Salvador Alimentos, inovação e sustentabilidade aparecem em diferentes etapas da operação. Garrote explica como a empresa utiliza automação industrial, monitoramento de indicadores e sistemas de gestão logística para melhorar o rendimento da produção e reduzir o consumo de recursos. Entre os exemplos apresentados está o aproveitamento de resíduos da cadeia avícola. Materiais resultantes do processamento são destinados à produção de ingredientes para rações, insumos para biocombustíveis e adubo orgânico, que retorna à atividade agropecuária. A gestão envolve ainda o acompanhamento do uso de água, energia e matérias-primas. O empresário destaca que os resultados dependem da combinação entre equipamentos, conhecimento técnico e formação das equipes. “Eu acredito na teoria, eu acredito na academia, então eu tenho que me apoiar em pessoas boas. As melhorias não terminam, é ação contínua”, afirma Garrote. A automação também é apresentada como resposta à dificuldade de contratação de profissionais em determinadas funções. Segundo o empresário, os investimentos permitiram ampliar o processamento e oferecer produtos com maior valor agregado. Conexões para ampliar mercados O episódio mostra que a competitividade industrial também depende de conexões com empresas de logística, infraestrutura e energia. Tchequinho cita a companhia japonesa de navegação NYK, que, segundo ele, se associou à Adial em busca de oportunidades ligadas à produção de biocombustíveis e à descarbonização do transporte marítimo. Outro exemplo é o Porto do Açu, apresentado pelo dirigente como associado à entidade e parceiro na construção de soluções logísticas. A conversa aborda iniciativas relacionadas à movimentação de biocombustíveis e ao desenvolvimento de alternativas para o embarque de produtos refrigerados e congelados, com potencial para melhorar as condições de acesso da indústria goiana aos mercados internacionais. Os exemplos reforçam a atuação da Adial como um hub de soluções para o setor produtivo, aproximando empresas de diferentes segmentos e articulando respostas a demandas que vão da produção ao escoamento. Pessoas e infraestrutura para sustentar o crescimento A conversa também aborda a responsabilidade de assegurar a continuidade dos negócios. Ao tratar da sucessão da SSA, Garrote relata a preparação da família e da gestão para sustentar uma operação que, conforme informa no episódio, reúne cerca de 9 mil colaboradores. Tchequinho acrescenta que a profissionalização deve caminhar junto ao respeito à história das empresas e às comunidades em que estão inseridas. Para o presidente da Adial, a qualificação técnica precisa ser acompanhada da valorização dos trabalhadores, fornecedores e relações construídas em cada região. Entre os desafios para novos investimentos, o dirigente destaca a infraestrutura de energia elétrica e a necessidade de ampliar a distribuição para acompanhar o crescimento industrial e agropecuário. Logística, sanidade e abertura de mercados completam a discussão sobre as condições necessárias para sustentar a expansão das cadeias produtivas. Assista ao primeiro episódio Globo Rural: Assista no YouTube Valor Econômico: Assista no YouTube Sobre o Conexões do Cerrado O Conexões do Cerrado é um projeto de comunicação da Adial para dar visibilidade à contribuição do Cerrado para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com videocast apresentado pela jornalista Renata Maron, a iniciativa reúne empresários e lideranças do setor produtivo em entrevistas sobre suas trajetórias, investimentos e experiências em inovação, sustentabilidade e competitividade. O projeto contempla videocast no Globo Rural e no Valor Econômico, coluna na Rede CBN — em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Goiás — e coluna no Valor Econômico e no Globo Rural. A proposta é ampliar a presença das empresas e das cadeias produtivas da região no debate nacional, mostrando suas realizações, seus desafios e suas oportunidades de crescimento. Sobre a Adial A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) é uma entidade empresarial multissetorial que atua há mais de três décadas pelo fortalecimento da indústria e pelo desenvolvimento econômico e social de Goiás. Suas associadas integram diferentes cadeias produtivas, conectando a produção de matérias-primas à transformação industrial, à inovação e aos mercados nacional e internacional. A Adial atua como um hub de soluções para o setor produtivo, articulando empresas, poder público, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos para enfrentar desafios comuns, ampliar a competitividade e gerar oportunidades de negócios. Sua atuação reúne defesa de interesses, relações institucionais, atração de investimentos e iniciativas nas áreas de infraestrutura, energia, logística, inovação, qualificação profissional e sustentabilidade. Por meio de comitês temáticos, projetos e troca de experiências entre as associadas, a entidade promove a cooperação empresarial e contribui para transformar demandas do setor em soluções concretas. Participante do Pacto Global da ONU — Rede Brasil, a Adial também estimula a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o crescimento industrial à geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável.

  • Everest Digital vence principal prêmio da indústria de data centers da América Latina

    Empresa goiana conquista o DCD LATAM Awards 2026 como melhor projeto de Edge Data Center da região após chegar à final em cinco categorias da principal premiação do setor A goiana Everest Digital conquistou o principal prêmio da indústria de data centers da América Latina. A empresa venceu o DCD LATAM Awards 2026 na categoria Edge Data Center Project of the Year, com o projeto Everest Edge Connect: Conectando o Centro-Oeste do Brasil à Nuvem Global. Considerado o “Oscar” da indústria de data centers, o DCD LATAM Awards reuniu nesta edição mais de 170 projetos de 73 empresas e 14 países. A premiação foi realizada durante o DCD Connect LATAM 2026, na Riviera Maya, no México. O projeto vencedor foi desenvolvido para ampliar a conexão do Centro-Oeste com grandes ecossistemas digitais e ambientes de nuvem. A proposta busca reduzir distâncias tecnológicas, diminuir latência e ampliar o acesso de empresas da região a uma infraestrutura de alta disponibilidade e conectividade. Na categoria conquistada pela Everest, também estavam entre os finalistas projetos da Datatrust, de El Salvador; EdgeNet Data Technologies; e Telecom Argentina. Para Gleysson Araújo, CEO da Everest Digital, a conquista demonstra que empresas desenvolvidas em Goiás podem competir em escala internacional. “Conquistar o principal prêmio do nosso setor na América Latina é uma validação muito importante do que estamos construindo. A Everest é goiana, temos orgulho dessa origem, mas nossa operação é nacional. Já atendemos grandes empresas em diferentes estados e estamos preparando nossa expansão para outros mercados da América Latina. Essa vitória mostra que podemos desenvolver em Goiás infraestrutura capaz de competir entre os melhores projetos do continente”, afirma. Cinco categorias entre os finalistas A conquista ocorre após a Everest chegar à final em cinco categorias diferentes do DCD LATAM Awards 2026. Além da vitória em Edge Data Center Project of the Year, a companhia foi finalista em Networking Infrastructure Project of the Year, com um projeto de operações de rede autônomas impulsionadas por inteligência artificial. Também concorreu na categoria Brasil Data Center Project of the Year, com o Everest AI Ready: Alta Densidade para o Novo Hub de IA do Centro-Oeste, em uma disputa que reuniu projetos da Equinix, Sicoob e Tecto Data Centers. O mesmo projeto chegou à final de Energy Impact, categoria relacionada à expansão da capacidade computacional com eficiência energética. A quinta indicação ocorreu em Data Center Construction Team of the Year, reconhecendo a equipe responsável pelo planejamento e expansão da infraestrutura de missão crítica da companhia. Tecnologia desenvolvida em Goiás A Everest Digital integra o Grupo Soluti, ecossistema empresarial de tecnologia criado em Goiás e com atuação nacional. Para Vinicius Vieira de Sousa, CEO da Soluti, o resultado mostra o avanço do ambiente tecnológico goiano. “Estamos falando de uma empresa goiana reconhecida no principal prêmio do setor na América Latina, competindo com grandes grupos nacionais e internacionais. Isso demonstra que Goiás tem capacidade de desenvolver empresas de tecnologia com inovação, atuação nacional e ambição internacional”, afirma. A conquista ocorre em um momento de forte crescimento da demanda por infraestrutura digital, impulsionada principalmente pela expansão de Cloud Computing e inteligência artificial. A Everest vem ampliando sua capacidade tecnológica para atender cargas de maior densidade computacional, além de oferecer soluções de Data Center, Cloud, cibersegurança, Cyber SOC, serviços gerenciados e infraestrutura digital para clientes em diferentes regiões do Brasil. Para Gisele Alves, Head de Infraestrutura de Data Center da Everest Digital, o reconhecimento também evidencia a capacidade técnica dos projetos desenvolvidos pela equipe. “Esse prêmio reconhece nossa capacidade de planejamento e execução em ambientes de missão crítica. A expansão de Cloud e inteligência artificial exige cada vez mais conectividade, disponibilidade, eficiência e precisão, e foi justamente essa combinação que buscamos nos projetos apresentados ao DCD”, afirma. Histórico de reconhecimento A vitória de 2026 amplia uma sequência de reconhecimentos internacionais da Everest. Em 2024, a empresa venceu o DCD LATAM Awards com o Jornada para o Futuro, programa de formação de profissionais de tecnologia desenvolvido em parceria com o Governo de Goiás. Em 2025, três projetos chegaram às finais e a companhia venceu a categoria Networking Infrastructure of the Year, com uma solução baseada em automação, arquitetura inteligente de redes e AIOps. Agora, em 2026, a Everest chegou a cinco finais e conquistou o título de melhor projeto de Edge Data Center da América Latina. A companhia amplia atualmente sua atuação nacional e prepara também uma nova etapa de expansão para outros mercados latino-americanos. Sobre a Everest Digital A Everest Digital é uma empresa goiana de tecnologia integrante do Grupo Soluti, com atuação em todo o território nacional nas áreas de Data Center, Cloud Computing, inteligência artificial, cibersegurança, Cyber SOC, serviços gerenciados e infraestrutura digital. Com Data Center próprio em Goiânia, a companhia atende clientes em diferentes estados brasileiros e amplia sua infraestrutura para ambientes de Cloud, alta disponibilidade e aplicações intensivas em processamento. A empresa também avança em sua estratégia de atuação em outros mercados da América Latina.

  • ANTT torna CIOT obrigatório a partir desta sexta-feira (18) e prevê adaptação gradual

    Resolução regulamenta novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte e estabelece período de transição para adequação dos agentes envolvidos A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tornou obrigatório, a partir desta sexta-feira (18), o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) nas operações abrangidas pela regulamentação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A medida foi formalizada por meio da Resolução nº 6.090/2026, publicada no Diário Oficial da União, e estabelece uma implementação gradual das novas exigências, com regras específicas para o período de transição. Durante esse processo, permanecem válidas as disposições atualmente aplicáveis ao cadastramento das operações e à geração do CIOT, desde que compatíveis com a legislação em vigor. A resolução também prevê que obrigações que dependam de regulamentação específica, integração tecnológica, habilitação ou adequação de sistemas somente poderão ser exigidas a partir das datas estabelecidas nos respectivos atos de implementação. Nos casos em que as alterações produzirem impacto operacional relevante, deverá ser garantido prazo mínimo de 60 dias para adaptação dos agentes envolvidos. Implementação gradual A adequação dos procedimentos e sistemas relacionados ao CIOT será realizada de forma gradual, considerando a complexidade das mudanças e os impactos sobre transportadores, empresas contratantes e demais agentes envolvidos nas operações de transporte rodoviário de cargas. A norma também estabelece tratamento específico para infrações de natureza acessória durante o período de adaptação, reduzindo os efeitos de eventuais ajustes operacionais necessários à implementação das novas regras. Além da resolução, a ANTT publicou a Deliberação nº 281/2026, que trata do procedimento regulatório para implementação das alterações. O ato dispensa, durante o período de transição, a realização de participação e controle social e a elaboração de Análise de Impacto Regulatório (AIR). As normas entram em vigor na data de sua publicação. Para o setor produtivo, a regulamentação exige atenção especialmente das empresas que contratam transporte rodoviário remunerado de cargas, diante da necessidade de adequação de procedimentos, sistemas e operações às novas determinações da ANTT. A Adial acompanha as mudanças regulatórias com potencial impacto sobre as operações das empresas associadas e sobre a competitividade do setor produtivo.

  • Receita Federal e CGIBS aprovam regras técnicas para Plataforma do Split Payment

    Ato Técnico Conjunto nº 4/2026 aprova os primeiros manuais de habilitação e redes da plataforma que dará suporte ao recolhimento da CBS e do IBS no modelo de pagamento fracionado A Receita Federal do Brasil (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) aprovaram conjuntamente nova documentação técnica para a Plataforma Pública do Split Payment, mecanismo previsto na Reforma Tributária para operacionalizar a segregação dos valores da CBS e do IBS nas transações de pagamento. A medida consta do Ato Técnico Conjunto RFB/SUARA/CGIBS/Diretoria-Executiva nº 4, de 28 de agosto de 2026, que estabelece procedimentos e padrões operacionais aplicáveis à plataforma. Foram aprovados dois documentos: o Manual de Habilitação de Participantes, versão 1.0.0, e o Manual de Redes, versão 1.0.0. As especificações são aplicáveis tanto à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) quanto ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O que é o Split Payment? O Split Payment, ou pagamento fracionado, é um dos mecanismos previstos na implementação do novo sistema de tributação sobre o consumo. No modelo, o pagamento de uma operação poderá ser vinculado ao documento fiscal, permitindo a separação do valor correspondente ao tributo durante o fluxo financeiro da transação. Assim, a parcela destinada ao IBS e à CBS poderá ser segregada dentro da própria infraestrutura de pagamentos. A operacionalização envolve não apenas as administrações tributárias, mas também os participantes dos sistemas e arranjos de pagamento. Por isso, a implantação exige integração tecnológica entre os diferentes agentes envolvidos. O que muda com a publicação? O Ato Técnico Conjunto nº 4/2026 representa mais uma etapa da construção da infraestrutura necessária para o funcionamento do Split Payment. O Manual de Habilitação de Participantes estabelece parâmetros para a entrada e integração dos agentes que participarão da Plataforma Pública. Já o Manual de Redes trata dos padrões técnicos necessários à comunicação com a infraestrutura. A publicação dos documentos, portanto, avança na definição de como os sistemas deverão se conectar para viabilizar o novo mecanismo. É importante destacar que a aprovação dos manuais não significa, isoladamente, que todas as empresas passarão imediatamente a recolher CBS e IBS por Split Payment. O ato trata especificamente da documentação técnica e dos padrões operacionais da plataforma. A implementação do mecanismo ocorrerá conforme as regras e etapas estabelecidas no processo de regulamentação da Reforma Tributária. Empresas devem acompanhar adequações Embora os documentos tenham caráter essencialmente técnico e sejam especialmente relevantes para os participantes da infraestrutura de pagamentos, o avanço do Split Payment merece atenção das empresas. A implementação do modelo tende a exigir integração cada vez maior entre documentos fiscais, sistemas de gestão, meios de pagamento, informações tributárias e processos financeiros. Para as empresas, isso reforça a necessidade de acompanhamento conjunto pelas áreas fiscal, tributária, financeira, contábil e de tecnologia. A preparação dos sistemas será uma das frentes relevantes na transição para o IBS e a CBS. A ADIAL - Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás acompanha as regulamentações relacionadas à Reforma Tributária e seus impactos para o setor produtivo, com atenção às mudanças operacionais que serão exigidas das empresas durante o período de transição.

  • Nova lei de convalidação de incentivos fiscais entra em vigor em Goiás

    Lei nº 24.533/2026 permite regularização de benefícios relacionados ao ICMS e, nesta edição, não estabelece migração para o ProGoiás como condição para a convalidação; adesão vai até 3 de novembro Foi publicada no Diário Oficial do Estado de Goiás a Lei nº 24.533, de 10 de setembro de 2026, que estabelece uma nova oportunidade para a convalidação da utilização de incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relacionados ao ICMS. A norma entrou em vigor na própria data de sua publicação. A medida permite a regularização de situações em que contribuintes utilizaram incentivos fiscais sem o cumprimento de determinadas condicionantes previstas na legislação tributária estadual. Entre elas estão o pagamento da contribuição ao Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás, o Protege Goiás; a adimplência de obrigações relativas ao ICMS; e a inexistência de crédito tributário inscrito em dívida ativa. A convalidação alcança créditos tributários constituídos, inscritos ou não em dívida ativa e inclusive aqueles já ajuizados, desde que o fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2023. Para usufruir da medida, o contribuinte deverá regularizar a condição descumprida e protocolar requerimento de convalidação junto à Secretaria de Estado da Economia. Cumpridas as condições previstas na lei, ocorre a extinção do crédito tributário conexo, condicionada à homologação pela Secretaria da Economia. Sem exigência de migração para o ProGoiás Um dos pontos relevantes desta edição é que a Lei nº 24.533/2026 não estabelece a migração para o ProGoiás como condição para a convalidação. A legislação concentra a regularização no cumprimento da condicionante que deixou de ser atendida e no requerimento formal perante a Secretaria da Economia. O texto também faz referência ao Fomentar, ao Produzir e seus subprogramas ao tratar da adimplência da parcela não incentivada, sem determinar a migração dos beneficiários para o ProGoiás. Para a advogada tributarista Eléia Alvim, o formato representa uma oportunidade importante para que as empresas façam uma análise individualizada de seus passivos. “Um aspecto importante desta nova edição é que a legislação não condiciona a convalidação à migração para o ProGoiás. O foco está na regularização da pendência que levou ao descumprimento da condicionante do incentivo. Isso exige que cada empresa faça uma análise individualizada de seus passivos, verificando quais situações podem ser enquadradas e regularizadas dentro do prazo estabelecido pela nova lei”, explica Eléia Alvim. Adesão até 3 de novembro O prazo é um dos principais pontos de atenção. A Lei nº 24.533/2026 determina que o contribuinte interessado faça a adesão até 3 de novembro de 2026. A adesão será considerada formalizada com o pagamento da condição descumprida à vista ou, em caso de parcelamento, com o pagamento da primeira parcela. Encerrado o prazo, o interessado não terá mais direito de requerer a convalidação e a extinção do crédito tributário previstas na lei. Lei permite parcelamento A norma também autoriza o parcelamento dos débitos relacionados à implementação das condições que deixaram de ser cumpridas. Durante o parcelamento, fica suspensa a exigibilidade do crédito correspondente à utilização do incentivo ou benefício fiscal. No caso dos débitos relativos ao Protege Goiás, o parcelamento poderá ser realizado em até 60 parcelas mensais e sucessivas, desde que o valor de cada parcela não seja inferior a R$ 200. A legislação prevê ainda a aplicação dos benefícios da Lei nº 23.983/2025 para determinadas situações envolvendo a adimplência do ICMS e créditos inscritos em dívida ativa, desde que o período esteja abrangido pelo programa e sejam observadas as demais regras previstas na legislação. TARE também pode ser alcançado A convalidação também alcança crédito tributário constituído em decorrência de Termo de Acordo de Regime Especial (TARE) suspenso, desde que a suspensão tenha ocorrido em razão da existência de crédito tributário inscrito em dívida ativa e o contribuinte regularize a condição descumprida nos termos da nova lei. A norma contempla ainda situações em que, na data de sua publicação, o contribuinte já tenha regularizado a condicionante, desde que sejam observadas as demais exigências, incluindo o protocolo do requerimento de convalidação. A lei estabelece também que a convalidação não gera direito à restituição de valores eventualmente já pagos pelo contribuinte ou pelo substituto tributário. Orientação às empresas A ADIAL - Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás acompanha o tema da convalidação de incentivos fiscais e orienta as empresas a avaliarem seus passivos tributários e eventuais situações relacionadas ao descumprimento de condicionantes. Com a publicação da Lei nº 24.533/2026, é importante que cada contribuinte analise autos de infração, parcelamentos, inscrições em dívida ativa e outras pendências relacionadas à utilização dos incentivos, com atenção especial ao prazo de 3 de novembro de 2026.

  • ADIAL participa do Arena Impacto, em São Paulo, com debates sobre inteligência artificial e futuro dos negócios

    A ADIAL - Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás esteve presente na primeira edição do Arena Impacto, realizada nesta quinta-feira (3), em São Paulo. A entidade foi representada pelo presidente-executivo, Edwal Portilho (Tchequinho), em um encontro que reuniu lideranças empresariais e especialistas para discutir como a inteligência artificial e outras tecnologias estão transformando a competitividade, a gestão e o futuro do setor produtivo. Realizado por Globo Rural e Valor Econômico e apresentado pela Solinftec, o evento colocou no centro das discussões temas como inteligência artificial, automação, robótica, computação em nuvem, conectividade, análise de dados e os impactos das novas tecnologias nas relações econômicas e geopolíticas. A programação teve início com Ricardo Cavallini, no keynote “Inteligência Artificial – O verdadeiro risco é ficar para trás”, abordando os efeitos da IA sobre produtividade, gestão e competitividade. Na sequência, executivos da Amazon e Oracle discutiram a nova infraestrutura necessária à inovação, cada vez mais baseada em capacidade computacional, dados, nuvem e conectividade. O encontro também discutiu tecnologias exponenciais e geopolítica, com o professor Paulo Vicente Alves, da Fundação Dom Cabral, e os novos modelos de liderança e gestão necessários para empresas que pretendem competir em ambientes de transformação permanente. Executivos ligados à Ânima Educação, Beyond/Ambev e GWM participaram das discussões sobre inovação e vantagem competitiva. O encerramento ficou a cargo do cientista, professor e empreendedor Silvio Meira, que tratou da construção de organizações capazes de prosperar em cenários de mudanças tecnológicas contínuas, destacando a importância de empresas cada vez mais orientadas por dados, inovação e capacidade de decisão. A participação da ADIAL reforça o acompanhamento da entidade às transformações que impactam diretamente a indústria, o agronegócio e a competitividade do setor produtivo, aproximando Goiás dos principais debates nacionais sobre inovação, tecnologia e novos modelos de negócios.

  • Nanoempreendedores ficam dispensados de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais de IBS e CBS

    Ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS simplifica obrigações para pequenos empreendedores e produz efeitos até o fim de 2028 A Receita Federal do Brasil (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) estabeleceram novas dispensas para nanoempreendedores no processo de implementação da Reforma Tributária. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026, afasta a obrigatoriedade de inscrição no cadastro com identificação única mediante Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e de emissão dos documentos fiscais eletrônicos previstos nas regras do IBS e da CBS. Na prática, o nanoempreendedor enquadrado nas condições previstas na legislação fica dispensado de duas obrigações: realizar a inscrição no CNPJ para fins do cadastro com identificação única previsto nos regulamentos dos novos tributos e emitir os documentos fiscais eletrônicos relacionados às operações alcançadas pelas regras do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). Pela Lei Complementar nº 214/2025, é considerado nanoempreendedor a pessoa física que tenha receita bruta inferior a 50% do limite previsto para adesão ao Microempreendedor Individual (MEI) e que não tenha aderido ao regime do MEI. Considerando o limite atualmente estabelecido em R$ 81 mil anuais para o MEI, o enquadramento corresponde, em regra, a receita bruta inferior a R$ 40,5 mil por ano. A dispensa, no entanto, não vale para o nanoempreendedor que optar pelo regime regular do IBS e da CBS. Nesse caso, passam a ser aplicadas as obrigações correspondentes ao regime escolhido, conforme previsto na Lei Complementar nº 214/2025. A medida faz parte da regulamentação operacional dos novos tributos sobre o consumo e busca simplificar o cumprimento de obrigações acessórias para pessoas físicas que desenvolvem atividades econômicas em pequena escala. O próprio regulamento do IBS reconhece o nanoempreendedor como pessoa física enquadrada nos critérios estabelecidos pela legislação complementar. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6 entrou em vigor com sua publicação e estabelece que as dispensas produzirão efeitos até 31 de dezembro de 2028. Confira o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026, no Diário Oficial da União.

  • Goiás prorroga prazo para vincular pagamentos eletrônicos à nota fiscal

    Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões terão mais tempo para adaptar sistemas de cartões, Pix e emissão de documentos fiscais A Secretaria de Estado da Economia de Goiás definiu novos prazos para a integração entre pagamentos eletrônicos e a emissão do respectivo documento fiscal. A mudança consta na Instrução Normativa Economia nº 1.644/2026, que altera o cronograma da IN nº 1.608/2025. A prorrogação alcança as empresas de menor faturamento. Para os contribuintes que tiveram receita bruta entre R$ 360.000,01 e R$ 4,8 milhões em 2024, a obrigatoriedade foi transferida de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026. Já os negócios com receita de até R$ 360 mil ganharam prazo até 1º de fevereiro de 2027. Pelo calendário anterior, essa faixa deveria iniciar a adequação em 1º de dezembro deste ano. Novo cronograma * Acima de R$ 4,8 milhões: supermercados, hipermercados, postos de combustíveis e farmácias sem manipulação estão obrigados desde 1º de novembro de 2025; * Acima de R$ 4,8 milhões: demais atividades econômicas alcançadas pela norma estão obrigadas desde 1º de junho de 2026; * De R$ 360.000,01 a R$ 4,8 milhões: obrigatoriedade a partir de 1º de novembro de 2026; * Até R$ 360 mil: obrigatoriedade a partir de 1º de fevereiro de 2027. Para definir a faixa de enquadramento, deve ser considerada a soma da receita de todos os estabelecimentos do contribuinte localizados em Goiás. Os prazos das empresas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões não foram modificados. O que a regra exige? A IN nº 1.608/2025 determina que o sistema utilizado para receber pagamentos eletrônicos esteja conectado ao programa emissor da NF-e ou da NFC-e. A comunicação deve ocorrer de maneira direta, imediata e automática, sem preenchimento manual. A exigência alcança pagamentos feitos por cartões de crédito, débito, cartões de loja, cartões pré-pagos, Pix e outros instrumentos reconhecidos pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro. As informações da transação devem ser registradas no arquivo XML do documento fiscal. Para os contribuintes já obrigados, também fica proibida a utilização, no local de atendimento ao público, de equipamento que processe vendas sujeitas ao ICMS sem a correspondente vinculação fiscal. Os microempreendedores individuais estão dispensados. A norma também prevê exceções para determinadas operações, como vendas com entrega e pagamento em domicílio e transações não presenciais intermediadas por sites ou plataformas. Apesar da ampliação dos prazos, as empresas devem aproveitar o período para revisar seus sistemas de gestão, meios de pagamento e processos de emissão fiscal com fornecedores de tecnologia e profissionais de contabilidade. A IN nº 1.644 entra em vigor na data de sua publicação. Redação Adial

  • Nova lei de convalidação do ICMS pode gerar economia de R$ 81 milhões para 519 empresas em Goiás

    Para aderir, empresa deverá regularizar pendências de ICMS, Protege Goiás ou dívida ativa até 3 de novembro de 2026 Empresas goianas autuadas pelo uso de incentivos de ICMS sem o cumprimento de determinadas condições legais passam a ter uma nova oportunidade para regularizar sua situação. A nova Lei de Convalidação do ICMS pode alcançar 519 contribuintes, com economia potencial estimada em R$ 81 milhões. O mecanismo permite que o Estado reconheça como regular a utilização de determinados incentivos fiscais quando a empresa corrigir as pendências que motivaram a autuação. A medida alcança fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2023, inclusive quando a cobrança já está inscrita em dívida ativa ou em discussão judicial. Para Edwal Portilho, o Tchequinho, presidente da ADIAL, a nova lei combina responsabilidade tributária e segurança jurídica para o setor produtivo. “A Lei de Convalidação representa um avanço importante para as empresas que precisam resolver passivos e voltar a planejar o futuro com mais previsibilidade. Não se trata de afastar obrigações: o contribuinte terá de regularizar suas pendências. O que se constrói é uma saída responsável para reduzir litígios, dar segurança jurídica e permitir que a indústria mantenha seu foco em produzir, investir e gerar empregos em Goiás”, afirma. Quem pode e como participar Para aderir à nova lei, a empresa deverá atender às condições aplicáveis ao seu caso: ter utilizado incentivo ou benefício fiscal de ICMS e ter sido autuada pelo descumprimento de alguma condicionante prevista na legislação; regularizar a pendência que levou à autuação, como débitos de ICMS, contribuição ao Protege Goiás ou créditos inscritos em dívida ativa; estar abrangida por créditos tributários relacionados a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2023; apresentar requerimento à Secretaria de Estado da Economia; efetuar o pagamento à vista ou da primeira parcela até 3 de novembro de 2026. O que significa convalidar um incentivo fiscal O incentivo reduz o custo tributário da empresa, mas sua utilização depende do cumprimento de condições estabelecidas na legislação. Quando uma dessas exigências deixa de ser atendida, o Fisco pode questionar o benefício utilizado e constituir uma cobrança. A lei permite corrigir determinadas pendências para que o Estado reconheça como válida a utilização do incentivo. Esse procedimento é chamado de convalidação. Uma empresa que deixou de recolher a contribuição exigida ao Protege Goiás, por exemplo, precisará regularizar essa obrigação e cumprir os demais requisitos aplicáveis. Só então poderá obter a validação do benefício utilizado e a extinção da cobrança decorrente daquele descumprimento. A pendência que motivou a autuação continua devida. O efeito da convalidação recai sobre o crédito tributário associado ao uso do incentivo sem o atendimento das condições legais. O que representam os R$ 81 milhões A Secretaria da Economia estima uma renúncia de receita de aproximadamente R$ 81 milhões em 2026. Esse valor corresponde à projeção dos créditos que poderão ser extintos com a convalidação, considerada a adesão esperada. Não haverá transferência desse montante às empresas. Também não se trata de uma dispensa geral das obrigações tributárias: os contribuintes terão de regularizar as pendências que deram origem às autuações, conforme esclarecimento divulgado pela pasta. É essa contrapartida que sustenta o mecanismo. Ao mesmo tempo em que oferece uma saída para as cobranças relacionadas ao descumprimento das condições dos incentivos, o Estado busca receber os valores necessários à regularização dos contribuintes. Prazo e parcelamento previstos A lei estabelece 3 de novembro de 2026 como prazo para adesão, com pagamento à vista ou da primeira parcela, conforme a modalidade escolhida. Para os débitos com o Protege Goiás, estão previstas até 60 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 200 por parcela. Essa condição específica não deve ser aplicada indistintamente a todas as dívidas da empresa. O enquadramento não é automático. Cada empresa deverá verificar as suas autuações, a pendência que precisa ser corrigida e os documentos necessários para formalizar o pedido. Atividade industrial Na análise dos possíveis efeitos para a atividade industrial, a regularização pode contribuir para reduzir a incerteza sobre obrigações passadas e dar mais clareza ao planejamento do caixa. O encerramento de disputas também pode diminuir o tempo e os recursos empregados na administração desses processos. O resultado dependerá do passivo de cada empresa, do custo para corrigir as pendências e das condições aplicáveis a cada caso. Para as empresas potencialmente alcançadas, a preparação pode começar pela revisão das autuações com as equipes contábil e jurídica: identificar a condição descumprida, verificar o período abrangido e calcular o desembolso necessário à regularização. Consultar as orientações oficiais será essencial para uma decisão segura. Na agenda da ADIAL, a competitividade industrial passa por um ambiente em que as empresas consigam cumprir suas obrigações, solucionar pendências e planejar o crescimento com previsibilidade. É sob essa perspectiva que a nova lei merece a atenção do setor produtivo.

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