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- Mulheres e suas histórias de conquistas profissionais
08.03.2023 GSA Alimentos acredita que o trabalho feminino pode ser uma das ferramentas para o crescimento da empresa O 8 de março é o dia de relembrar as lutas e celebrar as conquistas das mulheres. A data surgiu devido à luta feminina por melhores condições de trabalho e mais espaço no mercado. Maxlene Lopes do Carmo Ribeiro, Supervisora de Produção, é uma das mulheres que está no dia a dia da GSA Alimentos, em Aparecida de Goiânia, trabalhando para fazer acontecer e abrir caminhos para que as novas gerações tenham cada dia mais acesso e oportunidades. Max, como é mais conhecida, trabalha no setor industrial há 33 anos e começou nos cargos mais baixos e foi se desenvolvendo. Ela está na GSA há três anos. “Sempre peguei os pontos mais fortes de cada chefe e trazia para a minha liderança”, explica. Ela conta que sempre foi focada e soube onde queria chegar. Hoje lidera uma equipe de quase 50 pessoas na produção de alimentos. “A mulher na liderança traz para a equipe traços mais de família. Conseguimos trazer a diversidade e quebrar tabus”, pontua. Outro destaque na GSA Alimentos é a Gestora da Marca Dona Raiz, Juliana De Bona, de 30 anos. Em um ambiente em que a maior parte dos profissionais - seja compradores das empresas ou cargos dessa ordem -são de homens, Juliana está lá. “É difícil ver mulheres. Mas como não tenho nada de sexismo enraizado em mim, não observei diferença no tratamento externo”, pontua. Ela é profissional da empresa há mais de oito anos, começou na venda direta e se desenvolveu na empresa. Hoje é responsável pelo comercial, desenvolvimento de produtos e marketing da marca. “É uma experiência dinâmica, que me permite oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Sinto que meu trabalho tem credibilidade, o que faz toda a diferença”, revela. Da produção para o desenvolvimento A assistente de P&D, Joanir Maciano Silva, 32 anos, entrou na empresa no chão de fábrica. “Sempre tive curiosidade de saber a origem dos alimentos. E quando entrei na GSA, esse interesse foi despertado e fui cursar técnico em alimentos”, conta. Há três anos, Joanir faz parte da equipe de desenvolvimento de produtos. “É muito emocionante acompanhar cada passo de um novo item. O início da formulação, a degustação, a ida para a indústria. Nunca pensei que chegaria tão longe”. Sobre a GSA | #JeitoGSAdeser Especializada na fabricação de macarrão instantâneo, refrescos em pó, salgadinhos, mistura para sopão, pipoca para micro-ondas e misturas para bolo. Fundada em 1984, a GSA é administrada por Sandro Marques Scodro. Neste período, a empresa cresceu e adquiriu novas marcas e produtos. A GSA é responsável pelos produtos das marcas Refreskant, Sandella, Velly, Produtos Paulista, Icebel, Yolle, Sanditos, SanChips e Dona Raiz. Mais: www.grupogsa.com.br (Assessoria de imprensa)
- Reunião do Produzir/ Fomentar é realizada na SIC
07.03.2023 O assessor executivo da Adial, João Paulo Nogueira, representou a entidade na reunião do Produzir / Fomentar realizada nesta terça-feira, 07, na Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), no Palácio Pedro Ludovico. A equipe da Adial tem como objetivo garantir as empresas associadas condições para utilização dos benefícios, permitindo que elas devolvam desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda e geração de impostos para o Estado. O encontro foi presidido pelo Subsecretário de Fomento e Competitividade, Wendel Garcia da Silva, e pela Superintendente dos Programas de Desenvolvimento, Lúcia Maria Holanda Evangelista, e reuniu o setor produtivo, com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Associação Comercial de Goiás (Acieg), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL-GO), Sistema OCB/GO, com o Governo de Goiás - como a Secretaria de Economia, Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), a Superintendência do Produzir e Fomentar, Semad, Seapa e Goiás Fomento. Além disso, foi realizada uma homenagem ao ex- secretário de Indústria e Comércio de Goiás e representante da Facieg no Conselho, Luiz Medeiros Pinto.
- Zé Garrote em mentoring do LIDE
06.03.2023 O empresário Zé Garrote, presidente do Conselho da Adial e fundador e atual presidente do Conselho de Administração da São Salvador Alimentos (SSA) – uma das maiores indústrias de Goiás, foi a personalidade escolhida para apresentar suas histórias empreendedoras para os filiados do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) Goiás, na última segunda-feira, 06, na Agro Solutions. Zé foi recebido pelo presidente do LIDE em Goiás, André Rocha. "É uma história muito bonita, com ousadia. Ele transformou Itaberaí e, com certeza, vai transformar Nova Veneza. Ele deixa exemplo de honradez e caráter", pontua. Deus, pessoas e tecnologia são os três pilares para o empreendedor. Segundo o empresário, outro ponto é acreditar em si mesmo. "Só faça o que você gosta. Ame o que faça. Quem ama tem mais determinação e produzirá melhor. Dinheiro é consequência. Nunca perdi uma noite de sono por dívidas. Empreender é ter coragem", pontua. A história O presidente do Conselho da Adial também contou sobre a sua história de vida. Com nove anos começou a trabalhar na farmácia da família, fracionando medicamentos e fazendo entregas. Ajudando o pai, Zé Garrote comprou o comércio aos 17 anos em 16 parcelas, mas conseguiu quitar em 13. A ideia era montar uma rede de distribuidoras de medicamentos. Com 21 anos já era um jovem estabilizado financeiramente. Tinha uma boa casa, carro e duas farmácias. Mas a virada chegou, depois de um pedido de ajuda e apoio do sogro, que precisou cuidar do filho que ficou doente. Assim, vendeu tudo, foi morar na casa do sogro e entrou no setor de frangos, se tornando sócio. Enfrentou questionamentos e obstáculos. Ele sempre ia para Uberlândia (MG) para comprar pintinhos em uma Kombi. "Nessas idas e vindas tive a ideia inovadora e resolvi abrir uma granja, uma abatedouro, produção de ração e todo o ciclo para abater as aves." Foi a primeira entregadora da região, sendo a SSA a pioneira. Zé Garrote pontua que tudo deve ser pensado e elaborado. Um exemplo foi a sucessão na empresa e a abertura do capital da SSA. Hoje, a empresa abate 430 mil aves por dia e emprega cerca de 7800 pessoas diretas e indiretamente e possui uma vasta experiência em desenvolvimento de negócios, obras e empreendimentos agrícolas.
- Adial mantém diálogo com novo presidente do TRT
06.03.2023 O presidente do Conselho da Adial, Zé Garrote, e o diretor-executivo da Adial Log, Eduardo Alves, fizeram uma visita de cortesia e de diálogo nesta segunda-feira, 06 de março, ao recém-empossado presidente do TRT-18, desembargador Geraldo Rodrigues do Nascimento. No encontro foi discutido a continuidade dos projetos desenvolvidos em parceria pela Adial e o TRT, como o Café Seguro. "O desembargador é conhecedor do projeto, participando até de algumas edições", pontua Eduardo. Também estavam presentes na reunião o coordenador do projeto, o Desembargador Wellington Peixoto; o presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 18ª Região (Amatra) Fernando Rossetto; e outros.
- Alterações no Código Tributário entrarão em vigor em julho de 2023
O Governo de Goiás alterou o decreto que regulamenta o código tributário do estado, estabelecendo uma nova data para a entrada em vigor das mudanças previstas. De acordo com o novo decreto (nº 10.226/23) a data para utilização dos códigos dos benefícios fiscais foi prorrogada para 1º de julho de 2023. Essa mudança na data de entrada em vigor das alterações pode ter impacto significativo para as empresas e contribuintes do estado de Goiás, pois permite mais tempo para que se ajustem e se preparem para as novas regras.
- FPA apresenta demandas do agro ao relator da Reforma Tributária
01.03.2023 A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, nesta terça-feira, as principais demandas do setor ao relator da Reforma Tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, declarou que o setor quer apoiar a reforma, desde que não seja prejudicado com as mudanças. “Queremos apoiar a reforma, mas para apoiar não podemos ser prejudicados. Precisamos da compreensão das pessoas do que significa o sistema produtivo brasileiro”, declarou. A Frente liderada pelo parlamentar reúne mais de 300 parlamentares, entre deputados e senadores. Pontos de tensão Dentre os pontos considerados críticos pela FPA na proposta de reforma tributária atual estão: a possibilidade de acabar com o crédito presumido, a oneração da cesta básica, a não incidência do imposto seletivo sobre a cadeia produtiva de alimentos. Lupion rebateu a afirmação de que o setor é sub tributado. Segundo ele, há uma guerra de narrativas. “Essa alegação é equivocada, sofremos (tributação) desde a compra do insumo em toda a cadeia de produção”, declarou ao reclamar que o setor, ao contrário de em outros lugares do mundo, não recebe subsídio. O relator da reforma, Aguinaldo Ribeiro, evitou tratar sobre o mérito do texto e sobre as demandas apresentadas. Explicou que o setor será ouvido e chamado à mesa para debater os pontos da matéria. Ribeiro admitiu ser impossível haver convergência total sobre o tema, mas afirmou que o texto que será votado será o de concordância da maioria. “Conversei com os dois presidentes (Câmara e Senado) para que possamos marchar unidos”, explicou ao dizer que não haverá disputa de protagonismo entre as duas Casas. A expectativa é de que o plano do Grupo de Trabalho seja apresentado amanhã pelo coordenador do GT, deputado Reginaldo Lopes. (ARKO ALERTA)
- Adial na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
28.02.2023 A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) agora integra o rol das entidades do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que presta assessoria à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Por isso, o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, participou na última terça-feira, 28 de fevereiro, da reunião que discutiu a reforma tributária da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), no Congresso Nacional, em Brasília. “A frente da agropecuária é a maior bancada que temos hoje no Congresso. Foram apresentados aos parlamentares as preocupações e o impacto aos produtores rurais”, revela Portilho. Estavam presentes o presidente do grupo de trabalho, o deputado Reginaldo Lopes; o deputado Pedro Lupion; a Senadora e Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina e a deputada federal, Marussa Boldrin.
- Semana de 4 dias: o que experiências mostram sobre futuro do trabalho
28.02.2023 Portugal é um lugar onde se trabalha muito. O país está em terceiro lugar no ranking das maiores jornadas de trabalho dentre as nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Cerca de 70% dos portugueses trabalham mais de quarenta horas semanais. Mas, agora, isto pode começar a mudar: no segundo semestre deste ano, o país ibérico se juntará a outras nações europeias e aos Estados Unidos ao realizar um teste da semana de trabalho de apenas quatro dias, ao invés dos cinco atuais. A brasileira Renata Lima, 45, é consultora de Tecnologia da Informação e mora em Portugal desde novembro de 2019. "Aqui em Portugal o pessoal é muito focado no trabalho. São pontuais. Muita gente aqui é fumante, então eles costumam descer para fumar. Mas, se precisar, ficam até mais tarde. Você vê isso até nos horários dos comércios: os shoppings ficam abertos até às 23h; funcionam sábados, domingos e feriados. É até mais que no Rio de Janeiro. Mas o sindicalismo também é relativamente forte aqui", diz ela. A especialista em TI chegou a Portugal em 2019. "Uma empresa me encontrou pelo LinkedIn e me convidou para vir para Portugal. Fiz a entrevista, fui selecionada, e eles me apoiaram no processo de migração", conta ela, que recentemente trocou a empresa original por uma multinacional do setor automotivo. Renata conta que gostaria de fazer parte do teste da semana de quatro dias, se sua nova empresa aderir à iniciativa. "Seria muito interessante e agradável ter mais um dia para viajar, ou mesmo para ficar à toa. Principalmente porque é um dia de semana. Então, as coisas estão funcionando e você pode resolver problemas: pode ir à junta da freguesia (uma espécie de subprefeitura); pode ir ao consulado. Não precisa fazer isso no meio do seu trabalho", diz. Até o momento, cerca de 90 empresas portuguesas já aderiram à iniciativa, marcada para começar em junho. Pelas regras do teste, as empresas se comprometem a efetivamente encurtar a jornada dos funcionários, e não apenas a redistribuir as horas do dia de folga entre os quatro restantes. Também não pode haver redução de salário. O governo português investirá cerca de 350 mil euros na organização da iniciativa, mas não subsidiará as empresas que aderirem. De início, só empresas privadas poderão participar. Um teste parecido ocorrerá depois no setor público. A realização do teste é um compromisso de campanha do atual governo socialista de Portugal, eleito em janeiro de 2022. O economista português Pedro Maia Gomes coordena o projeto de teste da semana de quatro dias em Portugal. Segundo ele, todas as pesquisas demonstram que a jornada de quatro dias é aprovada pelos trabalhadores. Portanto, o foco do teste é medir os impactos sobre as empresas. "Há um efeito na produtividade durante os outros dias (de trabalho). Um trabalhador mais descansado trabalha melhor, com menos erros e com mais criatividade. Mas isso por si só não é suficiente." O segundo e mais importante elemento, segundo Gomes, é que a semana de quatro dias obriga a empresa a mudar a forma de trabalhar. "Há uma mudança de processos para aumentar a produtividade. Pode significar reduzir reuniões, ou mudanças no espaço físico, ou adoção de novas tecnologias", diz ele, que é professor da Birkbeck College, da Universidade de Londres, no Reino Unido. "Muitas vezes os ganhos de produtividade vêm da redução de outros custos. Pode ser, por exemplo, a redução dos custos de energia: a empresa fechará às sextas-feiras, então gasta-se menos. Pode ser com menos erros, pois quando uma pessoa trabalha muitas horas, tende a cometer mais erros, e isso resulta em processos e em reclamações de consumidores." Há também uma queda no absenteísmo (faltas), o que significa contratação de menos temporários para cobrir essas faltas, explica Pedro Maia Gomes, que é autor do livro Friday is the new Saturday, sobre a semana de quatro dias, lançado em 2021. Há uma edição em português do livro, chamado de Sexta-feira é o Novo Sábado. "Por fim, há também uma vantagem para a empresa no mercado de trabalho. Há algumas posições que são difíceis de preencher, como alguns tipos de programadores. O que as empresas podem fazer (para reter esses trabalhadores) é oferecer um salário muito alto." É o que as grandes empresas fazem. Já as pequenas e médias empresas têm dificuldade de fazer isto. Então, uma jornada de quatro dias pode ser uma estratégia. "'OK, não consigo pagar um salário tão alto, mas te ofereço algo único, e que os trabalhadores valorizam muito", diz ele. Além de Portugal, testes similares já foram realizados em outros países europeus, como Irlanda, Espanha e Bélgica. Esta semana, a ONG 4 Day Week Global, que promove o modelo de quatro dias, divulgou resultados do maior teste do tipo até agora. Conduzido no Reino Unido, o piloto durou seis meses e envolveu 61 empresas, que somam cerca de 2,9 mil empregados. Ao fim do período de testes, 92% das empresas decidiram manter a jornada de quatro dias. Na média, as empresas tiveram um ligeiro aumento do faturamento, e não uma queda. Também experimentaram uma redução no número de funcionários pedindo demissão, além de um aumento da satisfação dos trabalhadores. Em 2022, a mesma ONG desenvolveu um teste com 33 empresas em vários países – principalmente EUA e Irlanda – com resultados similares. Das empresas participantes, 27 consideraram a experiência um sucesso e 25 disseram que iriam manter a jornada de quatro dias. O número de horas trabalhadas caiu, em média, de 40,8 para 34,8 horas semanais. E os trabalhadores ficaram bastante satisfeitos com a nova rotina: de zero a 10, atribuíram nota 9,1, em média, à nova forma de organizar o trabalho. Modelo deveria ser testado também no Brasil, diz economista No Brasil, os testes com a semana de trabalho de quatro dias ainda engatinham. A primeira empresa brasileira a testar essa prática de gestão foi a Zee Dog, uma companhia de produtos para pet shops. A semana de quatro dias de trabalho começou na firma carioca ainda em março de 2020 – e foi mantida depois da firma ser comprada pela rede de petshops Petz em agosto de 2021. Outras startups brasileiras, geralmente da área de tecnologia, também adotam o modelo de quatro dias de trabalho e três de descanso. É o caso de empresas como a carioca Winnin, de desenvolvimento de softwares; e a mineira Crawly, que fornece soluções para raspagem de dados da internet. "Um modelo de quatro dias seria plenamente exequível no Brasil, por várias razões", avalia o economista Vitor Filgueiras, coordenador do curso de economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Segundo ele, uma mudança deste tipo poderia levar as empresas a buscarem aprimoramentos técnicos que elevariam a produtividade do trabalho – um indicador que se manteve estagnado no Brasil nas últimas décadas. "Se você mantiver os salários diminuindo a carga de trabalho, isso significa uma distribuição de renda", diz ele. "Todo esse debate tende a se justificar, para um público leigo, pelo aumento da produtividade. Se vai aumentar ou não. Mas a questão central não tem que ser essa." "Assim como foi nas reduções anteriores da jornada de trabalho, que já foi de quatorze ou quinze horas diárias, ou o descanso semanal ou as medidas de saúde e segurança do trabalho", diz Filgueiras, cuja tese de doutorado é sobre a evolução das leis trabalhistas no Brasil. 'Movimento global' A semana de cinco dias é uma construção econômica, social e política, explica Pedro Maia Gomes. "No século 19, nós (no Ocidente) trabalhávamos seis dias. Se descansava aos domingos. A passagem para a semana de cinco dias demorou décadas (...)." A ideia começou com algumas empresas, e depois foi cristalizada na legislação. Nos Estados Unidos, foi por volta de 1908 que as primeiras pequenas empresas começaram a adotar a semana de cinco dias. "Era uma coisa muito marginal. Essas empresas eram vistas como uma coisa muito estranha. Mas em 1926, o Henry Ford (fundador da montadora multinacional Ford) adotou a jornada de cinco dias nas fábricas dele (de automóveis). Foi um momento de mudança, no qual essa prática de gestão passou a ser vista como mais respeitável. (Em 1938, a jornada de trabalho nos EUA foi fixada em 40 horas semanais por lei)." Na altura das últimas eleições em Portugal (em janeiro de 2022), o Partido Socialista decidiu incluir no manifesto (programa de governo) um estudo sobre a semana de quatro dias. "Então, foi uma decisão política realizar este estudo e ver quais são os impactos sobre as empresas que adotem a semana de quatro dias. Este é o aspecto político", diz Gomes. O acadêmico lembra que é um movimento que vem ocorrendo em diversas partes do mundo - e geralmente partindo das empresas, que têm adotado a semana de quatro dias como prática de gestão. "Há também alguns pilotos (testes) no setor público. Na Bélgica, por exemplo, alteraram a legislação para que a pessoa pudesse trabalhar só quatro dias com o chamado horário concentrado, completando 38 horas em quatro dias." Na Espanha também há um piloto no governo central e outro no governo regional de Valência. Nos EUA, há um teste em curso no Estado de Maryland. (BBC News Brasil)











