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- Goiás amplia isenção de ICMS para sorgo e biomassa e reforça competitividade da agroindústria e da bioenergia
O Governo de Goiás publicou no Diário Oficial do Estado, na última terça (14), a Lei nº 23.733/2025, que altera a Lei nº 13.453/1999 e autoriza a concessão de isenção de ICMS sobre o sorgo e sobre a produção ou reprodução de biomassas utilizadas na geração de energia elétrica ou a vapor. A iniciativa busca fortalecer a competitividade da agroindústria goiana e ampliar o incentivo à sustentabilidade energética no estado. De acordo com a nova legislação, as operações com sorgo na saída de produção própria do estabelecimento do produtor com destino à industrialização passam a ser contempladas pela isenção tributária, o que deve estimular o uso do grão pela indústria local e reduzir custos de aquisição. Segundo a Secretaria da Economia de Goiás, a medida assegura equivalência no tratamento tributário entre culturas com funções econômicas semelhantes, como cana-de-açúcar, milho e soja, que já contavam com o mesmo benefício. “Com a extensão do incentivo ao sorgo, o Estado reforça sua atratividade para novos empreendimentos industriais e contribui para a geração de emprego e renda”, informou a pasta. A nova lei também prevê isenção de ICMS sobre as biomassas destinadas à geração de energia elétrica ou a vapor, fortalecendo a cadeia da bioenergia e o compromisso de Goiás com a economia circular e a sustentabilidade ambiental. A Secretaria destaca que o incentivo estimula o uso adequado de resíduos agroindustriais, evita o descarte incorreto e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, alinhando o Estado às metas globais de transição energética. A proposta promove ainda a adesão complementar de Goiás ao benefício fiscal previsto na legislação do Estado de Mato Grosso do Sul, conforme autorização da Lei Complementar Federal nº 160/2017 e do Convênio ICMS nº 190/2017, o que harmoniza políticas fiscais regionais e reforça a competitividade interestadual.
- Fórum debate expansão da infraestrutura energética e investimentos da Equatorial Goiás
O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) realizou, na manhã desta segunda-feira (13), sua reunião mensal, no auditório do Rizzo Plaza, em Goiânia. O encontro foi conduzido pela Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg) e teve como principal pauta a expansão da infraestrutura energética goiana e os investimentos da Equatorial Goiás para atender à crescente demanda do setor produtivo. Durante o encontro, Lener Jayme, presidente da Equatorial Goiás, apontou ideias e soluções que fazem parte do Plano de Investimentos em Infraestrutura para Energia Nova ou Suplementar, destacando os avanços já registrados e os desafios regionais, especialmente nas regiões Norte e Noroeste do Estado. Segundo ele, projetos em andamento nos municípios de Jussara e São Miguel do Araguaia já estão em fase avançada, e novas obras deverão ser executadas para garantir o fornecimento de energia a produtores e indústrias locais. Jayme ressaltou ainda que não há limitação de recursos financeiros para investimentos, e que o grupo Equatorial está comprometido em ampliar a rede elétrica para sustentar o desenvolvimento econômico de Goiás. “Estamos trabalhando para reduzir gargalos históricos. A demanda por energia cresceu de forma expressiva nos últimos anos, impulsionada pelo agronegócio e pela industrialização. Nosso objetivo é antecipar soluções e garantir competitividade ao Estado”, afirmou o presidente. O presidente-executivo da Adial Goiás, Edwal “Tchequinho” Portilho, reforçou a necessidade de planejamento conjunto entre o setor público, as concessionárias e as entidades empresariais. “A energia é um dos pilares fundamentais da competitividade industrial. Regiões como o Vale do Araguaia e o Sudoeste goiano precisam de investimentos urgentes para não perderem oportunidades de crescimento e atração de novas empresas. É preciso acelerar a execução de obras e eliminar entraves regulatórios”, pontuou. Também participaram do debate Humberto Eustáquio, assessor de Relações Institucionais, e Rubens Briseno, superintendente de Engenharia e Planejamento da Equatorial Goiás. A pauta reforçou ainda o papel estratégico do Fórum das Entidades Empresariais como espaço de articulação entre as principais federações e instituições do Estado - entre elas Acieg, Adial, Facieg, Faeg, FCDL, Fecomércio, Fieg e OCB —, consolidando a união do setor produtivo em torno de temas estruturantes para o desenvolvimento sustentável de Goiás. Além da pauta energética, o encontro abordou temas relevantes para o ambiente de negócios do Estado, como a Conferência Estadual do Trabalho, apresentada pela FIEG, e o Oktoberfest Goiânia, incluído no calendário turístico oficial da capital.
- Recuperação Judicial no agro cresce 31,7% no segundo trimestre de 2025
O agronegócio brasileiro enfrenta sinais de alerta no campo financeiro. De acordo com o Indicador de Recuperação Judicial Agro, da Serasa Experian, o setor registrou 565 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2025 — um aumento de 31,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram 429 solicitações. O levantamento considera toda a cadeia do agro: produtores rurais (pessoa física e jurídica) e empresas relacionadas à produção, indústria e comércio de insumos e alimentos. Pela primeira vez desde o fim de 2023, os produtores rurais com CNPJ superaram os produtores pessoa física, com 243 pedidos contra 121 no mesmo período do ano anterior. Goiás e Mato Grosso aparecem entre os estados com maior concentração de solicitações. Entre as empresas do agronegócio, foram 102 pedidos de recuperação judicial, o maior volume da série recente. O segmento de processamento de agroderivados (como óleo e farelo de soja, açúcar, etanol e laticínios) liderou com 32 casos, seguido pela agroindústria de transformação primária (22 pedidos) e o comércio atacadista de produtos agropecuários (18). Segundo Marcelo Pimenta, head de Agronegócio da Serasa Experian, o cenário indica a necessidade de fortalecer a gestão de risco e a inteligência de crédito no campo. Ferramentas como o Agro Score, desenvolvidas pela datatech, permitem antecipar sinais de fragilidade financeira até três anos antes de um eventual pedido de recuperação judicial. “A adoção de modelos preditivos e análises aprofundadas contribui para evitar financiamentos a agentes em situação de vulnerabilidade, reduzindo o risco e fortalecendo a saúde financeira do setor”, afirma Pimenta. Com o uso estratégico de dados, é possível identificar produtores com maior propensão ao endividamento e ajustar políticas de crédito, oferecendo sustentabilidade a um dos pilares da economia nacional.
- Vale do Araguaia exige avanços em infraestrutura elétrica
O Vale do Araguaia, reconhecido como a nova fronteira agrícola de Goiás e estratégico na produção de grãos, ainda enfrenta gargalos que ameaçam seu desenvolvimento. Apesar do alto potencial produtivo e hídrico, a falta de infraestrutura elétrica tem limitado o avanço da agricultura e encarecido a produção, já que muitos produtores dependem de geradores para suprir a demanda energética. De acordo com o Instituto Mauro Borges (IMB), a região está entre as de alta prioridade para investimentos estratégicos . O presidente da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho) , alerta que é urgente garantir segurança ao investidor e planejamento de longo prazo. “Temos crescimento acima da média e precisamos aproveitar esse momento até 2033, quando terminam os incentivos fiscais”, destacou. Segundo ele, a concessionária Equatorial Goiás precisa ampliar sua capacidade de diálogo e investimento. “Não vemos novos projetos de energia, apenas trocas de transformadores e interligações. Sem incentivos, será essencial ter infraestrutura, sanidade e logística competitiva para manter Goiás atrativo”, reforça. A Equatorial informou que já investiu mais de R$ 5,3 bilhões na modernização da rede elétrica em Goiás e acompanha o Leilão de Transmissão nº 1/2025 , que prevê a implantação da Linha de Transmissão do Vale do Araguaia , considerada essencial para ampliar a disponibilidade de energia na região. O tema reforça a necessidade de ações integradas entre o setor produtivo, o governo e a concessionária para que o Vale do Araguaia mantenha seu protagonismo no agronegócio goiano. Leia notícia completa no Jornal O Popular:
- Goiás chega à maior área cultivada da história
Goiás fechou 2024 com um marco: 9 milhões de hectares cultivados. É a maior marca da série histórica iniciada em 1988, segundo o IBGE. Para efeito de comparação, em 2005 o estado tinha pouco mais de 4 milhões de hectares. A expansão mostra como o agro goiano dobrou de tamanho em menos de 20 anos. Os municípios que mais puxam esse avanço são conhecidos: Rio Verde, Jataí, Cristalina e Mineiros. Entre eles, o destaque recente foi Mineiros, que cresceu 12,2% em área plantada de um ano para o outro — muito acima de Cristalina (2,1%) e Jataí (1,9%). Já Rio Verde, mesmo com leve queda, segue como maior polo agrícola do estado, com mais de 850 mil hectares. Goiás no mapa nacional O campo goiano aparece em várias listas de liderança. O estado é 1º lugar em girassol, sorgo, melancia e tomate. Também figura no top 3 em milho, feijão, cana-de-açúcar e alho. Na soja, embora tenha perdido uma posição, continua entre os grandes, ocupando o 4º lugar no País. Cristalina consolidou protagonismo nas hortaliças e aparece como maior produtora de cebola e tomate do Brasil. Uruana mantém o título de capital da melancia. E Rio Verde se tornou o maior produtor nacional de girassol, com uma disparada impressionante: mais de 130% de aumento na área plantada em um único ano. Soja em baixa, girassol em alta Se o girassol foi a estrela da temporada, a soja viveu um ano de retração. Mesmo representando mais da metade da área plantada em Goiás, o grão teve queda de 2,5% na safra. Municípios tradicionais como Rio Verde, Cristalina e Jataí registraram recuos de até dois dígitos, mas ainda seguraram posições relevantes no ranking nacional. Produção bilionária No bolso, o agro goiano segue forte. Em 2024, a produção agrícola do estado movimentou R$ 60,4 bilhões, valor que representa 7,7% de toda a produção nacional. Só a soja respondeu por R$ 30 bilhões. Cana (R$ 11,1 bilhões) e milho (R$ 9,8 bilhões) vieram na sequência. Em alguns produtos, a fatia goiana é praticamente imbatível: 38,8% de todo o sorgo brasileiro sai daqui. No alho, Goiás responde por quase um terço da produção nacional. Na cebola, por mais de 15%. >> As informações divulgadas: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Produção Agrícola Municipal. >> (Foto: SEAP/Divulgação)
- Autorizada dedução de vendas canceladas no RET de incorporações imobiliárias
A Receita Federal publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (30), a Solução de Consulta nº 211/2025, que traz um importante esclarecimento para o setor da construção civil. A partir do novo entendimento, incorporadoras que atuam sob o Regime Especial de Tributação (RET) poderão deduzir das receitas mensais o valor correspondente às vendas de imóveis canceladas, desde que o montante tenha sido efetivamente restituído ao comprador. Na prática, a medida reconhece que, quando uma venda é desfeita e o valor é devolvido ao cliente, a incorporadora não deve ser tributada por uma receita que não se concretizou. Entretanto, a dedução está limitada apenas ao valor efetivamente restituído, não abrangendo multas ou retenções previstas contratualmente. O RET é um regime simplificado de tributação criado para facilitar o recolhimento de impostos de empresas do setor imobiliário, unificando IRPJ, CSLL, PIS e Cofins em uma única alíquota aplicada sobre a receita mensal da incorporação. Esse modelo reduz a complexidade tributária e oferece maior previsibilidade fiscal para construtoras e incorporadoras. Segundo especialistas, o novo posicionamento da Receita Federal traz segurança jurídica e previsibilidade contábil ao setor, já que padroniza a forma de tratar as desistências de contratos - uma situação comum em períodos de oscilação econômica ou crédito restrito. O entendimento também reforça a necessidade de manter registros contábeis detalhados, com comprovação documental das devoluções realizadas aos clientes. Em termos práticos, se uma incorporadora vender uma unidade por R$ 500 mil e, posteriormente, o comprador desistir do negócio com devolução de R$ 450 mil, a empresa poderá deduzir esses R$ 450 mil da base de cálculo dos tributos. O restante - R$ 50 mil retidos como multa ou taxa administrativa - permanece como receita tributável.
- Balança comercial brasileira fecha setembro em alta nas importações
A balança comercial do Brasil encerrou setembro de 2025 com saldo positivo de US$ 2,16 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, o país registrou US$ 27,62 bilhões em exportações e US$ 25,46 bilhões em importações, totalizando uma corrente de comércio de US$ 53,08 bilhões. Apesar do superávit, o desempenho ficou 55,4% abaixo do mesmo período do ano anterior, reflexo da forte alta nas importações. O movimento foi puxado principalmente pelo aumento de 14,3% nas compras externas, enquanto as exportações cresceram apenas 1,9%. O resultado demonstra o aquecimento do mercado interno e a demanda crescente por bens de capital e insumos industriais, mesmo diante de um cenário global ainda instável. Agropecuária sustenta o desempenho positivo O setor agropecuário continua sendo um dos principais pilares do comércio exterior brasileiro. Até a quarta semana de setembro, o segmento registrou crescimento de 9,2%, movimentando US$ 5,92 bilhões em exportações. Os destaques ficaram por conta da soja, que avançou 11,7%, do milho não moído (+11,3%) e do café não torrado (+3,8%). A indústria extrativa também apresentou bom desempenho, com alta de 6,4% e total de US$ 6,13 bilhões exportados, impulsionada pelo aumento na venda de minérios metálicos e petróleo bruto. Já a indústria de transformação teve queda de 2,6%, somando US$ 15,31 bilhões. Mesmo assim, alguns segmentos se destacaram positivamente, como a exportação de carne bovina fresca (+52,9%), veículos de passageiros (+34,2%) e ouro (+94,1%). Tarifaço dos EUA não altera cenário geral O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros - o chamado “tarifaço” — não provocou impacto significativo na balança comercial. Mesmo com as restrições, as exportações brasileiras mantiveram estabilidade, mostrando a diversificação dos mercados de destino e a força dos setores primário e extrativo. O que realmente pesou no resultado foi o avanço das importações, que crescem desde o início do ano. Essa tendência acompanha o aumento do consumo doméstico e a recuperação da indústria nacional, que depende de matérias-primas e equipamentos importados. O panorama do ano O comportamento das exportações e importações ao longo de 2025 mostra uma dinâmica de estabilidade, porém com redução no ritmo do superávit. Desde o início do ano, o Brasil manteve médias expressivas de exportação — principalmente em março, abril e julho —, mas o avanço mais forte das importações tem pressionado os resultados. Mês Exportações (US$ mi) Importações (US$ mi) Variação Exp. Variação Imp. Set 27.622,5 25.462,8 +1,9% +14,3% Ago 29.861,1 23.727,9 +8,9% +2,6% Jul 32.125,3 25.247,6 +4,2% +8,4% Jun 28.941,2 23.263,4 +0,7% +3,8% Expectativas para o fim do ano Com o início do último trimestre, as projeções indicam que o comércio exterior brasileiro pode retomar fôlego, puxado pela safra de soja e pelo aumento da demanda global por commodities agrícolas e minerais. Ainda assim, o desafio será equilibrar o avanço das importações com estratégias que mantenham o superávit positivo. Mesmo em um cenário de volatilidade internacional, o desempenho de setembro reforça que o Brasil segue com um comércio exterior robusto e diversificado, sustentado pela força do agronegócio e pelo crescimento gradual da indústria exportadora. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Análise: Núcleo de Economia e Inovação – Adial Goiás
- Goiás reafirma protagonismo e coloca Rio Verde e Jataí entre os maiores produtores de milho do país
O mais recente levantamento do IBGE, compilado pela AMR Business Intelligence, confirma: Goiás é um dos pilares da produção agrícola nacional. O estado aparece com dois municípios entre os cinco maiores produtores de milho do Brasil em 2024. Rio Verde ocupa a terceira posição, com 2,25 milhões de toneladas, ficando atrás apenas de Sorriso e Nova Ubiratã, ambos no Mato Grosso. Já Jataí figura em quinto lugar, com 1,9 milhão de toneladas. Esses números consolidam o Sudoeste goiano como uma das regiões mais produtivas e tecnificadas do país. A força da agricultura goiana está na combinação de tecnologia, práticas sustentáveis e logística eficiente. A região é referência em rotação de culturas, mecanização e integração lavoura-pecuária, o que garante alta produtividade sem ampliação de área cultivada. Além de abastecer o mercado interno, Goiás tem papel estratégico na produção de etanol de milho, ração animal e exportações agroindustriais, movimentando cadeias que vão da proteína animal ao transporte e comércio exterior. Com infraestrutura rodoviária e ferroviária em expansão, o estado reforça seu papel como um dos principais elos da produção e escoamento agrícola do Centro-Oeste. (Foto: Enio Tavares/Divulgação)
- O salto histórico do agronegócio brasileiro
Em artigo publicado no O Estado de Minas , o economista Paulo Rabello de Castro faz uma análise aprofundada sobre o fenômeno do agronegócio brasileiro, que, em apenas cinco décadas, multiplicou por seis sua produção de grãos. O dado impressiona não apenas pelo volume, mas pela forma como foi alcançado: com base em tecnologia, pesquisa científica e políticas econômicas que estimularam o livre mercado. O autor explica que, a partir dos anos 1970, o Brasil viveu uma verdadeira revolução silenciosa no campo. Deixou para trás o modelo de fazenda arcaica, baseada em monoculturas de exportação, e apostou na ciência agropecuária como pilar de desenvolvimento. A criação da Embrapa e a formação de milhares de técnicos e cientistas agrícolas, tanto no Brasil quanto no exterior, foram marcos decisivos para essa transformação. Ao mesmo tempo, o país abandonou o controle rígido de preços e permitiu que o sistema de mercado orientasse a produção e o investimento rural. Essa combinação de convicção científica e liberalismo econômico permitiu que a produção saltasse de 58 milhões de toneladas em 1985 para mais de 350 milhões de toneladas em 2025 - um crescimento de seis vezes, com triplicação da produtividade por hectare. Rabello destaca ainda o papel da demanda global por proteínas, especialmente da China, que impulsionou a soja, o milho e as carnes brasileiras. Contudo, o autor alerta: o sucesso atual exige vigilância. O enfraquecimento do investimento em pesquisa e as barreiras externas impostas por países protecionistas podem colocar em risco o protagonismo brasileiro no agro mundial. “O agro brasileiro chegou ao topo, mas os riscos de estar tão alto são maiores agora do que quando caminhava em baixa altitude”, conclui Rabello. 🔗 Leia o artigo completo no Estado de Minas
- Cerrado em Nova York
*Edwal Portilho (Tchequinho) O Cerrado responde por 55% da soja, 49% do milho e 85% do algodão produzidos no Brasil. Mais da metade da sua vegetação nativa segue preservada, e suas nascentes abastecem oito das doze maiores bacias hidrográficas do País. Esses dados ajudam a dimensionar o peso de um bioma que, por muito tempo, foi lembrado apenas em segundo plano, mas que hoje se consolida como peça central para a segurança alimentar e a transição climática. Foi com essa perspectiva que levei o Cerrado para a Climate Week NYC, em Nova York, no último dia 23 de setembro. No painel “Agricultura e Inovação no Cerrado”, mostrei como Goiás conecta produtividade, sanidade e logística com conservação. Não falamos apenas de grãos e fibras: falamos de empregos decentes, energia limpa e oportunidades para pequenos produtores que dependem de crédito acessível, infraestrutura e transferência de tecnologia para prosperar. Outro ponto decisivo do debate foi a necessidade de parametrizar e oficializar as métricas de carbono sequestrado em sistemas tropicais. Hoje, a falta de uma metodologia brasileira homologada impede que possamos transformar em ativos globais o carbono que já retemos no solo. A iniciativa da FGV Agro, que está desenvolvendo uma calculadora unificada para medir de forma consistente o sequestro de carbono no campo, é um passo histórico para dar reconhecimento internacional ao que o Cerrado já entrega. Foi gratificante ver esse esforço reconhecido pela própria ONU. Como destacou Rodrigo Favetta, Diretor de Engajamento do Pacto Global da ONU - Rede Brasil: “O Cerrado tem uma vocação natural para a produção de alimentos, com clima e solo excepcionais. O painel mostrou que é possível produzir ainda mais, de forma sustentável, aproveitando áreas degradadas e preservando o que precisa ser preservado.” Volto de Nova York com a certeza de que o protagonismo é do Cerrado. Somos, sim, fornecedores globais de alimentos, mas também guardiões de serviços ambientais fundamentais - da água que abastece milhões de brasileiros ao carbono que mitigamos no solo. O desafio que temos pela frente é transformar visibilidade em investimentos, políticas públicas e parcerias que consolidem este bioma como referência mundial de produção sustentável." *Edwal Portilho (Tchequinho) é presidente-executivo da Adial Goiás














