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  • O ESG e sua força transformadora

    17/08/2022 *Zé Garrote Por duas gerações, acompanhamos mudanças reais nas empresas. É um processo natural de profissionalização que ocorre de forma orgânica. Uma empresa inspira outras e as ideias ganham velocidade. Logo se tornam práticas comuns em várias companhias. É uma dinâmica presente na experiência que começa com um gestor ou coordenador, depois se torna um departamento, para, naturalmente, se tornar ou compor uma diretoria. Aconteceu com o Recursos Humanos, Responsabilidade Social, Tecnologia da Informação, E-commerce, Compliance, entre outros. Essa mutação benigna no organograma é sinônimo de evolução e profissionalização dos negócios. Aos poucos, já presente em empresas globais e várias nacionais e regionais, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) deixa de ser uma ideia e evolui para montagem de equipes, departamentos e, em breve, diretorias. É natural porque o conceito do ESG soma práticas das empresas nas últimas décadas, como preservação do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar boas práticas de governança. Podemos dizer que, por anos, as empresas se preparam e, com o conceito maduro e a sustentabilidade no centro do debate mundial, vão evoluir para a cultura ESG, estruturando-se para assumir e compensar, de fato, os impactos que gera na sociedade e em todo ecossistema natural. O ponto positivo deste processo é que, diferente de iniciativas anteriores, o ESG é um conceito inserido na gestão e estratégia corporativa, entrando na pauta dos tomadores de decisão. Os indicadores ESG avaliam, metrificam e geram relatórios, com critérios e parâmetros internacionais, as políticas de sustentabilidade, sociais e de governança. A palavra-chave é equilíbrio neste tripé, pois não existe um bom projeto de governança sem ações coerentes nas outras duas áreas. O que vale no ESG é o conjunto da obra. Os projetos de ESG podem ser indutores também de expansão, conquistando clientes, mercado e investimentos – pois todos hoje estão atentos aos indicadores não-financeiros. A competitividade está na convergência do que se produz (produtos e serviços) e o potencial transformador da empresa e sua integração positiva com a sociedade. A Adial é uma estimuladora do conceito ESG. Acreditamos em sua mudança de visão corporativa e também sua aplicabilidade, além do mundo empresarial, no setor público, em todas as esferas de governo. A sociedade está atenta e pronta a cobrar uma agenda privada e pública com objetivos, metas e políticas sustentáveis, sociais e ambientais, além de transparência corporativa. Só o sucesso do ESG, nesta próxima década, transformará o mundo em um lugar melhor. *Zé Garrote é presidente do Conselho da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e empresário

  • Indústria e AgreGO: visão de futuro

    29/07/2022 *Edwal Portilho Tchequinho Competitividade e produtividade representam hoje o que de mais relevante se discute nas mesas de planejamento estratégico para expansão industrial. Este debate ocorre na cúpula diretiva das empresas, mas se engana quem pensa que o debate está restrito às quatro paredes. É muito mais amplo. São setoriais privados, com união de empresas que buscam ganhos competitivos, e também públicos, quando agentes de governos se movimentam para atrair a seus municípios, Estados e países, milhares de empregos, bilhões em investimentos e focos de desenvolvimento. Quanto aos governos, não só atrair, mas também reter – e combater a desindustrialização, uma ameaça real e que avança de forma silenciosa. Goiás, no que se refere a formação de seu parque industrial, é diferenciado. Soube explorar como poucos sua expansão econômica por meio do setor produtivo. Mas, por décadas, a sua estratégia foi copiada Brasil afora. Hoje, apenas repetir políticas de desenvolvimento do passado já não surte o mesmo efeito, pois são dezenas de programas de incentivos, a maioria com propostas muito agressivas, buscando o mesmo investidor. A realidade é que paramos de atrair os principais projetos de investimentos industriais do País há muito tempo e lutamos para manter o sétimo maior parque fabril do Brasil, posição francamente ameaçada por Estados que crescem em ritmo acima do nosso. Dados da CNI mostram que na década 2008-2018, Goiás avançou menos de 0,1 ponto percentual na participação na indústria brasileira (de 2,83% para 2,91%) apesar do imenso esforço feito com programas de incentivos e várias políticas setoriais. O diagnóstico é que ou mudamos a modelo ou vamos encolher (desindustrializar) fortemente. O programa AgreGO é o que vai diferenciar e já está em andamento em Goiás. Um modelo de inteligência de expansão industrial, que mostra ao mercado o quanto estamos à frente do tempo atual dos demais Estados. Idealizado pelo setor privado e executado pelo governo estadual, podemos afirmar que é único no País, inaugura uma nova época de Política Industrial no Brasil, com uma visão real e integrada, setorial, transparente, baseada e estruturada em dados e discutida de forma multidisciplinar, prevê investimento em Saúde e Educação, além de metas de curto, médio e longo prazos – com ênfase na ampliação da autossuficiência econômica e valorização das nossas vantagens competitivas, como ampliar a agregação de valor às matérias-primas no Estado. Enfim, são vantagens que são e precisam ser continuamente aperfeiçoadas e que vão muito além das políticas fiscais e tributárias. O AgreGO fez um amplo estudo desde 2021, onde entrevistou e mapeou setores privados e gestores públicos, localizou gargalos estruturais e localizados, e agora aponta caminhos para aproveitar o potencial industrial goiano entre 2022-2032. Algumas ações já implantadas e baseadas no programa mostram que faz muito sentido sair do modelo linear para explorar características próprias de cada segmento. Simples: se a concorrência é direta e setorizada, assim deve ser o plano de expansão. Defendemos amplo debate e transparência, pois a maior beneficiada do investimento é a sociedade. Em todo o mundo, as indústrias são ativos nacionais, representam inovação tecnológica, criação e atração de negócios de vários setores, empregos de qualidade e ampliação do poder de consumo da sua população – que é uma das bases do desenvolvimento econômico. Mais do que comemorar ter esse novo rumo, temos de trabalhar para que ele se consolide. Edwal Portilho, o Tchequinho, presidente-executivo da Adial

  • O trabalhador é o motor da economia

    02/05/2022 *Zé Garrote Um dos temas mais fortes da economia nos últimos doze meses é a perda do poder de compra do consumidor brasileiro. A inflação e o desemprego afetaram diretamente a renda das famílias, o que transformou uma expectativa de retomada dos negócios em grande frustração. Esse comportamento mostra que o motor da economia é o consumidor. E quem é o consumidor? Em 90% dos casos, são trabalhadores. Quando a massa salarial reduz, temos um choque negativo na economia. Cai o consumo; derruba a produção e o emprego. É importante observar que a indústria brasileira fechou no vermelho em sete dos últimos dez anos. O encolhimento do PIB industrial não é exatamente só o encolhimento do setor. É reflexo do empobrecimento do trabalhador – ora porque os salários estagnaram ora porque o desemprego e subemprego aumentaram. A indústria goiana, mesmo com essa retração da última década, assumiu o posto de maior empregador formal do Estado. É um orgulho para o setor. Ao somar indústria da transformação e da construção civil, além de quase um terço dos contratados no setor de serviços, que trabalham terceirizados em fábricas, o emprego industrial supera 500 mil vagas formais no Estado. Ao se considerar, segundo dados da Rais de 2021, todos que estão envolvidos em trabalhos diretos e indiretos com as indústrias, o número supera 1,2 milhão de pessoas. A Adial entende que é uma grande responsabilidade lidar com muita atenção com as causas dos trabalhadores, que são determinantes, seja na produção ou no consumo. O diálogo e união marcam a relação da associação com centrais, sindicatos e organizações de trabalhadores, que têm portas abertas na entidade – e frequentemente estamos juntos em debates e demandas conjuntas. A empregabilidade é uma das bandeiras da entidade. Não apenas pela carência de mão de obra, um gargalo do País, mas também pelo estrago social que traz este desastre que é o desemprego. A Adial identificou que uma parte relevante deste desemprego estrutural está associada à qualidade da mão de obra. Nossa sociedade acompanha de forma lenta a evolução do emprego. Com isso, a Associação desenvolve o projeto Adial Talentos que é uma inserção da entidade neste novo mundo. A primeira ação foi criar um aplicativo, que pode ser baixado no celular – que aproxima as vagas abertas em nossas indústrias e operadores logísticos – agora com adesão de outros setores – do trabalhador que procura um emprego. Tudo sem custo para os dois lados. O foco é identificar vagas abertas e ligá-las imediatamente a trabalhadores, em qualquer canto do Estado, que estão sem trabalhar. Neste Dia do Trabalhador, destacamos a relevância maior desta categoria para todo sistema econômico, e manifestamos nossa admiração por suas lutas, pois, junto aos empresários, representamos os maiores contribuintes, em bons sentidos, que sustentam e constroem este País. Trabalhando unidos, em prol do desenvolvimento, somos mais fortes. Aos trabalhadores, nosso aplauso. *José Garrote é presidente do Conselho de Administração da Adial

  • A caminho da década perdida

    27/06/2022 Estudo mais recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseado em dados oficiais do IBGE, acende o sinal de alerta para o setor em Goiás. Durante alguns anos, apesar de termos a nona maior economia estadual do País, um indicador sempre relevante para mostrar nossa força setorial, foi ter alcançado a sétima posição entre parques industriais no Brasil. Para uma industrialização recente como a goiana, é uma conquista muito relevante e revela o esforço pelo desenvolvimento e seus impactos já são sentidos em indicadores sociais e econômicos, como o IDHs e o Índice de Gini das regiões industriais. Mas a sétima posição está ameaçada pelo forte crescimento de outros Estados, como a Bahia. Goiás deu passos tímidos na atração de investimentos desde meados da década passada e perdeu, de fato, competitividade na atração de grandes projetos industriais e também da expansão dos aqui instalados – que, em parte, optaram por fazer novos investimentos em outras plantas em outros Estados. Em 2018, Goiás tinha 15.827 indústrias – duas mil a mais que o parque industrial baiano. No último dado divulgado, Goiás avançou para 17.178, mas a Bahia teve um crescimento mais vigoroso, chegando a 16.594 – encostando praticamente e perto de tirar a posição de Goiás. A Bahia expandiu três vezes mais que Goiás no período. Este pode ser considerado um bom indicador de competitividade, mas se avançarmos em outros números e também no cenário mais empírico, vamos lidar com a mesma realidade: Goiás avança a passos lentos e é bem menos atrativo hoje do que já foi na década passada. Nas mesas de estratégias das médias e grandes indústrias, não me lembro, nas últimas décadas, Goiás esteve tão pouco presente. A questão maior é que os outros Estados avançaram em suas estratégias de captação de negócios, melhoraram seus programas, adaptaram suas economias, aprimoraram suas vantagens competitivas e Goiás, desde 2015, passou a ser questionador da sua própria política de desenvolvimento – essa crise de identidade custa caro hoje, com perda de grandes investimentos e milhares de empregos. Essa insegurança é uma imagem que precisa descolar de Goiás. Temos nossos programas e um perfil desenvolvedor – pioneiro e maior defensor, aliás, no modelo que hoje é copiado por todos. Temos o AgreGO, um inédito plano diretor da indústria goiana, que será uma referência para o setor no País, que precisa dar passos largos. No entanto, teremos de agir rápido para evitar que percamos o protagonismo econômico do Centro-Oeste, por exemplo. Hoje, não somos referência regional – se em parque industrial estamos sob risco para a Bahia, em outros, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já começam a despontar na região, com ritmo de expansão maior do que o goiano. Precisamos de uma sala de situação focada no desenvolvimento que atue 24 horas em prol de Goiás. É preciso captar o movimento dos negócios com rapidez para absorver ganhos, inclusive, tributários, pois, como já mostramos, a engenharia dos impostos no Brasil exige que façamos contas para favorecer o Estado. Um exemplo, entre tantos, pode ser citado na arrecadação de tributos no setor da soja, que, ao não estimular o processamento no Estado, se esvai quase toda na compensação de créditos tributários quando ‘importamos’ a soja processada em Estados vizinhos. Perdemos empregos e “pagamos” caro por não industrializar. É mais barato e inteligente estudar todos setores que geram crédito a compensar e trazer este parque industrial para dentro do Estado, só para ficar em um exemplo. A avaliação é que os efeitos da política correta de expansão dos Estados emergentes já comprometem a posição de destaque alcançada por Goiás em três décadas de forte expansão da industrialização. Em dois ou três anos, vamos completar uma década do início da nossa estagnação. Será nossa década perdida – com perdas que hoje já nos assustam. É preciso de uma reação urgente e inteligente. *Edwal Portilho, o Tchequinho, é presidente-executivo da Adial (Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás)

  • Goiás é industrial

    25/05/2022 *Zé Garrote A indústria é um agente econômico de grande relevância em Goiás. Neste Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, temos muito a comemorar no Estado. De fato, Goiás é reconhecido nacionalmente pela força do agronegócio. Mas basta colocar uma lupa nos dados econômicos que teremos consciência do impacto da crescente industrialização do Estado nas últimas décadas. Se crescer é um desafio da indústria goiana, se manter entre os maiores hoje é um fundamental, mas nada nos garante essa posição. A industrialização é democrática, tendo vantagens competitivas, podem-se alcançar posições importantes. Como Goiás cresceu por ser interessante por mais de duas décadas, pode tombar se perder sua competitividade industrial diante de outros Estados. O ambiente é de evolução dos Estados concorrentes. Revisar sempre o modelo goiano e buscar um contínuo ambiente de negócios mais favorável é o segredo da longevidade da industrialização. É a garantia de um amanhã industrial. Hoje, podemos, sem sombra de dúvida, dizer que Goiás é industrial – com um salto vigoroso de uma economia incipiente nos anos 1970, quando representava 7% do PIB goiano, para 27% do PIB atualmente. Entre suas características, destacam-se o fato de ser bem distribuída no Estado (mais de 200 municípios têm indústrias) e bastante diversificada, com dezenas de setores com alto desempenho e mercado nacional. Com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), podemos avaliar mais profundamente a força da economia industrial goiana. São cerca de 16 mil empresas formais, com outras nove mil na indústria da construção, o que representa 15% de todas as empresas do Estado – é o sétimo maior parque industrial do País. Pela ótica do emprego, que é o motor da economia, verificamos que as fábricas goianas respondem por 250 mil empregos diretos. Agregando com a indústria da construção, o setor gera mais de 320 mil empregos – chega a 25% dos empregos formais do Estado. É correto dizer que a indústria goiana, somando transformação e construção civil, só fica atrás na geração de empregos do setor de serviços, no entanto, é bom destacar que uma parte considerável das empresas de serviços – cerca de um terço – representa vagas de terceirização gerada para atender a demanda dentro das indústrias. Ou seja, o número total é bem maior do que as carteiras assinadas apenas pelas fábricas, pois envolve terceiros e coligados. Dados da Rais 2021 mostram melhor este número. O indicador aponta que mais de 1,1 milhão de goianos, de uma forma direta ou indireta, trabalham no setor industrial no Estado. Esse número soma empresários, sócios, colaboradores, terceiros, coligados, demais modelos de contrato que envolvem o setor. Ou seja, da população economicamente ativa, quase um quarto tem alguma relação de negócio ou trabalho com o setor. Importante destacar que a indústria goiana é representativa no cenário nacional. Apesar de uma industrialização recente, o Estado já se posiciona bem no ranking de setores importantes, como o líder na produção de medicamentos no País, além do destaque na produção de alimentos, etanol, automóveis, entre outros. A Adial considera que cada industrial instalado em Goiás é um desenvolvimentista por natureza, pois a indústria é um dos alicerces da economia goiana, sendo uma das maiores geradoras de empregos e tributos – o que contribui de forma privada ou pública para redução de desigualdades da nossa sociedade. Ampliá-la é estratégico. *Zé Garrote é empresário e presidente do Conselho de Administração da Adial

  • A força da TecnoShow Comigo

    04/04/2022 *José Garrote O Brasil é um País de grandes centros urbanos, mas, em todos os aspectos, com o pé no interior. E, na economia, não é nada diferente. Nesta semana, Rio Verde será a capital do agronegócio brasileiro, com a realização da TecnoShow Comigo, evento que estima uma movimentação de mais de R$ 3,4 bilhões em negócios, a segunda maior feira do setor do País, que agora chega na 19ª edição. Serão mais de cem palestras, com renomados profissionais do Brasil e internacionais, com mais de 580 expositores e cerca de 120 mil visitantes. Durante a feira, são criados oito mil empregos. É um dos primeiros eventos econômicos de grande porte a serem retomados no Estado. A TecnoShow representa a retomada, que une em um só lugar o que tem de melhor em tecnologia, inovação, negociações, lançamentos e capacitação. A TecnoShow Comigo é também simbólica. Abre oficialmente a realização dezenas de feiras agropecuárias pelo interior do Estado, mesmo sendo estas de menor porte e mais segmentadas por produtos de cada região, representam, quase sempre, o principal evento de cada município, movimentado cadeias empresariais e do entretenimento – com efeito econômico e até psicológico, pois vai marca a retomada da vida social depois de quase 24 meses de quarentena e decretos de fechamento durante a pandemia da covid-19. E dentro de um evento tão relevante vamos perceber claramente a força do agro, popularizado pelo slogan: “Agro é tech, Agro é pop, Agro é tudo”. Na TecnoShow Comigo, observa-se claramente a força desta frase. E, sem muito esforço, pode até mesmo complementá-la sem qualquer prejuízo, substituindo “agro” pela palavra “agroindústria”, pois não tem um centímetro quadrado do evento que estes dois setores não se mostram unidos e interdependentes. Da transformação da matéria-prima do campo em produto industrializado aos fertilizantes e insumos agrícolas, do maquinário e equipamentos às grandes marcas nacionais e internacionais presentes como expositores ou geradores de negócios, praticamente, em todos os cantos deste, o segundo maior evento agro do País, estão lá as marcas industriais. O agro se profissionalizou e é cada vez mais industrial. É, aliás, o setor âncora do País hoje, mesmo que não tenha toda a valorização estratégica necessária, o mesmo mal que também sofre o setor industrial há décadas. A economia privada no Brasil, como um todo, se fortalece nas dificuldades e sai sempre maior a cada turbulência – e, se tivesse menos amarras e uma carga tributária tão elevada, seria uma das maiores do mundo. Ao agro, nossa admiração e confiança, nossa cada vez maior integração setorial, que não se sabe onde começa um e onde acaba o outro. Parabéns a agroindústria brasileira e viva a TecnoShow Comigo. *José Garrote é presidente do Conselho de Administração da ADIAL

  • Após 27 anos Adial terá nova sede

    03/02/2023 A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) terá novas instalações. Com o objetivo de ampliar e fortalecer os trabalhos já desenvolvidos, as obras da nova sede já foram iniciadas no dia 21 de janeiro, e a expectativa é de que a mudança da entidade, que sairá do quarto andar do Edifício Rizzo Plaza, no Setor Sul, em Goiânia, para o oitavo andar do mesmo prédio, aconteça em até seis meses. O presidente da Adial, Zé Garrote, destaca que a entidade ocupa a mesma sala há 27 anos e, com a expansão das atividades, da indústria goiana e do número de associados, houve a necessidade de mudança para melhor atender as demandas. “A nova sede representará os avanços da indústria, hoje mais pungente, tecnológica e dinâmica”. O projeto e a execução arquitetônica são realizados na modalidade “Built to Suit”, expressão em inglês – na tradução livre “feito sob encomenda” – utilizada para designar um imóvel que é construído levando em consideração as necessidades, expectativas e características próprias do negócio. Zé Garrote explica que a obra traduz o conceito de transparência da Adial. “Estamos executando de forma racional, inteligente e sustentável para atender as necessidades na forma visual e ergonômica, tudo isso irá impactar na produtividade dos trabalhos”, disse. Como foi projetado para a atividade da Adial, considerando a dinâmica das ações que já são realizadas, o espaço – que mantêm a mesma metragem atual- será mais funcional, o que refletirá em melhores respostas para as demandas dos empresários goianos. Segundo o presidente executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, o ambiente possibilitará mais qualidade no atendimento, com salas modernas, acessíveis e tecnológicas. “De portas abertas aos associados, a nova sede apresentará um layout com transparência e integração. Haverá salas disponíveis para reuniões e videoconferências para eventuais demandas dos associados e melhorias na climatização. Será confortável e privativo para os executivos que necessitarem deste ponto de apoio”, destacou. Tchequinho disse ainda que este é mais um passo da entidade para o futuro, pois a realidade do trabalho tem se transformado nos últimos anos, além da própria Adial estar em constante crescimento. “Estamos nos adequando para oferecer melhor conforto também para os colaboradores. Com mais estrutura e ferramentas”, disse. A Adial A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) atua há 27 anos desenvolvendo importantes ações para o desenvolvimento econômico goiano, com impacto positivo nas indústrias e na qualidade de vida da população. São quase três décadas como referência na defesa e no fortalecimento industrial. Fundada em setembro de 1995, a entidade desde então luta pelos programas de incentivos fiscais e investe fortemente no diálogo com o governo e a sociedade. São inúmeras atividades que vão de parcerias voltadas para o setor produtivo à formação e capacitação de trabalhadores.

  • Comex, hora de pensar grande

    03/02/2023 Edwal Portilho Até os anos 1990, a visão empresarial era monofocal. Se olhava apenas para o público interno. Com a abertura da economia, vários setores e segmentos adotaram uma postura bifocal, com a inclusão do comércio internacional na plataforma de negócios. É uma verdadeira reviravolta na economia e na atuação das empresas. Goiás logo descobre os benefícios das vendas externas, sendo um dos Estados a investir continuamente em uma política agressiva de comércio exterior. E os números comprovam o quanto é quase inesgotável essa fábrica de recordes. No mais recente ciclo, da gestão do governador Ronaldo Caiado, quando as exportações do Estado alcançaram US$ 14,6 bilhões, resultado de 2022, ante os U$$ 7,5 bilhões registrados em 2018. Os números, que são do Ministério da Economia, mostram o vigor dos negócios em Goiás, a capacidade do empresário em desbravar mercados e o acerto da política pública para o setor. Mas, ao dizer que é quase inesgotável o potencial para recordes do setor, coloco em debate alguns motivos, ameaças reais e caminhos para o setor. Mas, ao dizer que é quase inesgotável o potencial para recordes do setor, coloco em debate alguns motivos, ameaças reais e caminhos para o setor. O resultado de hoje, fizemos ontem. O de amanhã, faremos hoje. E, este é o dilema. Hoje a curva do comércio exterior é incerta. Estamos próximos de assistir à primeira grande desaceleração econômica do maior comprador do País, a China. Assim como a sua expansão trouxe efeitos estrondosos por mais de uma década, essa previsível freada chinesa pode desarrumar mercados e transformar o céu de brigadeiro em uma tempestade de efeitos incontroláveis. Se fosse só este sinal de risco já seria preocupante, mas temos outros, como a inflação mundial e o risco de recessão em outros mercados – além do chinês. Sobre inflação, é bom destacar que este último ciclo teve forte efeito da pandemia da covid-19, de 2020 a 2022, com gigante efeito inflacionário. Em alguns produtos, necessariamente não se dobrou a exportação, como pode parecer, mas dobrou o preço. Exemplos próximos, como a soja e milho, destaques da nossa pauta de exportação, eram vendidas a R$ 75 e R$ 35 a saca, respectivamente. No pós-covid, os valores da mesma saca bateram R$ 200 (soja) e R$ 80 (milho). O novo ciclo que se inicia em 2023 tende a ser diferente – o momento é de risco. Temos uma China e outros grandes cambaleando e uma nova base de preços que devem sofrer correções nada favoráveis aos exportadores. É uma excelente ocasião para Goiás revisar os processos e, reconhecendo a relevância e a expressividade dos números do comércio exterior, dar um tratamento que convirja com a nova realidade. Entre estes pontos, o principal é dar maior autonomia à pasta, que hoje está distribuída em outras secretarias, mas há tempos merece, por competência e resultados, destaque maior na estrutura administrativa – até para desengessar os processos de construção de um grande projeto. O governo goiano pode antecipar a crise e ter um plano de contenção, digna da maturidade deste segmento que hoje tem uma corrente de negócios – exportação mais importação – superior a US$ 20 bilhões por ano. Em reais, é o dobro do PIB de Goiânia, a maior cidade do Estado. O que hoje tem esse tamanho no Estado? Só isso, já justificaria uma atenção diferenciada para oportunizar ganhos e acelerar políticas próprias.

  • Perspectivas e desafios da Reforma Tributária são discutidos em reunião

    03/02/2023 A Adial participou na manhã desta sexta-feira, 3/2, na UNIALFA, em Goiânia, de reunião que tratou das perspectivas e desafios da Reforma Tributária na 57ª Legislatura (2023-2027) do Congresso Nacional. O presidente executivo, Edwal Portilho, o Tchequinho, esteve presente no encontro que discutiu os Projetos de Lei Complementar (PECs) nº 282/20 e nº 283/20. Participaram representantes de diversos segmentos do setor industrial goiano. Foi considerado que a perspectiva do fim dos incentivos fiscais é desastrosa, pois sem o desenvolvimento regional haverá forte impacto social, econômico e de infraestrutura. A Adial foi reconhecida pelos presentes como protagonista em conquistas para o setor industrial. Foi levantada também a possibilidade de um workshop, que será realizado pela Adial, com a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, com o tema “Reforma Tributária”. Ao final da reunião foram traçadas estratégias futuras para articular ações em prol dos incentivos fiscais para a região norte, nordeste e centro-oeste.

  • Programa Goyazes faz bem para Goiás e para as empresas

    01/02/202 A Adial e o Governo de Goiás aguardam a votação na Assembleia Legislativa do Governo de Goiás (Alego) para ampliação do Programa Estadual de Incentivo à Cultura – Goyazes, na qual permitirá que não apenas empresas de grande porte se insiram no projeto, mas qualquer uma, independentemente do tamanho. A expectativa da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) é que a novidade seja votada ainda neste primeiro trimestre de 2023. O Programa – que visa incentivar o apoio de projetos culturais por parte de empresas privadas contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) por meio do abatimento do imposto – é uma importante ferramenta para promover a cultura no Estado e ainda desenvolver a os conceitos e ESG das empresas e recebeu melhorias já este ano. A portaria 4, publicada no Diário Oficial no dia 6 de janeiro de 2023, permitiu o aumento do orçamento de R$10 milhões para o dobro, de R$ 20 milhões no projeto. Além disso, há a permissão da existência de Projetos Culturais em Caráter Excepcional, desde que atendam uma série de critérios mínimos poderão ser aceitos pelo executivo da pasta por decisão expressa. A tramitação normal é de aproximadamente 60 dias, nesse processo é mais célere e chega a sete dias. Um ponto importante é a figura do captador. A lei atualizada permite que o artista estreite as relações com as empresas. Segundo o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, a lei foi modernizada e ficou desburocratizada e de fácil execução. “O Programa permite ter facilidade em contribuir prol do social e cultural, sem contrapartida financeira, e ainda que a empresa divulgue essas informações em forma de publicidade e marketing. Além disso, segue a esteira do ESG, que reúne as políticas de meio ambiente, responsabilidade social e governança, será cada vez mais cobrado das empresas”, afirma. A empresa interessada deve escolher o projeto aprovado por um comitê, composto por representantes da área de cultura, e esses podem ser escolhidos na região de abrangência da empresa, permitindo a participação dos colaboradores nas atividades ou até mesmo por cultura da empresa, isso é por sinergia de atuação. Mais de 70 projetos já foram aprovados via o Programa Goyazes em 2022. Muitos já receberam apoio e tantos outros ainda estão disponíveis para obtenção deste incentivo. Os projetos aprovados podem ser verificados no portal da Secult ou no link abaixo, como as empresas também recebem as propostas diretamente dos proponentes. Havendo interesse em patrocinar projetos, basta enviar a carta de intenção de patrocínio com os documentos necessários constantes no Artigo 36 da Instrução Normativa para o e-mail protocolo.cultura@goias.gov.br. As informações estão disponíveis no site www.cultura.go.gov.br. Confira os projetos aprovados PROJETOSASEREMCAPTADOS2.docx Saiba como se inscrever

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