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  • Nosso foco é Goiás

    17/11/2022 *José Garrote O processo democrático é um ativo da sociedade brasileira. Goiás atravessou o período eleitoral cumprindo mais do que o protocolo necessário, pois tivemos uma condição nobre de debater diretamente o futuro do Estado e colocarmos nossas visões sobre necessidades, potenciais e riscos. O segundo mandato do governador Ronaldo Caiado lhe dará a condição de trilhar e construir um caminho próprio na história de Goiás em seu ciclo como governador. Acreditamos que esta nova jornada será vigorosa ao ampliar conquistas e construir novas marcas. É o que desejamos. Precisamos dar passos pela união do País. A economia pode ser este caminho. Falando em economia, a integração entre Indústria e Governo do Estado foi de uma evolução constante, profissional, produtiva e parceira. Criamos juntos, entre outros, o Programa AgreGO, algo que ainda será pauta nacional e copiado Brasil afora – anotem –, pois é o primeiro plano estratégico de desenvolvimento industrial feito por um Estado para o período de uma década, de forma ampla, integrada e complexa. Mirando o futuro, a gestão estadual constrói uma trajetória pioneira. Goiás sai na frente e vai ter a chance de avançar no ciclo de implantação consistente desse projeto de agregação de valores nas cadeias produtivas e fortalecimento do setor industrial. Esse é um destaque de sua gestão que vamos continuar participando assim como outros, como foi o caso da tributação do Biodiesel, solução encontrada em Goiás que resolveu com eficiência uma questão nacional, competência da sua Secretária da Economia, com articulação da Adial. O que esperamos do Governador é uma atuação proativa, produtiva, séria e motivada. Confiamos em um diálogo franco, aberto e transparente do primeiro ao último minuto do dia – pois queremos o mesmo para o Estado, desenvolvimento econômico e social. Em Goiás, gestão pública, setor produtivo e desenvolvimento andam juntos, sem esquecer da questão social. A Adial reconhece que esse tripé é uma base construtiva da nossa sociedade. É importante sempre que possível estarmos todos na construção do diálogo. Pautas importantes estão na mesa, Governador: infraestrutura, incentivos, competitividade, reformas, privatização, ajuste fiscal, segurança alimentar, segurança pública, emprego e renda, qualificação, educação, meio ambiente, entre outras. Em todas, podemos e queremos dialogar. Em nenhuma, queremos atrapalhar. Em todas, podemos ajudar. Queremos ajudar como for melhor para Goiás. Nosso foco é Goiás. *Zé Garrote é empresário e presidente do Conselho da Adial

  • O berço esplêndido das super alíquotas do ICMS

    22/09/2022 *Edwal Portilho O modelo tributário é um ferramental muito importante para a condução da economia. Em torno dele, giram todas as ações que envolvem as políticas de estímulo para a expansão dos negócios, geração de empregos e o financiamento das ações sociais. O contrário também é verdadeiro, pois um projeto fraco serve de desestímulo e estagnação. Esse tema central precisa ser o ponto de partida do debate em torno de um projeto para qualquer candidato ao Executivo, municipal, estadual ou federal. Em outros tempos, diriam que focar no debate de impostos em campanhas eleitorais é repercutir pautas de interesse empresarial. A sociedade, felizmente, está madura o suficiente para entender que essa falácia só interessa a quem não tem projeto ou quer esconder do cidadão quanto vai custar à sociedade seu projeto de governar. A amplitude do tema tributos foi sentida recentemente, quando se reduziu a super alíquotas de ICMS dos combustíveis, energia e telecomunicações. O impacto de tirar parte do imposto cobrado derrubou fortemente o valor final dos serviços ao consumidor. Imposto é assunto de todos e assim deve ser tratado. Falando nisso, das super alíquotas do ICMS reduzidas por apenas seis meses, é importante que os candidatos manifestem como vão lidar, a partir de 1º de janeiro com o tema. Diante da previsão que estas sejam mantidas no patamar atual, mesmo porque o quadro inflacionário para o próximo ano não será nada favorável, é relevante que se busque soluções reais orçamentárias para que não seja o contribuinte, empresas e famílias, responsáveis por repor, via arrocho tributário, esse descompasso fiscal. Por isso, defendo que um dos ‘remédios’ para se ter um setor público mais leve e menos caro para a sociedade seria apresentar propostas e projetos que promovam, de fato, um Estado mais dinâmico e sustentável. Em Goiás, um caminho realista seria a privatização de estatais que geram hoje mais de R$ 400 milhões em despesas e poderiam ser mais bem conduzidas por concessionários privados. Além desta economia, que em quatro anos de governo somaria mais de R$ 1,6 bilhão, teria uma receita extra ao Estado dos leilões, o que seria útil para atravessar o primeiro ano de governo. Estamos falando de Saneago, Iquego, Metrobus, Goiás Telecom, Celg Par, Ceasa, GoiásGás, entre outras oportunidades, como estradas e parques. Representa potencial de expansão, investimentos e empregos – além de forte redução de gastos. Boa parte da correção deste ajuste orçamentário precisa vir de reformas administrativas, pois o aperto tributário já está no limite e, se tiver mexidas, vai travar investimentos e atração de empresas. Quanto à privatização, o setor público transfere a obrigação de custeio e investimento, que ele não pode hoje fazer ou faz parcialmente. Assume a função de regulamentar e fiscalizar, não de gerir estas estatais. Onde tem viabilidade, deve-se buscar a privatização. Enxuga a despesa de forma definitiva, reduz a máquina pública e fortalece seu poder de investir em áreas mais sensíveis da sociedade, como saúde, educação e segurança. Estamos em um momento crucial e de reflexão. Já chegou a hora de pensar o Estado sem a proteção deste “berço esplêndido” deste ICMS caro. Basta ver que sem o inchaço destas “super alíquotas”, a economia girou melhor, já entregou mais consumo, mais empregos e parcialmente compensou o impacto de sua redução, que se concretiza no médio e longo prazo. A desoneração tributária se paga na soma dos efeitos diretos e indiretos, mas governos que não enxergam longe não sabem fazer este cálculo. Está aberto o debate.

  • Adial e a força da industrialização

    22/09/2022 *Zé Garrote A indústria goiana se consolidou neste século, apesar do longo ciclo de recessão e estagnação econômica que já acumula nos últimos seis anos. Mas a história de lutas e conquistas vem ainda das últimas décadas do século passado, com a forte industrialização dos anos 1980 e 1990. Iniciava ali um ciclo contínuo de expansão e profissionalização do setor em Goiás. Não apenas surgiam marcas, produtos e indústrias diariamente, ganhava força no vocabulário da nossa economia a palavra industrial – que começa a deixar de ser um setor acessório para o protagonismo em Goiás. Exatamente quando este forte ciclo de expansão ganha robustez, em 1995, surge a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiá (Adial), uma entidade com perfil muito profissional, com missões e papel relevantes para o desenvolvimento do Estado, mantendo uma postura isenta e um trabalho contínuo pela consolidação do parque fabril. A Adial surge com propostas diferenciadas, com o foco em defesa técnica do setor, embasadas em estudos jurídicos e ciência econômica; com atuação e apoio na atração de novas fábricas para Goiás; com a atualização, acompanhamento e defesa no Executivo, Judiciário e Legislativo dos programas de incentivos fiscais, que foram diferenciais nas últimas décadas de uma distribuição em todo território nacional do setor industrial, antes concentrados em três ou quatro Estados. Neste mês, a Adial completa 27 anos, ciente da responsabilidade crescente de ser referência na transformação e inovação do setor. Podemos dizer com tranquilidade que se Goiás hoje é reconhecidamente um Estado industrial, as cinco diretorias que nos antecederam na Adial neste período têm um papel relevante, pois são industriais que não só fizeram de suas empresas exemplos e orgulhos para o Estado, mas tornaram a entidade uma vitoriosa em boa parte dos desafios que enfrentou e possibilitou às fábricas goianas essa expansão. Podemos dizer que o trabalho da Adial foi relevante para fazer com que Goiás hoje pense industrialmente. Goiás é hoje referência na produção industrial de alimentos, líder nacional na produção de medicamentos (em volume de produção), o maior entre os emergentes na produção de veículos e de biocombustíveis, entre outros. Aliás, essa diversificação de setores é um dos grandes atributos da nossa indústria, que hoje já está espalhada por mais de 200 municípios goianos – um dado que mostra o tamanho da disseminação no Estado. A Adial, aos 27 anos, chega madura, com projetos focados em setores estratégicos, como desenvolvimento regional, ESG, qualificação da mão-de-obra, incentivos fiscais, logística, comunicação, entre outros. Em meu primeiro ciclo na entidade, fiz questão de fortalecer todas ações implementadas nas diretorias anteriores, que são projetos muito bem elaborados e já consolidados, e estamos evoluindo para novas frentes, como o próprio ESG e um amplo recadastramento industrial, entre outros, que vão fortalecer marca Adial e manter o respeito no setor produtivo goiano. A indústria é um orgulho de Goiás. Grandes nomes e marcas do Estado hoje fazem parte do grande livro do setor empresarial brasileiro. Boa parte destes líderes passaram ou pertencem ainda à Adial. Eles deixaram seu legado e absorveram também a cultura da entidade, que já se consolidou no cenário produtivo de Goiás. Hoje, ao presidir a entidade, compreendo seu tamanho, sua relevância e seu papel mediador, sendo uma cadeira do industrial nas principais mesas de discussões das legislações, dos projetos de desenvolvimento e de planejamento de Goiás. Que a Adial represente, por várias décadas, a força da indústria de Goiás. *Zé Garrote é empresário e presidente do Conselho da Adial

  • O ESG e sua força transformadora

    17/08/2022 *Zé Garrote Por duas gerações, acompanhamos mudanças reais nas empresas. É um processo natural de profissionalização que ocorre de forma orgânica. Uma empresa inspira outras e as ideias ganham velocidade. Logo se tornam práticas comuns em várias companhias. É uma dinâmica presente na experiência que começa com um gestor ou coordenador, depois se torna um departamento, para, naturalmente, se tornar ou compor uma diretoria. Aconteceu com o Recursos Humanos, Responsabilidade Social, Tecnologia da Informação, E-commerce, Compliance, entre outros. Essa mutação benigna no organograma é sinônimo de evolução e profissionalização dos negócios. Aos poucos, já presente em empresas globais e várias nacionais e regionais, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) deixa de ser uma ideia e evolui para montagem de equipes, departamentos e, em breve, diretorias. É natural porque o conceito do ESG soma práticas das empresas nas últimas décadas, como preservação do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar boas práticas de governança. Podemos dizer que, por anos, as empresas se preparam e, com o conceito maduro e a sustentabilidade no centro do debate mundial, vão evoluir para a cultura ESG, estruturando-se para assumir e compensar, de fato, os impactos que gera na sociedade e em todo ecossistema natural. O ponto positivo deste processo é que, diferente de iniciativas anteriores, o ESG é um conceito inserido na gestão e estratégia corporativa, entrando na pauta dos tomadores de decisão. Os indicadores ESG avaliam, metrificam e geram relatórios, com critérios e parâmetros internacionais, as políticas de sustentabilidade, sociais e de governança. A palavra-chave é equilíbrio neste tripé, pois não existe um bom projeto de governança sem ações coerentes nas outras duas áreas. O que vale no ESG é o conjunto da obra. Os projetos de ESG podem ser indutores também de expansão, conquistando clientes, mercado e investimentos – pois todos hoje estão atentos aos indicadores não-financeiros. A competitividade está na convergência do que se produz (produtos e serviços) e o potencial transformador da empresa e sua integração positiva com a sociedade. A Adial é uma estimuladora do conceito ESG. Acreditamos em sua mudança de visão corporativa e também sua aplicabilidade, além do mundo empresarial, no setor público, em todas as esferas de governo. A sociedade está atenta e pronta a cobrar uma agenda privada e pública com objetivos, metas e políticas sustentáveis, sociais e ambientais, além de transparência corporativa. Só o sucesso do ESG, nesta próxima década, transformará o mundo em um lugar melhor. *Zé Garrote é presidente do Conselho da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e empresário

  • Indústria e AgreGO: visão de futuro

    29/07/2022 *Edwal Portilho Tchequinho Competitividade e produtividade representam hoje o que de mais relevante se discute nas mesas de planejamento estratégico para expansão industrial. Este debate ocorre na cúpula diretiva das empresas, mas se engana quem pensa que o debate está restrito às quatro paredes. É muito mais amplo. São setoriais privados, com união de empresas que buscam ganhos competitivos, e também públicos, quando agentes de governos se movimentam para atrair a seus municípios, Estados e países, milhares de empregos, bilhões em investimentos e focos de desenvolvimento. Quanto aos governos, não só atrair, mas também reter – e combater a desindustrialização, uma ameaça real e que avança de forma silenciosa. Goiás, no que se refere a formação de seu parque industrial, é diferenciado. Soube explorar como poucos sua expansão econômica por meio do setor produtivo. Mas, por décadas, a sua estratégia foi copiada Brasil afora. Hoje, apenas repetir políticas de desenvolvimento do passado já não surte o mesmo efeito, pois são dezenas de programas de incentivos, a maioria com propostas muito agressivas, buscando o mesmo investidor. A realidade é que paramos de atrair os principais projetos de investimentos industriais do País há muito tempo e lutamos para manter o sétimo maior parque fabril do Brasil, posição francamente ameaçada por Estados que crescem em ritmo acima do nosso. Dados da CNI mostram que na década 2008-2018, Goiás avançou menos de 0,1 ponto percentual na participação na indústria brasileira (de 2,83% para 2,91%) apesar do imenso esforço feito com programas de incentivos e várias políticas setoriais. O diagnóstico é que ou mudamos a modelo ou vamos encolher (desindustrializar) fortemente. O programa AgreGO é o que vai diferenciar e já está em andamento em Goiás. Um modelo de inteligência de expansão industrial, que mostra ao mercado o quanto estamos à frente do tempo atual dos demais Estados. Idealizado pelo setor privado e executado pelo governo estadual, podemos afirmar que é único no País, inaugura uma nova época de Política Industrial no Brasil, com uma visão real e integrada, setorial, transparente, baseada e estruturada em dados e discutida de forma multidisciplinar, prevê investimento em Saúde e Educação, além de metas de curto, médio e longo prazos – com ênfase na ampliação da autossuficiência econômica e valorização das nossas vantagens competitivas, como ampliar a agregação de valor às matérias-primas no Estado. Enfim, são vantagens que são e precisam ser continuamente aperfeiçoadas e que vão muito além das políticas fiscais e tributárias. O AgreGO fez um amplo estudo desde 2021, onde entrevistou e mapeou setores privados e gestores públicos, localizou gargalos estruturais e localizados, e agora aponta caminhos para aproveitar o potencial industrial goiano entre 2022-2032. Algumas ações já implantadas e baseadas no programa mostram que faz muito sentido sair do modelo linear para explorar características próprias de cada segmento. Simples: se a concorrência é direta e setorizada, assim deve ser o plano de expansão. Defendemos amplo debate e transparência, pois a maior beneficiada do investimento é a sociedade. Em todo o mundo, as indústrias são ativos nacionais, representam inovação tecnológica, criação e atração de negócios de vários setores, empregos de qualidade e ampliação do poder de consumo da sua população – que é uma das bases do desenvolvimento econômico. Mais do que comemorar ter esse novo rumo, temos de trabalhar para que ele se consolide. Edwal Portilho, o Tchequinho, presidente-executivo da Adial

  • O trabalhador é o motor da economia

    02/05/2022 *Zé Garrote Um dos temas mais fortes da economia nos últimos doze meses é a perda do poder de compra do consumidor brasileiro. A inflação e o desemprego afetaram diretamente a renda das famílias, o que transformou uma expectativa de retomada dos negócios em grande frustração. Esse comportamento mostra que o motor da economia é o consumidor. E quem é o consumidor? Em 90% dos casos, são trabalhadores. Quando a massa salarial reduz, temos um choque negativo na economia. Cai o consumo; derruba a produção e o emprego. É importante observar que a indústria brasileira fechou no vermelho em sete dos últimos dez anos. O encolhimento do PIB industrial não é exatamente só o encolhimento do setor. É reflexo do empobrecimento do trabalhador – ora porque os salários estagnaram ora porque o desemprego e subemprego aumentaram. A indústria goiana, mesmo com essa retração da última década, assumiu o posto de maior empregador formal do Estado. É um orgulho para o setor. Ao somar indústria da transformação e da construção civil, além de quase um terço dos contratados no setor de serviços, que trabalham terceirizados em fábricas, o emprego industrial supera 500 mil vagas formais no Estado. Ao se considerar, segundo dados da Rais de 2021, todos que estão envolvidos em trabalhos diretos e indiretos com as indústrias, o número supera 1,2 milhão de pessoas. A Adial entende que é uma grande responsabilidade lidar com muita atenção com as causas dos trabalhadores, que são determinantes, seja na produção ou no consumo. O diálogo e união marcam a relação da associação com centrais, sindicatos e organizações de trabalhadores, que têm portas abertas na entidade – e frequentemente estamos juntos em debates e demandas conjuntas. A empregabilidade é uma das bandeiras da entidade. Não apenas pela carência de mão de obra, um gargalo do País, mas também pelo estrago social que traz este desastre que é o desemprego. A Adial identificou que uma parte relevante deste desemprego estrutural está associada à qualidade da mão de obra. Nossa sociedade acompanha de forma lenta a evolução do emprego. Com isso, a Associação desenvolve o projeto Adial Talentos que é uma inserção da entidade neste novo mundo. A primeira ação foi criar um aplicativo, que pode ser baixado no celular – que aproxima as vagas abertas em nossas indústrias e operadores logísticos – agora com adesão de outros setores – do trabalhador que procura um emprego. Tudo sem custo para os dois lados. O foco é identificar vagas abertas e ligá-las imediatamente a trabalhadores, em qualquer canto do Estado, que estão sem trabalhar. Neste Dia do Trabalhador, destacamos a relevância maior desta categoria para todo sistema econômico, e manifestamos nossa admiração por suas lutas, pois, junto aos empresários, representamos os maiores contribuintes, em bons sentidos, que sustentam e constroem este País. Trabalhando unidos, em prol do desenvolvimento, somos mais fortes. Aos trabalhadores, nosso aplauso. *José Garrote é presidente do Conselho de Administração da Adial

  • A caminho da década perdida

    27/06/2022 Estudo mais recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseado em dados oficiais do IBGE, acende o sinal de alerta para o setor em Goiás. Durante alguns anos, apesar de termos a nona maior economia estadual do País, um indicador sempre relevante para mostrar nossa força setorial, foi ter alcançado a sétima posição entre parques industriais no Brasil. Para uma industrialização recente como a goiana, é uma conquista muito relevante e revela o esforço pelo desenvolvimento e seus impactos já são sentidos em indicadores sociais e econômicos, como o IDHs e o Índice de Gini das regiões industriais. Mas a sétima posição está ameaçada pelo forte crescimento de outros Estados, como a Bahia. Goiás deu passos tímidos na atração de investimentos desde meados da década passada e perdeu, de fato, competitividade na atração de grandes projetos industriais e também da expansão dos aqui instalados – que, em parte, optaram por fazer novos investimentos em outras plantas em outros Estados. Em 2018, Goiás tinha 15.827 indústrias – duas mil a mais que o parque industrial baiano. No último dado divulgado, Goiás avançou para 17.178, mas a Bahia teve um crescimento mais vigoroso, chegando a 16.594 – encostando praticamente e perto de tirar a posição de Goiás. A Bahia expandiu três vezes mais que Goiás no período. Este pode ser considerado um bom indicador de competitividade, mas se avançarmos em outros números e também no cenário mais empírico, vamos lidar com a mesma realidade: Goiás avança a passos lentos e é bem menos atrativo hoje do que já foi na década passada. Nas mesas de estratégias das médias e grandes indústrias, não me lembro, nas últimas décadas, Goiás esteve tão pouco presente. A questão maior é que os outros Estados avançaram em suas estratégias de captação de negócios, melhoraram seus programas, adaptaram suas economias, aprimoraram suas vantagens competitivas e Goiás, desde 2015, passou a ser questionador da sua própria política de desenvolvimento – essa crise de identidade custa caro hoje, com perda de grandes investimentos e milhares de empregos. Essa insegurança é uma imagem que precisa descolar de Goiás. Temos nossos programas e um perfil desenvolvedor – pioneiro e maior defensor, aliás, no modelo que hoje é copiado por todos. Temos o AgreGO, um inédito plano diretor da indústria goiana, que será uma referência para o setor no País, que precisa dar passos largos. No entanto, teremos de agir rápido para evitar que percamos o protagonismo econômico do Centro-Oeste, por exemplo. Hoje, não somos referência regional – se em parque industrial estamos sob risco para a Bahia, em outros, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já começam a despontar na região, com ritmo de expansão maior do que o goiano. Precisamos de uma sala de situação focada no desenvolvimento que atue 24 horas em prol de Goiás. É preciso captar o movimento dos negócios com rapidez para absorver ganhos, inclusive, tributários, pois, como já mostramos, a engenharia dos impostos no Brasil exige que façamos contas para favorecer o Estado. Um exemplo, entre tantos, pode ser citado na arrecadação de tributos no setor da soja, que, ao não estimular o processamento no Estado, se esvai quase toda na compensação de créditos tributários quando ‘importamos’ a soja processada em Estados vizinhos. Perdemos empregos e “pagamos” caro por não industrializar. É mais barato e inteligente estudar todos setores que geram crédito a compensar e trazer este parque industrial para dentro do Estado, só para ficar em um exemplo. A avaliação é que os efeitos da política correta de expansão dos Estados emergentes já comprometem a posição de destaque alcançada por Goiás em três décadas de forte expansão da industrialização. Em dois ou três anos, vamos completar uma década do início da nossa estagnação. Será nossa década perdida – com perdas que hoje já nos assustam. É preciso de uma reação urgente e inteligente. *Edwal Portilho, o Tchequinho, é presidente-executivo da Adial (Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás)

  • Goiás é industrial

    25/05/2022 *Zé Garrote A indústria é um agente econômico de grande relevância em Goiás. Neste Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, temos muito a comemorar no Estado. De fato, Goiás é reconhecido nacionalmente pela força do agronegócio. Mas basta colocar uma lupa nos dados econômicos que teremos consciência do impacto da crescente industrialização do Estado nas últimas décadas. Se crescer é um desafio da indústria goiana, se manter entre os maiores hoje é um fundamental, mas nada nos garante essa posição. A industrialização é democrática, tendo vantagens competitivas, podem-se alcançar posições importantes. Como Goiás cresceu por ser interessante por mais de duas décadas, pode tombar se perder sua competitividade industrial diante de outros Estados. O ambiente é de evolução dos Estados concorrentes. Revisar sempre o modelo goiano e buscar um contínuo ambiente de negócios mais favorável é o segredo da longevidade da industrialização. É a garantia de um amanhã industrial. Hoje, podemos, sem sombra de dúvida, dizer que Goiás é industrial – com um salto vigoroso de uma economia incipiente nos anos 1970, quando representava 7% do PIB goiano, para 27% do PIB atualmente. Entre suas características, destacam-se o fato de ser bem distribuída no Estado (mais de 200 municípios têm indústrias) e bastante diversificada, com dezenas de setores com alto desempenho e mercado nacional. Com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), podemos avaliar mais profundamente a força da economia industrial goiana. São cerca de 16 mil empresas formais, com outras nove mil na indústria da construção, o que representa 15% de todas as empresas do Estado – é o sétimo maior parque industrial do País. Pela ótica do emprego, que é o motor da economia, verificamos que as fábricas goianas respondem por 250 mil empregos diretos. Agregando com a indústria da construção, o setor gera mais de 320 mil empregos – chega a 25% dos empregos formais do Estado. É correto dizer que a indústria goiana, somando transformação e construção civil, só fica atrás na geração de empregos do setor de serviços, no entanto, é bom destacar que uma parte considerável das empresas de serviços – cerca de um terço – representa vagas de terceirização gerada para atender a demanda dentro das indústrias. Ou seja, o número total é bem maior do que as carteiras assinadas apenas pelas fábricas, pois envolve terceiros e coligados. Dados da Rais 2021 mostram melhor este número. O indicador aponta que mais de 1,1 milhão de goianos, de uma forma direta ou indireta, trabalham no setor industrial no Estado. Esse número soma empresários, sócios, colaboradores, terceiros, coligados, demais modelos de contrato que envolvem o setor. Ou seja, da população economicamente ativa, quase um quarto tem alguma relação de negócio ou trabalho com o setor. Importante destacar que a indústria goiana é representativa no cenário nacional. Apesar de uma industrialização recente, o Estado já se posiciona bem no ranking de setores importantes, como o líder na produção de medicamentos no País, além do destaque na produção de alimentos, etanol, automóveis, entre outros. A Adial considera que cada industrial instalado em Goiás é um desenvolvimentista por natureza, pois a indústria é um dos alicerces da economia goiana, sendo uma das maiores geradoras de empregos e tributos – o que contribui de forma privada ou pública para redução de desigualdades da nossa sociedade. Ampliá-la é estratégico. *Zé Garrote é empresário e presidente do Conselho de Administração da Adial

  • A força da TecnoShow Comigo

    04/04/2022 *José Garrote O Brasil é um País de grandes centros urbanos, mas, em todos os aspectos, com o pé no interior. E, na economia, não é nada diferente. Nesta semana, Rio Verde será a capital do agronegócio brasileiro, com a realização da TecnoShow Comigo, evento que estima uma movimentação de mais de R$ 3,4 bilhões em negócios, a segunda maior feira do setor do País, que agora chega na 19ª edição. Serão mais de cem palestras, com renomados profissionais do Brasil e internacionais, com mais de 580 expositores e cerca de 120 mil visitantes. Durante a feira, são criados oito mil empregos. É um dos primeiros eventos econômicos de grande porte a serem retomados no Estado. A TecnoShow representa a retomada, que une em um só lugar o que tem de melhor em tecnologia, inovação, negociações, lançamentos e capacitação. A TecnoShow Comigo é também simbólica. Abre oficialmente a realização dezenas de feiras agropecuárias pelo interior do Estado, mesmo sendo estas de menor porte e mais segmentadas por produtos de cada região, representam, quase sempre, o principal evento de cada município, movimentado cadeias empresariais e do entretenimento – com efeito econômico e até psicológico, pois vai marca a retomada da vida social depois de quase 24 meses de quarentena e decretos de fechamento durante a pandemia da covid-19. E dentro de um evento tão relevante vamos perceber claramente a força do agro, popularizado pelo slogan: “Agro é tech, Agro é pop, Agro é tudo”. Na TecnoShow Comigo, observa-se claramente a força desta frase. E, sem muito esforço, pode até mesmo complementá-la sem qualquer prejuízo, substituindo “agro” pela palavra “agroindústria”, pois não tem um centímetro quadrado do evento que estes dois setores não se mostram unidos e interdependentes. Da transformação da matéria-prima do campo em produto industrializado aos fertilizantes e insumos agrícolas, do maquinário e equipamentos às grandes marcas nacionais e internacionais presentes como expositores ou geradores de negócios, praticamente, em todos os cantos deste, o segundo maior evento agro do País, estão lá as marcas industriais. O agro se profissionalizou e é cada vez mais industrial. É, aliás, o setor âncora do País hoje, mesmo que não tenha toda a valorização estratégica necessária, o mesmo mal que também sofre o setor industrial há décadas. A economia privada no Brasil, como um todo, se fortalece nas dificuldades e sai sempre maior a cada turbulência – e, se tivesse menos amarras e uma carga tributária tão elevada, seria uma das maiores do mundo. Ao agro, nossa admiração e confiança, nossa cada vez maior integração setorial, que não se sabe onde começa um e onde acaba o outro. Parabéns a agroindústria brasileira e viva a TecnoShow Comigo. *José Garrote é presidente do Conselho de Administração da ADIAL

  • Após 27 anos Adial terá nova sede

    03/02/2023 A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) terá novas instalações. Com o objetivo de ampliar e fortalecer os trabalhos já desenvolvidos, as obras da nova sede já foram iniciadas no dia 21 de janeiro, e a expectativa é de que a mudança da entidade, que sairá do quarto andar do Edifício Rizzo Plaza, no Setor Sul, em Goiânia, para o oitavo andar do mesmo prédio, aconteça em até seis meses. O presidente da Adial, Zé Garrote, destaca que a entidade ocupa a mesma sala há 27 anos e, com a expansão das atividades, da indústria goiana e do número de associados, houve a necessidade de mudança para melhor atender as demandas. “A nova sede representará os avanços da indústria, hoje mais pungente, tecnológica e dinâmica”. O projeto e a execução arquitetônica são realizados na modalidade “Built to Suit”, expressão em inglês – na tradução livre “feito sob encomenda” – utilizada para designar um imóvel que é construído levando em consideração as necessidades, expectativas e características próprias do negócio. Zé Garrote explica que a obra traduz o conceito de transparência da Adial. “Estamos executando de forma racional, inteligente e sustentável para atender as necessidades na forma visual e ergonômica, tudo isso irá impactar na produtividade dos trabalhos”, disse. Como foi projetado para a atividade da Adial, considerando a dinâmica das ações que já são realizadas, o espaço – que mantêm a mesma metragem atual- será mais funcional, o que refletirá em melhores respostas para as demandas dos empresários goianos. Segundo o presidente executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, o ambiente possibilitará mais qualidade no atendimento, com salas modernas, acessíveis e tecnológicas. “De portas abertas aos associados, a nova sede apresentará um layout com transparência e integração. Haverá salas disponíveis para reuniões e videoconferências para eventuais demandas dos associados e melhorias na climatização. Será confortável e privativo para os executivos que necessitarem deste ponto de apoio”, destacou. Tchequinho disse ainda que este é mais um passo da entidade para o futuro, pois a realidade do trabalho tem se transformado nos últimos anos, além da própria Adial estar em constante crescimento. “Estamos nos adequando para oferecer melhor conforto também para os colaboradores. Com mais estrutura e ferramentas”, disse. A Adial A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) atua há 27 anos desenvolvendo importantes ações para o desenvolvimento econômico goiano, com impacto positivo nas indústrias e na qualidade de vida da população. São quase três décadas como referência na defesa e no fortalecimento industrial. Fundada em setembro de 1995, a entidade desde então luta pelos programas de incentivos fiscais e investe fortemente no diálogo com o governo e a sociedade. São inúmeras atividades que vão de parcerias voltadas para o setor produtivo à formação e capacitação de trabalhadores.

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