BRF ANUNCIA NOVOS INVESTIMENTOS EM GOIÁS

Empresa tem programado R$ 89 milhões em projetos para retomada
de linhas de produção e adequação de unidades fabris

A BRF, uma das maiores empresas globais de alimentos e importante empregador no estado de Goiás, anunciou hoje investimentos de R$ 89 milhões em suas operações em Goiás. Até 2020, a companhia tem previstos gastos de R$ 68 milhões em novos projetos para ampliação das fábricas de Mineiros, Rio Verde e Buriti Alegre. Além disso, outros R$ 21 milhões serão direcionados à modernização e melhorias em unidades no Estado.

“Já havíamos retomado a produção Chester® Perdigão na nossa planta em Mineiros e agora damos um novo passo. Dois terços do total que investiremos são novos projetos de expansão, dobrando a capacidade de abate de frangos. Isso mostra que a parceria da BRF com o estado de Goiás avança e se amplia de forma consistente”, afirmou o diretor presidente da BRF, Lorival Luz.

O anúncio foi feito em reunião realizada hoje com o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO), o deputado federal José Schreiner, o Secretário de Indústria Comércio e Serviços, Wilder Morais, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos Neto, e o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios, Adonídio Neto Vieira.

Com o projeto anunciado hoje, a linha de produção de perus em Mineiros, que havia sido paralisada depois do fechamento do mercado europeu às exportações no ano passado, será adaptada para a produção de frangos que abastecerá o mercado nacional. Os abates na unidade vão aumentar em cerca de 120%, saltando de 58 mil toneladas ano atualmente para 128 mil toneladas ano ao fim do projeto.  A expectativa da BRF é que quando a produção atingir seu pico, os novos postos de trabalho gerados diretamente podem chegar a cerca de 600. A adequação em Rio Verde será na ampliação da capacidade da fábrica de ração da unidade, que passará a produzir 30% além da capacidade atual e em Buriti Alegre os recursos vão permitir que a unidade passe a produzir também para o mercado Halal.

O movimento de retomada da produção em Mineiros já havia sido iniciado em março, quando a companhia transferiu para a cidade toda a produção Chester® Perdigão, que soma 28,5 mil toneladas. Além, disso, entre 2014 e 2018, a BRF investiu mais de R$ 440 milhões nas unidades de Goiás nas linhas de frigoríficos de aves e suínos das fábricas goianas, além de melhorias estruturais.

Além do impacto direto das operações da BRF, também estão previstos investimentos adicionais pelos produtores integrados à companhia. A estimativa é que o valor possa chegar a cerca de R$ 80 milhões nos próximos dois anos, especialmente no caso de Mineiros, onde as granjas atuais terão que ser adaptadas para o alojamento de frangos em vez de perus. Mais de 80 integrados retornarão às operações da BRF na região.

A BRF mantém quatro unidades de produção de aves, suínos e processados, além de dois centros de distribuição no Estado. A companhia possui em torno de 10 mil colaboradores diretos e mais de 500 produtores integrados. No total, as fábricas da BRF em Goiás possuem a capacidade de produção instalação de mais de 800 mil toneladas/ano e além do mercado interno, atendem regiões como África, Américas, Ásia e Oriente Médio.

Bruno Ferla, vice-presidente Institucional, Jurídico e Compliance, Fabio Stumpf, diretor Geral de Agropecuária, Grazielle Parenti, diretora Global de Relações Institucionais e Ana Carregaro, gerente executiva de Relações Institucionais da BRF, também acompanharam a agenda.

Fonte: BRF -Imprensa

https://imprensa.brf-global.com/pt/noticias/brf-anuncia-novos-investimentos-em-goias/

Indústria do Emprego – Oportunidades que transformam vidas

No programa “Indústria do Emprego” vamos mostrar como a atração de indústrias para todo Estado, possibilitou a criação de centenas de milhares de empregos em Goiás fazendo com que trabalhadores de várias partes país viessem em busca de uma vida com mais qualidade e estabilidade. Assim foi com o Donizete e a Rosy, que saíram de seus estados e encontraram essa grande oportunidade em Formosa, região do Entorno no Distrito Federal.

Distritos industriais precisam de licitude e agilidade”, diz diretor executivo da Adial

Para o diretor executivo da Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho, o Chequinho, os distritos industriais públicos — tanto do Estado como de municípios — precisam de medidas que vão além de mais rigidez. Para ele, é necessário licitude e agilidade para gerar investimentos.

“Ao longo dos anos alguns distritos tiveram objetivos de suas áreas mudados. Há casos de chácaras de lazer nesses conglomerados, que servem para outro fim que não é o fomento da indústria ou a geração de emprego. Então falta, nesse caso, Legislação e fiscalização”, disse.

Para Portilho, a agilidade na liberação de áreas para empresas que garantam investimento é, portanto, fundamental para mudar esse cenário. “Já perdemos indústrias em Goiás que reservaram espaços, mas na hora de garantir o financiamento foram barrados por questões de Legislação, não conseguiram anuência”, disse ao justificar o porquê de uma necessidade de mudança jurídica nesse processo.

Estado

Na segunda-feira, 12, o novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Pedro Sales, anunciou uma reestruturação com foco na recuperação dos 35 distritos pertencentes ao Estado. Uma das medidas é uma mudança no regulamento.

“Nós estamos estudando as possibilidades jurídicas, mas já identificamos dois focos de problemas, que são as alienações em particulares e a colocação de imóveis da Codego em hipotecas. Nós estamos pensando em soluções que respeitem os investimentos em particular, mas ao mesmo tempo prestigie o patrimônio público, o interesse público, a função social da área”, apontou Sales.

Sobre isso, o diretor da Adial disse que concorda que há de se ter mudanças, mas defende um outro caminho que priorize as vendas dessas áreas por mais agilidade e investimento. “Caso não tenha sido por pura especulação imobiliária, se o empresário ficou no distrito por um tempo, mas não deu certo e ele quer vender não há nada de errado”, disse.

Ele avalia que, pelo contrário, isso movimenta a Economia quando facilita a entrada de uma outra atividade, que tenha a finalidade do distrito e gere investimento.  “Quanto antes o prédio parado passar para outra empresa trabalhar, desde que com licitude, melhor”, finalizou.

Fonte: Jornal Opção

Decreto beneficia atacadistas goianos

Publicado: 12/08/19 14:43

Atacadistas de grãos, que adquirem principalmente soja e milho do produtor goiano, podem a partir de agora obter Termo de Credenciamento nas Delegacias Regionais de Fiscalização para pagamento do ICMS nas operações de Substituição Tributária. A medida está prevista no decreto nº 9.495, publicado nesta segunda-feira, dia 12, no Diário Oficial do Estado (DOE) e facilita a vida do contribuinte. Até agora era exigido Tare (Termo de Acordo de Regime Especial) do contribuinte com a Secretaria da Economia.

A mudança vale para o anexo VIII do Regulamento do Código Tributário do Estado de Goiás e aplica-se nas sucessivas saídas de um para outro estabelecimento industrial e também nas saídas de produto agropecuário efetuadas por estabelecimento comercial que seja substituto tributário. Com o Termo de Credenciamento, a empresa assume a condição de substituto tributário. O prazo é de 90 dias para solicitar o novo termo nas delegacias fiscais, para quem tem o Tare.

Fonte: Portal Goiás
http://www.goias.gov.br/noticias/43-economia/66288-decreto-beneficia-atacadistas-goianos.html

BRF volta a registrar lucro após 3 trimestres seguidos de perdas

Companhia registrou lucro líquido de R$ 191 milhões nas operações continuadas no 2º trimestre, ante prejuízo de R$ 1,435 bilhão no mesmo período do ano passado.

 

A BRF, maior exportadora de frango do mundo, voltou a registrar lucro no 2º trimestre, após 3 trimestres seguidos de perdas, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (9).

A companhia registrou lucro líquido de R$ 191 milhões nas operações continuadas entre abril e junho, ante prejuízo de R$ 1,435 bilhão no mesmo período do ano passado e após perda de R$ 113 milhões no 1º trimestre.

Já o lucro societário atingiu R$ 325 milhões no 2º trimestre, ante prejuízos de R$ 1,466 bilhão e R$ 1,012 bilhão nos trimestres anteriores.

A companhia atribuiu o resultado à “melhora operacional em todos os segmentos, menores despesas financeiras líquidas e impactos não-recorrentes relacionados ao ICMS”.

A receita líquida somou R$ 8,34 bilhões no 2º trimestre, alta de 18% na comparação anual.

 

Fonte: G1.globo.com

Nestlé vende fábricas e licencia produção de leite UHT para Bela Vista

Nestlé Brasil e o Laticínios Bela Vista, proprietários das marcas Piracanjuba e LeitBom, anunciaram hoje um acordo que firma parceria entre as duas empresas para a produção e distribuição de leite UHT no país. Por meio desse acordo, a Nestlé vai licenciar suas marcas Ninho e Molico, exclusivamente para o segmento de leite líquido no Brasil, para o Laticínios Bela Vista, por um período de dez anos.

O objetivo da parceria é que os donos da marca Piracanjuba acelerem a expansão do segmento UHT no país a partir de sua reconhecida expertise no mercado de leites e posicionem as duas marcas icônicas da Nestlé como líderes também nessa categoria.

“Este é o início de uma parceria entre empresas que possuem forte presença nos lares brasileiros e que contam com a confiança dos consumidores. Acreditamos que encontramos o parceiro ideal para alavancar nossas marcas no segmento de leite UHT”, afirma Marcelo Melchior, presidente da Nestlé Brasil.

Pelo acordo entre as empresas, o Laticínios Bela Vista assumirá as unidades da Nestlé que hoje produzem os leites UHT, aproveitando, assim, as linhas já instaladas e, principalmente, absorvendo os funcionários dessas localidades: Três Rios (RJ) e Araraquara (SP) e parte da fábrica de Carazinho (RS). Dessa forma, os colaboradores da Nestlé que atuam nesses sites serão transferidos para a nova empresa e contribuirão para as estratégias de crescimento e aceleração dos negócios no setor.

Um dos pontos fundamentais ao longo da negociação entre as empresas foi a manutenção dos postos de trabalho. “Consideramos que as pessoas são essenciais para ampliarmos a presença das marcas Ninho e Molico no país, e para dar o atendimento que tanto os consumidores como o trade merecem”, comentou Cesar Helou, superintendente do Laticínios Bela Vista.

As duas empresas estão comprometidas com uma transição bem-sucedida do negócio, de modo a não impactar os consumidores, fornecedores ou os pontos de venda. “Admiramos a Nestlé há muito tempo e ficamos muito felizes e honrados com essa parceria. É uma empresa que nos inspira a sermos melhores a cada dia, buscando a excelência nos produtos e serviços, com muito respeito aos consumidores, aos colaboradores e a sociedade. Temos muito a crescer juntos”, reforça o também superintendente da Piracanjuba, Marcos Helou.

Nos próximos dias, os termos do acordo serão submetidos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A estimativa é de que a operação entre em vigor até o fim do ano.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

Semad oferece parcelamento de multas e débitos ambientais

A Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) passa a oferecer a possibilidade do parcelamento de multas e demais débitos ambientais. A Instrução Normativa 04/2019, que dispõe sobre parcelamento de créditos de autos de infração, foi publicada no último dia 02/08 no Diário Oficial do Estado pela Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad Goiás).

 

O parcelamento pode ser feito em até 60 parcelas, sendo que a primeira deve corresponder a 10% do valor atualizado do débito.

 

As demais parcelas não podem ter valor inferior a R$ 500. As multas ambientais são geradas por infrações como desmatamento e captação de água ilegais, fogo em áreas florestais, impedimento da fiscalização da Semad e outras.

 

Para fazer o parcelamento, o interessado deve protocolar a documentação que está listada no termo de acordo de parcelamento, que pode ser acessado aqui.  O parcelamento também pode ser feito por procuração, que deve conter poderes de firmar compromisso e de renunciar a defesa quanto ao valor e à procedência do débito.

 

Segundo o Gerente de Contencioso Administrativo da Semad, Rodrigo Resende, a instrução normativa é fruto do trabalho conjunto de vários setores da Secretaria, sob a gestão da secretária Andréa Vulcanis, como o Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), Gerência de Tecnologia e da Gerência de Contencioso Administrativo.  “Seguimos a metodologia adotada pela Procuradoria Geral do Estado, que já tem muita bagagem no parcelamento de créditos tributários, trazendo as melhores técnicas para viabilizar aumento da arrecadação.”, esclarece Resende. O gerente também conta o parcelamento atende a uma demanda de mais de trinta processos que aguardavam essa possibilidade.

 

Os interessados em fazer o parcelamento podem comparecer à sede da Semad, no segundo andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Em caso de dúvidas, enviar email para rodrigo.resende@goias.gov.br ou pelo telefone: 3201-5217/5289.

Goiás foi o 2º Estado com maior renúncia sobre o ICMS em 2018

Estudo da Febrafite mostra que benefícios correspondiam a 50% da arrecadação no Estado; para setor produtivo, porcentual já é bem menor após cortes

 

 

 

 

 

 

Paulo Sérgio, presidente do Sindifisco,
vê “distorções nas renúncias” (Foto: Divulgação)

Goiás foi o segundo Estado brasileiro com o maior porcentual de renúncia fiscal sobre a arrecadação de ICMS em 2018. Segundo um estudo da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), o governo goiano abriu mão de R$ 7,862 bilhões para incentivar empresas no ano passado, o equivalente a 49,9% de sua arrecadação de ICMS, que foi de R$ 15,755 bilhões, atrás apenas do Amazonas, onde a renúncia foi de 69,2%. Setor produtivo diz que não há renúncia fiscal e lembra que Estado já fez vários cortes este ano.

Os Estados executam políticas públicas por meio do próprio sistema tributário, concedendo isenções ou reduções tributárias a determinado setor da economia. Mas, para a Febrafite, a falta de transparência e de avaliação dessas políticas acabam por minar o benefício potencial para a sociedade e elevando o custo para a administração pública. De acordo com a entidade, as renúncias são motivadas pela guerra fiscal entre estados, que criam incentivos para aumentar a competitividade de sua região em relação às demais, mas sem avaliar os efetivos impactos das medidas.

Considerando 19 Estados que concentram 92% da arrecadação de ICMS no País, as renúncias tributárias alcançaram R$ 83 bilhões em 2018, ou 18,6% do imposto arrecadado, um crescimento de 15,3% em relação a 2012. Neste período, a arrecadação cresceu 2,2%. Para o presidente do Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado (Sindifisco-GO), Paulo Sérgio Carmo, de 2002 para cá, Goiás passou a atuar de forma agressiva e até irresponsável na concessão de incentivos fiscais.

Segundo ele, empresas que deveriam ter recolhido entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões anuais, recolheram apenas R$ 70 mil por conta de incentivos acumulados com outros benefícios, como crédito outorgado. “Empresas foram atraídas por um programa robusto de incentivos, com o tempo passaram a exigir mais benefícios”, diz Paulo Sérgio. Ele afirma que, com crédito outorgado e outros benefícios adquiridos, há empresas que não recolhem nem 1% do ICMS estimado.

Para o presidente do Sindifisco, o problema são as distorções nas renúncias, que devem ser atacadas. Segundo ele, se for feita uma relação entre o volume de incentivos e benefícios concedidos e a quantidade de empregos e desenvolvimento gerador por algumas empresas, antes elas não tivessem vindo. “São empregos que custaram milhões. Seria mais barato para o Estado pagar estes salários para o trabalhador ficar em casa”, ressalta Paulo Sérgio. Ele acredita que não há vantagem para o Estado em atrair empresas que não irão gerar um mínimo de receita. “Algumas ao invés de recolher, ficam até acumulando créditos. Um grande prejuízo para o Estado”, completa

O presidente do Sindifisco lembra que empresas chegaram a negociar crédito acumulado entre elas, o que foi proibido por decreto desde 2015. Segundo ele, enquanto tem suas receitas corroídas, o Estado joga nas costas do Fisco a responsabilidade pelo aumento da arrecadação, ao invés de tomar as medidas necessárias para corrigir as distorções. “Há um esforço da equipe de administração tributária, dando alternativas para que o governo possa tomar as melhores decisões, mas é preciso celeridade”, adverte.

Para tentar reduzir um déficit orçamentário estimado R$ 3,4 bilhões no início deste ano, o governo do Estado já adotou algumas medidas para reduzir os incentivos em mais de R$ 1 bilhão. Uma das principais foi o aumento da alíquota do Protege para 15% e da taxação sobre o setor automotivo.

A Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial) diz que os dados do estudo não batem com os números oficiais, no Portal da Transparência, cujo valor de renúncias seria bem menor, colocando o Estado na quinta posição, e não na segunda, e nem são compatíveis com outros estudos independentes já apresentados. Segundo a entidade, falta uma similaridade de comparação, pois cada estado tem um modelo fiscal próprio, o que reflete diretamente na sua contabilidade, distorcendo naturalmente a comparação. “Não se compara realidades diferentes para definir um ranking”, afirma a Adial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Popular

Problemas em Goiás preocupam grupo Enel

Por Camila Maia | De Nova York

 

 

 

 

Os problemas políticos relacionados à concessão de distribuição de energia de Goiás podem afastar novos investimentos da italiana Enel na região, indicou Maurizio Bezzeccheri, presidente da Enel Americas, que é controladora da Enel Distribuição Goiás (antiga Celg D).

Na terça-feira, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse, em suas redes sociais, ter ouvido do governo de Jair Bolsonaro que a concessão da distribuidora poderia ser cassada, devido aos embates entre o governo e a concessionária.

A Enel rebateu a informação e disse não ter sido notificada nem pelo governo nem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre sua concessão, e destacou que tem investido em média 3,5 vezes mais na distribuidora, desde que assumiu, em relação ao que era aportado pelo governo antes de concessionária ser privatizada.

O cerne da questão está em uma lei aprovada no início do ano pela assembleia legislativa goiana e sancionada pelo governador, que determinou que a Enel será obrigada a arcar com dívidas administrativas e judiciais da empresa geradas entre 2012 e 2015, quando ela ainda era estatal. Até então, estava vigente uma lei que determinava que esse passivo seria bancado por um fundo criado pelo governo estadual, fruto do acordo de gestão compartilhada firmado entre a Eletrobras e o governo goiano em 2012.

A Enel foi à Justiça e obteve uma decisão favorável na briga, que ainda deve seguir para outras instâncias. A criação desse fundo, que é pago por impostos, foi uma condição para que a privatização da Celg fosse bem sucedida. “Todos os negócios precisam ser confiáveis e estáveis, precisamos de um cenário legal e regulatório estável”, disse Bezzeccheri.

Neste momento, apesar da agenda contra a privatização da distribuidora de energia, o governo goiano estuda a privatização da Celg Geração e Transmissão (Celg GT) nos próximos anos. A Enel tem uma hidrelétrica na divisa entre Goiás e Minas Gerais (a usina Cachoeira Dourada) e, por causa da distribuidora, é vista pelo mercado como uma candidata natural a arrematar a estatal em um eventual leilão.

Questionado sobre o assunto, Bezzeccheri afirmou que “primeiramente temos de resolver as questões relacionadas à distribuidora”. Enquanto isso, a companhia não vê outros investimentos em Goiás.

“A estabilidade das regras do jogo é fundamental para investimentos”, disse Bezzeccheri. Crises como a de Goiás, segundo ele, precisam ser vistas com cuidado. “Às vezes, considerações políticas de curto prazo não se dão conta das consequências e dos danos no longo prazo”, afirmou.

O presidente da Enel Americas participou, ontem, na Bolsa de Nova York (Nyse) de evento para celebrar os 25 anos de listagem da companhia.

A repórter viajou a convite da Enel

Matéria: Jornal Valor Econômico

Estados aprovam texto de proposta da reforma tributária

Alternativa definida por secretários de 26 Estados e do Distrito Federal ainda vai passar por chancela dos governadores antes de ir para o Congresso

 

 

 

 

 

 

Para Mansueto Almeida, será preciso muita conversa
sobre projetos

Secretários dos 26 Estados e do Distrito Federal aprovaram nesta quarta-feira a redação de uma proposta de reforma tributária para ser encaminhada ao Congresso Nacional. O texto ainda passará por chancela dos governadores, o que pode ocorrer na semana que vem. O texto foi aprovado em reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Os gestores decidiram que apresentarão uma proposta criando um comitê gestor somente com Estados e municípios, sem a participação da União, para o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), proposto na reforma tributária que está na Câmara. O texto irá trazer uma alíquota mínima, ainda a ser definida, e cada Estado ou município poderá alterar o porcentual. A União não poderá definir a alíquota do imposto, mas ainda terá participação na arrecadação, de acordo com a medida. Os secretários querem ainda criar um fundo de desenvolvimento regional para atender principalmente as regiões Norte e Nordeste, e um fundo de equalização de perda de receitas que eventualmente ocorrer com as mudanças.
O benefício da Zona Franca de Manaus será mantido no mesmo molde das regras atuais, de acordo com a proposta desenhada pelos Estados. Também no texto, a Justiça estadual será a instância para julgar contenciosos administrativos envolvendo o IBS. Uma base ampla para englobar serviços digitais na tributação faz parte da proposta.

diálogo

A reforma tributária demandará um bom diálogo político para transformar as cerca de cinco propostas existentes em uma, disse ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, ao ser perguntado se o governo não dificultará a tramitação da reforma ao querer também enviar uma proposta sua ao Congresso.

“Vai precisar de um bom diálogo político para transformar quatro ou cinco propostas em uma”, disse o secretário após ter participado de evento no Insper, em São Paulo.

Hoje estão sendo debatidas a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 45) em versões propostas pela Câmara dos Deputados, pelo ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), pelos Estados e a que o governo federal pretende enviar também. “Você vai ter que transformar estas propostas em uma só. Vamos depender de todo esse processo benéfico da Previdência: um bom debate público para conscientizar as pessoas, uma boa articulação política que envolva tanto pessoas do lado do governo e líderes partidários para trabalharem em conjunto para se chegar a um consenso e ter a aprovação. Esse processo começa agora”, disse Mansueto. Sobre a intenção dos Estados de alterarem o texto para poderem ter mais autonomia na definição de alíquotas, Mansueto disse que nas várias propostas que já estão na Câmara os Estados já têm essa autonomia. “Eles podem ter um imposto local com uma taxa adicional ao imposto federal. Só que aquilo vai valer para todos os produtos naquele Estado.”

Matéria: Jornal o Popular