Zoom admite falhas de segurança após alta na demanda por videoconferências

Plataforma fundada há nove anos passou de um fornecedor de software corporativo pouco conhecido fora do mundo dos negócios para ferramenta social quase onipresente

O diretor-presidente da plataforma de videoconferências Zoom Video Communications, Eric Yuan, não tem registrado um bom resultado ao enfrentar o desafio de gerenciar um crescimento vertiginoso em época de covid-19.

Em um mês, a plataforma de videoconferências fundada há nove anos passou de um fornecedor de software corporativo pouco conhecido fora do mundo dos negócios para uma ferramenta social quase onipresente aos americanos e, mais recentemente, objeto de reclamações sobre problemas de privacidade e assédio na plataforma.

O número de participantes diários nos serviços pagos e gratuitos do Zoom saiu de cerca de 10 milhões no fim de 2019 para 200 milhões agora, diz a empresa. A maioria dessas pessoas está usando seu serviço gratuito.

O impacto fez Yuan repensar o que deu errado e a cultura da empresa, que por quase uma década se concentrou na facilidade de uso, e não na segurança. Entre os recursos de privacidade que Yuan promete agora, há uma opção de criptografia de ponta a ponta para proteger as conversas, disse ele ao “Wall Street Journal”.

O Zoom havia anunciado anteriormente esse recurso, mas especialistas em segurança descobriram que a tecnologia fornecia um nível menor de proteção de dados. O recurso de criptografia completa não estará pronto por alguns meses, disse Yuan.

O executivo trabalhou em uma empresa de videoconferência adquirida em 2007 pela Cisco Systems, saindo em 2011 para fundar a Zoom, em San Jose, Califórnia. Sua prioridade era um software de fácil utilização para clientes corporativos. Mas isso deixou buracos nas configurações de segurança.

O uso do Zoom explodiu com a pandemia de coronavírus, que obrigou mais pessoas a ficar em casa, sendo usado em videoconferências com clientes e treinamento on-line, para abrigar coquetéis virtuais, aulas de zumba e festas de aniversário infantis. Tornou-se o aplicativo gratuito mais baixado na iOS App Store da Apple, ultrapassando nomes maiores como TikTok, DoorDash e Disney +.

A oferta pública inicial do Zoom, pouco menos de um ano atrás, foi uma das mais bemsucedidas de 2019, tornando Yuan um bilionário. Embora o mercado de ações tenha sofrido quedas históricas no em março, as ações da Zoom estão em alta.

A crescente popularidade da plataforma atraiu trolls e hackers, além do escrutínio dos defensores da privacidade. A prática do “Zoombombing” – onde as pessoas obtêm acesso não autorizado a uma reunião e compartilham imagens pornográficas ou de discurso de ódio entrou no vernáculo popular quase da noite para o dia. Especialistas em segurança descobriram que problemas destacados publicamente com a tecnologia da Zoom poderiam deixar os dados do usuário vulneráveis à exploração de pessoas de fora.

O Federal Bureau of Investigation (FBI) emitiu um alerta sobre o sequestro de videoconferência, estimulado em parte pelos incidentes do Zoombombing. Nos EUA, 27 escritórios da procuradoria-geral levantaram questões sobre privacidade ao Zoom, que diz estar cooperando com as autoridades.

Em 1º de abril, Yuan publicou uma longa postagem no blog da Zoom, prometendo dedicar todos os seus engenheiros à correção de questões de confiança, segurança e privacidade.

Até certo ponto, Yuan está pagando o preço pelas decisões bem intencionadas que tomou no início da crise do coronavírus. Quando a crise chegou à China no final do ano passado, ele rapidamente quis tornar o Zoom mais acessível gratuitamente, para que médicos e outros profissionais pudessem permanecer em contato.

Quando os analistas financeiros, no início de março, perguntaram a ele como o Zoom se beneficiaria de sua popularidade repentina – ainda principalmente no exterior – ele disse que “o apoio entre as pessoas é mais importante que a receita”.

Pesquisadores do Citizen Lab, um grupo de pesquisa de segurança da Universidade de Toronto, disseram na sexta-feira que a Zoom usava uma tecnologia de criptografia considerada abaixo do padrão e que, em certas circunstâncias, a empresa armazenava chaves de criptografia – longas sequências de números e caracteres que podem ser usadas para acessar comunicações codificadas – em servidores localizados na China.

O chefe de suporte técnico do Zoom, Brendan Ittelson, disse que devido à natureza distribuída da infraestrutura da empresa, os dados de reuniões podem ser roteados através de diferentes data-centers ao redor do mundo. O sistema do Zoom primeiro tenta enviar esses dados localmente, mas se as conexões falharem, a rota de backup poderá enviá-los para outro lugar.

A configuração da criptografia pode dar a hackers sofisticados – aqueles que trabalham para um governo, por exemplo – uma maneira de ouvir as conferências do Zoom, disse Bill Marczak, pesquisador do Citizen Lab.

“Não estamos afirmando que isso é uma evidência de que você deve excluir o aplicativo para sempre”, disse ele. “Se você está tendo um encontro virtual com amigos, tudo bem, mas se você está discutindo informações sigilosas, talvez devesse pensar duas vezes”.

Os críticos também questionaram se a forte dependência de Zoom na engenharia chinesa poderia representar um risco à segurança.

“As operações do Zoom na China sempre foram uma preocupação, mas menos prioritária quando conversas altamente confidenciais sobre segredos da empresa ou do governo – ou sobre informações médicas particulares das pessoas – aconteciam principalmente off-line em um escritório”, disse Jacob Helberg, consultor-sênior do centro de políticas de segurança cibernética da Universidade de Stanford e ex-consultor de políticas de segurança do Google.

Yuan disse que o governo chinês nunca solicitou informações sobre tráfego de usuários estrangeiros. O Zoom foi proibido na China por dois meses no ano passado porque era uma empresa com sede nos EUA que não estava formalmente registrada no país, disse Yuan.

A reação contra o Zoom não veio apenas de profissionais de segurança. Alguns usuários corporativos abandonaram a plataforma, incluindo a Tesla, de Elon Musk, e a Space Exploration Technologies, disse Yuan.

“Eu realmente errei como diretor-presidente e precisamos reconquistar a confiança dos usuários. Esse tipo de coisa não deveria ter acontecido”, disse ele. Tesla e SpaceX não responderam aos pedidos de comentário.

Fonte: Jornal Valor Econômico

SAI DECRETO: Quarentena vai pelo menos até dia 19 de abril

Novo decreto amplia liberação para escritórios de profissionais liberais, mas sem atendimento presencial ao público e feiras livres de alimentos.

Baixe o Decreto aqui

Após recomendação da Secretaria de Saúde  emitida na manhã de hoje (3), o Governo de Goiás acaba de publicar o decreto nº 9.645 (leia aqui na íntegra), no qual determina que as medidas de isolamento social devem ser mantidas até o dia 19 de abril. Veja aqui e aqui as restrições aplicadas pelos decretos anteriores.

Como alteração trazida pelo novo texto, podem funcionar estabelecimentos que estejam produzindo exclusivamente equipamentos e insumos para auxílio no combate à pandemia da COVID-19; escritórios de profissionais liberais, sendo vedado o atendimento presencial ao público; cartórios extrajudiciais, desde que observadas as normas editadas pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás; feiras livres de hortifrutigranjeiros, desde que observadas as boas práticas de operação padronizadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e atividades administrativas das instituições de ensino públicas e privadas.

O governador, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou ontem (2) durante uma transmissão no Instagram que a ampliação do decreto visa evitar o colapso do sistema de saúde. Os motivos apontados são a impossibilidade de ampliação de leitos de UTI, no caso de um avanço da doença, e a grande quantidade de pessoas com sintomas à espera do resultado de testes.

 

Fonte: Goiânia Empresas

Nota Técnica nº: 5/2020 – GAB- 03076

 

ESTADO DE GOIÁS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
GABINETE DO SECRETÁRIO
Nota Técnica nº: 5/2020 – GAB- 03076
NOTA TÉCNICA SES-GO

 

Todos têm que assumir responsabilidades na luta contra o coronavírus”, defende presidente-executivo da Adial

Entidade do setor produtivo fala sobre conceito de responsabilidade compartilhada, envolvendo empresas, governos e trabalhadores, no combate à pandemia em Goiás. Para Edwal Portilho, retomada das atividades econômicas ao fim da quarentena deve seguir critérios técnicos.

Entrevista do Presidente Executivo da ADIAL, Edwal Portilho à TV Alego

 

 

Entrevista do Presidente Executivo da ADIAL, Edwal Portilho à Radio Difusora – Goiânia

 

 

 

 

 

 

“Negócios não podem parar”, diz empresário do setor de transporte em Goiás

O ex-presidente da Aciag de Aparecida de Goiânia, Osvaldo Zilli, do segmento logístico, lembrou-se da greve dos caminhoneiros e agora teme crise econômica com fechamento total do comércio.

 

O empresário do setor de logística, Osvaldo Zilli, dono da transportadora Transzilli e ex-presidente da Associação Comercial e Industrial (Aciag) de Aparecida de Goiânia, em entrevista ao jornal O Hoje, nesta segunda-feira (30), opinou acerca das medidas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para combater o novo coronavírus no Estado, e entende que as atividades econômicas não podem parar.

Jornal O Hoje: se o senhor for chamado pelo governo para opinar sobre o fim ou prorrogação do Decreto, que paralisa o comércio em Goiás, qual seria seu posicionamento?

Como empresário e falando em nome dos empresários, a gente tem que voltar ao trabalho. Essa seria a minha posição. Eu mesmo presidi a Associação Comercial e Industrial [Aciag de Aparecida de Goiânia] por dois mandatos e sei muito bem como é a minha vida de empresário, mas também seis como é a dos meus colegas empresários. Da dificuldade de se tocar uma empresa. Então hoje a gente não pode ficar nenhum dia parado. Você imagina essa quarentena. A gente entendeu que no começo seria até necessário, mas sabemos também da dificuldade de quem precisa dos serviços, sejam os emergenciais, sejam aqueles que precisam de algo no dia a dia: alimentos e medicamentos, mas àqueles que realizam viagens, quem faz todo esse trabalho. Quem precisa de um restaurante para se alimentar, precisa de um posto para abastecer, precisa de uma oficina para fazer uma manutenção. Então é uma quarentena muito grande. Da minha parte, se dependesse de mim, que a gente continuasse tomando cuidado sim, quem sabe o estádio de futebol, podia continuar por mais uma temporada, até fechado? Quem sabe essas festas, essas baladas?  Que são organizados, que não tem necessidade. Que daria para esperar um pouco mais: fechados. Mesmo me colocando no lugar deles, têm dificuldades, porque eles também precisam sobreviver. Assim, seus negócios, mas quem sabe mais alguns dias? Até dar uma acertada nesta situação. E, volto a ser um pouco insistente, acho que a gente tem que voltar a começar a trabalhar, com suas limitações, com seus cuidados, de repente, essa mudança de cultura, entre a própria empresa, com os colaboradores, os funcionários, no dia a dia terem mais capricho na limpeza. Eu penso nesse aspecto.

O Hoje: o senhor acha que foi um pouco duro esse decreto e faltou, inicialmente, o governo conversar com o empresariado e a sociedade civil organizada, antes de determinar a quarentena?

Eu até acredito que o governador [Ronaldo Caiado – DEM] teve até boas intenções. Acho que a preocupação, realmente, era do acúmulo de pessoas precisarem dos hospitais, pois não há estruturas. Mas também se entrasse em discussão com a sociedade, a gente sabe que várias pessoas pensam de um jeito, outros pensam de outro jeito. Eu acredito que não se chega, realmente, a um acordo. Eu acho que foi, sim, o governador foi duro, se preocupou, acho que muito como médico, e vejo ele como um bom profissional, no seu segmento, mas como empresário ele não tem a experiência que nos temos, isso porque nós precisamos pagar contas todos os dias. Eu sempre falo: o empresário está neste mundo, com uma missão. Eu acredito que a gente está aqui, para dar emprego, gerar renda, para nossos estados, nossos municípios, para o Brasil. Eu acredito que o empresário está nessa missão. Então ele não pode também, daqui a pouco, fechar seu negócio, parar sua empresa por falta de dinheiro, não vai conseguir pagar seus impostos, não vai honrar seus compromissos de aluguel, não vai honrar seus compromissos para pagar o FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviços], pagar o INSS [Instituto Nacional da Seguridade Social] do colaborar, pagar o salário, pagar PIS, Cofins, e assim sucessivamente, toda essa carga tributária que o empresário tem. Eu acredito que o empresário tem que ser mais ouvido, por mais boas intensões que o governo teve, que a sua equipe teve. Mas às vezes eu até defendo, o próprio presidente da República [Jair Bolsonaro]. Às vezes o modo de falar dele acaba atrapalhando, a gente sabe que a intenção dele é boa, às vezes ele coloca mal as palavras e a mídia acaba interpretando até mal o que ele fala, mas eu noto que a grande preocupação, daqui a pouco, é o desemprego, as empresas fechando e não conseguindo honrar seus compromissos. E, todo mundo, felizmente e infelizmente tem seu negócio, ele precisa estar aberto, com portas aberas para fazer a comercialização dos seus produtos.

O Hoje: o segmento do senhor, no ano retrasado, enfrentou um momento difícil, com a greve dos caminhoneiros, dessa época para cá, o setor já se recuperou ou ainda estava se recuperando. E, agora se avizinhando essa nova crise?

Sim, a parte logística, a parte do transporte, toda a cadeia logística, ela foi bastante afetada naquela greve dos caminhoneiros, de 2018. E a gente levou uma lição muito grande. Aliás, muitas empresas pararam, quebraram, principalmente os autônomos, muitos venderam seus caminhões, não deram mais continuidade nos seus negócios. A margem de lucro do setor é pequena. Então, para você se recuperar é difícil. Eu sei que nós levamos mais de seis meses para conseguirmos retornar ao ponto de equilíbrio novamente e voltarmos o transporte ao normal. E a gente sabe que a economia estava meio capenga, nesses últimos dois, três anos, também ajudou a atrapalhar mais ainda. Enxergando agora de modo geral, nós que transportamos para o Brasil todo e distribuímos para vários estados, a gente vê a dificuldade, digamos, de quem opera, porque quem opera, não é só quem vai lá e entrega o produto, quem vai vender o produto, quem vai fazer a sua entrega, quem vai fazer suas transferências? Mas volto a enxergar em um todo, o Brasil estava saindo de uma crise econômica, tentando tornar que este ano a gente podia ter um 2020 melhor. Dar uma decoladinha com calma, e um 2021 ser melhor, assim sucessivamente. Infelizmente, veio este vírus, que veio nos atrapalhar. Então eu volto a ser insistente, logística ela precisa sim, de infraestrutura, ela precisa de quem estar em volta dela, que esteja também trabalhando, e volto a disser, o mercado precisa estar recebendo, o restaurante precisa estar recebendo, o posto de gasolina precisa estar abastecendo. O restaurante na beira da pista precisa estar fornecendo o alimento para nossos colaboradores e para quem passa nela. Então eu sou um empresário que gosta de construir. Eu quero ajudar a construir, quero fazer meu papel, assim, de ser humano, quero fazer meu papel de brasileiro. Eu sou muito patriota. Sou goiano de coração, mesmo nascido lá no Sul. Mas eu quero fazer a minha parte, como ser humano. Eu acho que nós vamos ter que abrir as portas das empresas. Volto a ser insistente, com cuidado sim, eu acho que todo mundo tomou esse aperto, e vai começar a mudar a própria cultura nas suas casas, nos seus trabalhos, mas sem trabalho, nós vamos daqui a pouco… o que a gente vai fazer? Com quem está dentro de casa, o que a gente vai fazer, para daqui a pouco pagar os colaboradores para eles comparem seus alimentos? Se a empresa não estiver produzindo. Então eu acho que vamos precisa de muito consenso, não adianta neste momento, estar medindo forças políticas, medindo forças para saber quem manda e quem desmanda. Quem põe o decreto, quem depende da situação do governo federal, do governo estadual e da própria prefeitura. Então, a minha posição é que a gente volte a trabalhar, mais uma vez: com cuidado.

Fonte: Jornal O Hoje

Covid-19: reabertura do comércio dependerá da evolução da doença

Presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, diz que o governo está ouvindo todas as sugestões encaminhadas.

O nível de flexibilização das regras do decreto de isolamento do governo estadual, como pedem os representantes do setor empresarial, ainda dependerá da evolução da curva de contaminação do coronavírus em Goiás. A expectativa é que, nos próximos dias, sejam anunciadas as atividades contempladas com a possibilidade de reabertura e as determinações que elas deverão seguir para garantir a segurança de funcionários e clientes. Os empresários cobram mais agilidade do governo na análise das sugestões que eles já encaminharam para possibilitar um retorno gradual das empresas.

Uma das propostas enviadas ao governo estadual foi a de adoção de uma plataforma digital que, por meio de um aplicativo, faria o controle das atividades permitidas e das regras a serem seguidas por elas. O presidente- executivo da Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho, o Tchequinho, que participa das reuniões do Fórum Empresarial com o governo do Estado, explica que a plataforma conterá todas as informações das empresas através do CNPJ e CNAE. Assim, ao acessar, o empresário saberá se sua atividade foi incluída e quais as determinações de controle ele deve seguir.

Através da plataforma, desenvolvida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ele também deverá imprimir e assinar um termo se comprometendo a implementar todas as ações preventivas, como disponibilizar álcool em gel e limitar o número de clientes em atendimento. Uma possibilidade é não receber clientes que estejam no grupo de risco. “Se a empresa não estiver autorizada, o próprio aplicativo irá avisar”, explica Portilho. Segundo ele, o governo também poderá excluir algum segmento que esteja autorizado a funcionar, em determinada região do Estado, de acordo com a evolução da curva de contaminação.

Os próprios clientes poderão ser fiscais e denunciar descumprimentos das regras. “O governo é que vai definir o que vai poder voltar. Apenas oferecemos uma ferramenta para garantir mais segurança”, destaca Tchequinho. Ele informa que também foram propostas algumas regras de acordo com cada atividade econômica. “Queremos ajudar a retomar a atividade econômica com muita sensatez e baseados em critérios técnicos”.

O presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, designado por Ronaldo Caiado para atuar na articulação com os empresários, diz que o governo está ouvindo todas as sugestões encaminhadas, junto com os secretários ligados ao setor produtivo, em sintonia com a área da saúde, para definir sobre a possibilidade de retorno de algumas atividades. Ele lembra que alguns setores realmente não podem parar, como alimentação e hotelaria no atendimento a hóspedes de serviços públicos e privados com caráter essencial. “Essas pessoas estão circulando e precisam comer e dormir”.

Segundo Fabrício, ainda não há nada definido em relação à flexibilização do decreto, depois do próximo dia 4 de abril. Ele reconhece que não dá para anunciar as regras no último dia do isolamento porque empresas de segmentos como restaurantes não teriam tempo hábil para preparar a abertura para o dia 5, pois necessitam de matérias-primas. Mas alerta que é preciso critério. “A curva de contaminação é incerta. Quando atingir as camadas menos favorecidas da população, a tendência é explodir, à media que a transmissão fica comunitária”, adverte.

O presidente da Goiás Turismo explica que o comportamento dessa curva influenciará na decisão do governador, que analisa todas as propostas encaminhadas e definirá o que poderá ou não abrir depois do dia 4. “Os empresários cobram mas agilidade nas definições, mas se tratando dessa variável de contaminação, ficamos de mãos atadas. O governador vai ponderar a relação saúde, economia e empregos, mas a linha determinante é a saúde”, avisa.
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Empresários cobram agilidade do governo por posição

Os membros do Fórum Empresarial de Goiás se reuniram ontem e voltam a se reunir hoje para cobrar agilidade do governo do Estado em relação a um posicionamento sobre as sugestões que eles enviaram para possibilitar uma abertura gradual das empresas sem comprometer a segurança de funcionários e clientes. O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, disse que os empresários precisam de um retorno quanto à adoção da plataforma sugerida.

Segundo ele, o instrumento possibilitará que a Secretaria de Saúde possa liberar o retorno de atividades possíveis, de acordo com a evolução da doença em cada cidade do Estado, podendo fechar depois, caso haja uma mudança na curva de casos. “É possível colocar o Estado para andar onde não houver problema”, destaca. De acordo com ele, governadores de outros estados já se interessaram pela plataforma e querem copiar a ideia. “Precisamos de uma resposta para, no máximo até quarta-feira para nos preparar”, diz.

O presidente da Associação Comercial e de Serviços do Estado (Acieg), Rubens Fileti, diz que os empresários reconhecem a impossibilidade de reabrir todos os segmentos, até pelas características de alguns, que não conseguiriam atrair clientes de imediato, já que muita gente teme a contaminação. Os empresários se reúnem hoje na expectativa de conseguir uma resposta do governo sobre as atividades que poderão reabrir e os cuidados que cada uma deverá tomar, principalmente com a higiene. Eles não informam as atividades incluídas na proposta enviada ao governo para não gerar expectativas que possam não se concretizar e inflar ainda mais os ânimos neste momento de clamor social.

Propostas

O presidente da Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi, adiantou que as propostas devem incluir atendimentos com agendamento para evitar aglomerações, disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) para funcionários, distanciamento mínimo (entre os funcionários e entre eles e os clientes) e alternância dos horários de funcionamento para evitar um aumento do fluxo no transporte coletivo. “Nenhuma empresa estava preparada para fechar 15 ou 20 dias. Não há culpados para isso, a não ser o vírus, mas as empresas precisam ter algum faturamento para se manterem vivas”, justifica. As empresas também já estariam cientes de que não terão o movimento de antes da pandemia.

 

Fonte: Jornal  Popular

Presidente Executivo da ADIAL declara apoio ao novo Decreto do Governo de Goiás

Para o presidente executivo da ADIAL, Edwal Portilho “Chequinho”, o momento é delicado e apesar da atenção com os negócios e nossas empresas, é importante voltar toda atenção para as preocupações com a saúde pública.
Entre o que poderá continuar as atividades nos próximos 15 dias, estão indústrias consideradas estratégicas, como aquelas que produzem medicamentos, alimentos, produtos de higiene e limpeza, combustíveis e produtos para animais. Além disso, devem manter as portas abertas supermercados, farmácias, postos de combustíveis, sistema bancário, lotéricas, transporte público, clínicas, hospitais e laboratórios.

DECRETO Nº 9.638, DE 20 DE MARÇO DE 2020


MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho
Secretaria de Trabalho
Superintendência Regional do Trabalho em Goiás
Seção de Inspeção do Trabalho
Setor de Fiscalização do Trabalho

 

NOTIFICAÇÃO RECOMENDATÓRIA Nº 02/2020 DA AUDITORIA FISCAL DO TRABALHO DA SRTGO

 

Usinas em Goiás vão doar 100 mil litros de álcool 70

Usinas de açúcar e álcool em Goiás fornecerão 100 mil litros de álcool líquido 70 para ajudar o governo estadual e as prefeituras nas ações de combate ao coronavírus, atendendo uma solicitação do governador Ronaldo Caiado. Algumas indústrias já estão fornecendo o produto para hospitais, asilos, instituições socioeducativas e outras entidades nos municípios onde estão instaladas

O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado (Sifaeg), André Rocha, explica que houve um apelo do governador para que as empresas pudessem produzir o álcool 70 para contribuir com as ações de combate à pandemia. “As unidades já estão se programando para atender este pedido”, ressaltou André. Segundo ele, atualmente há uma tentativa de derrubar a portaria da Anvisa que proíbe a venda do álcool líquido acima de 54 GL no varejo.

O empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, do Grupo Jalles Machado, informa que as usinas já conseguiram garantir a produção de 80 mil litros, faltando apenas 20 mil litros. Segundo ele, sua indústria, que também produz álcool em gel, está trabalhando em três turnos e quase dobrou a produção, que está em 1.600 caixas de 12 fracos com 500 gramas por dia. Porém, a usina não consegue produzir mais porque o álcool em gel depende de uma matéria-prima importada: o carbopol, que atualmente é muito demandado no mundo. Otávio Lage garante que a indústria não elevou o preço do produto: R$ 4 o frasco, não havendo razão para o alto valor cobrado no mercado hoje.

Fonte: Jornal o Popular