Indústria do Emprego – Conquistas

 

O Programa Indústria do Emprego foi até a cidade de Bela Vista de Goiás para conferir histórias de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela presença de uma grande indústria na cidade. E a certeza do impacto positivo na vida dessas pessoas você acompanha agora com a gente.

Setor produtivo diz que corte de incentivos não resolve situação fiscal do Estado

O aumento na arrecadação estadual nos primeiros cinco meses do ano pode ser passageiro, caso o governo não promova ações de contenção de gastos e de ampliação efetiva da receita. A avaliação é de líderes empresariais ouvidos pelo Jornal Opção. Para eles, o aumento de R$ 729 milhões na arrecadação de tributos se deve ao aperto na fiscalização mas, também, em boa parte, ao sacrifício do setor produtivo goiano.

Os números divulgados pela Secretaria da Economia no jornal O Popular – e aos quais o Jornal Opção teve acesso – mostram que o governo goiano arrecadou mais em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e, especialmente, no Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege), além de outros tributos. No geral, a evolução foi de 9,8% no período (de R$ 7,4 bilhões para R$ 8,1 bilhões).

Na relação de itens relativos à arrecadação do governo estadual, o principal incremento em valores nominais ocorreu no ICMS. Em 2018, nos cinco primeiros meses, o imposto, que é a maior fonte de recursos do Estado, foi de R$ 6,23 bilhões. No mesmo período de 2019, o valor chegou a R$ 6,87 bilhões – uma diferença de R$ 640 milhões (ou 10,2%).

Proporcionalmente, porém, o maior salto ocorreu no Protege. O valor total passou de R$ 185,1 milhões, de janeiro a maio de 2018, para R$ 239 milhões no mesmo período deste ano. Uma alta de 29%, ou R$ 53,9 bilhões.

O crescimento no caixa do Protege (que, teoricamente, deve fomentar projetos sociais do Estado, como a Bolsa Universitária e outros) foi observado apenas na contabilidade de maio. Isso porque ele é fruto da mudança na política de benefícios e incentivos fiscais do governo do Estado, que começou a valer em abril.

A alteração foi aprovada ainda no governo José Eliton (PSDB), porém, foi resultado de um acordo entre os deputados e o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM). Na época, os empresários resistiram à ação do democrata, porém, após muita polêmica, chegaram a um acordo e cederam uma fatia dos incentivos para melhorar o caixa do governo que iria assumir.

A nova política, contudo, tem sufocado as empresas. “A Secretaria [da Economia] está arrecadando de quem já paga. Está tirando dos empresários. Veja as contas bancárias dos empresários. Muitas contas que eles teriam de pagar estão deixando de ser pagas”, diz o presidente da Federação da Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel.

“Estamos tentando ajudar o Estado, mas muitas empresas estão sendo prejudicadas”, afirma. Segundo Mabel, o corte de incentivos compromete uma cadeia de empresas. “Uma empresa grande, quando começa a ter dificuldades, começa a prejudicar uma série de empresas pequenas, que trabalham ao lado dela como fornecedoras da cadeia produtiva”, explica.

Para entender o impacto da redução dos incentivos e benefícios fiscais, é preciso fazer algumas contas. Até março, as empresas enquadradas no programa Produzir, em geral, efetivamente pagavam 27% do ICMS devido. Outros 10% eram destinados a um fundo do programa. Desde maio, outros 15% passaram a ser destinados ao Protege.

Ou seja. Até abril, a cada R$ 100 de ICMS, as empresas efetivamente desembolsavam R$ 37. A partir de maio, passaram a pagar R$ 52. “O incentivo fiscal é o único jeito de a economia goiana sair do marasmo. Sem ele, Goiás estaria fadado a ser um Estado fornecedor de matéria-prima e commodities”, explica o economista Aurélio Troncoso Chaves, coordenador do Centro de Pesquisas de Competitividade e Desenvolvimento Regional da Unialfa, que participou de um estudo da Associação Pró-Desenvolvimento de Goiás (Adial) sobre incentivos fiscais.

 

Fiscalização e aquecimento do mercado varejista

Diretor executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho ressalta que o aumento da arrecadação do governo em 2019 não pode ser atribuído apenas aos cortes de incentivos e benefícios fiscais. Segundo ele, a melhoria na fiscalização tem papel preponderante nesse incremento e o aquecimento do mercado varejista.

Portilho ressalta que as mudanças no Protege só passaram a se refletir no imposto de abril, pago em maio. Ainda assim, segundo ele, essa é uma política que não pode se perpetuar. “A indústria está ajudando, fazendo sacrifícios, diminuindo empregos, para que o Estado melhore o caixa”, relata.

Apesar de não citar exemplos concretos, pois “empresas que estão saindo não querem aparecer”, Portilho diz que o mercado já convive com demissões, transferência de produção para plantas de outros Estados e diminuição de turnos de trabalho. “Há casos pontuais de perda de mercado”, afirma.

Segundo o diretor da Adial, alguns setores sentem o impacto mais rapidamente. Empresas de biocombustíveis, carne, automobilísticas e de energia renováveis estariam adiando investimentos no Estado. “Em curtíssimo prazo, o corte nos incentivos é bom para a arrecadação do governo. Em médio prazo, porém, é um veneno”, diz.

Portilho cita como exemplo o fato de que produtores de frango estão comprando farelo de soja do Tocantins, pois o produto está chegando mais barato que o feito em Goiás. “O Tocantins está ganhando o mercado goiano, que é um dos maiores esmagadores de soja do País”, afirma.

“O número de empresas que estão saindo [de Goiás] é de assustar”, diz o presidente da Fieg, Sandro Mabel. Segundo ele, esse movimento é silencioso, pois as empresas não anunciam que estão deixando o Estado, mas que ele é real. “Cortou o incentivo, o empresário vai embora, não tem jeito”, afirma. Além disso, segundo ele, ocorre “a diminuição da produção”, pois grandes empresas deixam de produzir aqui para fazê-lo em “outra unidade da federação que não rompeu o contrato”.

Mabel diz que foi feito um acordo entre o governo estadual e o empresariado, por meio da Fieg, Adial, Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio) e outras entidades. Segundo ele, o acordo tem validade de um ano e incrementará as receitas do Tesouro Estadual em até R$ 1,3 bilhão.

O que os empresários não admitem é que esse acordo seja transformado em política fiscal definitiva do governo estadual. “Foi um auxílio para o governo durante 12 meses. O governo [Caiado] estava entrando e precisando. Mas achar que isso vai ser definitivo, não há a menor condição de ser. Não queremos ver nosso Estado sendo um cemitério de empresas”, afirma.

Portilho, da Adial, tem o mesmo pensamento, tanto que chama o corte de incentivos de “Protege temporário”. “As empresas têm um contrato de 40 anos assinado com o governo e o governador [Ronaldo Caiado] tem um perfil de retidão, portanto, cumprirá o acordo com os empresários de que o Protege temporário será de apenas um ano”, acredita.

 

Estudo da Adial mostra peso da indústria na economia goiania

Na sexta-feira, 14, a Adial publicou um estudo realizado junto do Departamento de Economia da Unialfa para reforçar a importância das indústrias para a economia goiana. De acordo com o trabalho, o setor cresceu 50,1% nos últimos 14 anos – ou seja, desde a criação do Produzir. Este índice é o segundo melhor do Brasil, atrás apenas do Pará (73,5%).

Ainda conforme o estudo da Adial, o valor arrecadado com o ICMS em Goiás saltou de R$ 5,2 bilhões para R$ 15 bilhões de 2007 a 2017. Nesse mesmo período, o ICMS industrial saiu de R$ 1 bilhão para R$ 2,8 bilhões.

Outro dado apresentado é do crescimento do PIB. De R$ 51,1 bilhões, em 2014, o produto interno bruto chegou a R$ 189,9 bilhões em 2017. Já o PIB industrial, segundo a Adial, foi de R$ 12,7 bilhões para R$ 44,8 bilhões no mesmo período.

Os incentivos, para a Adial, são os maiores responsáveis pelo Estado ter construído o sétimo maior parque industrial do País, com 15,8 mil indústrias. Dessas, 3,3% recebem incentivos fiscais.

 

Fonte: Jornal Opção

Manter os incentivos

 

 

 

 

 

 

Os incentivos fiscais têm sido fundamentais para o desenvolvimento de nosso Estado. Se olharmos para 30 anos atrás, vamos constatar como Goiás mudou, fruto naturalmente do intenso trabalho de sua gente, mas também em função da transformação do Cerra do em uma vigorosa fronteira agrícola e especialmente da política de incentivos fiscais. Neste período, Goiás cresceu acima da média nacional, ampliando a participação da indústria no seu PIB, e espalhando benefícios para todas as regiões.

Estados como São Paulo atraem naturalmente investimentos em indústrias, pelo tamanho do seu mercado, pela melhor infraestrutura, proximidade de portos, por sediar as melhores universidades, com trabalhadores mais qualificados e pelo maior poder aquisitivo de sua população.

Há uma visão profundamente equivocada de que o imposto que a empresa deixou de pagar vai direto para o bolso do empresário. É importante ressaltar que a par cela não paga é o que permite aos seus produtos chegarem em outros Estados com reais condições de conquistar novos consumido res. Quando uma indústria se instala em Goiás, embora com incentivos fiscais, recolhe entre outros impostos uma parcela do ICMS, paga salários, movimenta o comércio, gerando novas receitas aos cofres públicos.

Sabemos das dificuldades financeiras dos governos, mas convém aos nossos governantes buscar alternativas consistentes para superá-las, fugindo daquelas que possam à primeira vista parecer eficazes, mas que a médio e longo prazos serão desastrosas. O setor empresarial não tem negado apoio e certamente continuará contribuindo com os governos, mas é funda mental que possa sobreviver, até para fazer parle da solução.

Goiás precisa Ler o direito de continuar crescendo para gerar riquezas, empregos e melhorar a qualidade de vida de sua população. Para isso os incentivos fiscais são imprescindíveis.

Aperfeiçoamentos na política industrial e na legislação são sempre bem vindos, mas há que respeitar contratos, transmitindo a necessária segurança jurídica.

No Brasil, o ambiente de negócios é bastante hostil. Se quisermos prosperidade com diminuição das desigualdades sociais, deveremos buscar uma relação mais harmoniosa entre os diversos entes da sociedade, valorizando o trabalho, o investimento e a produção.

Fonte: Jornal o Popular

Para direção da Adial Goiás, corte de incentivos fiscais é ‘veneno’ a longo prazo

Para direção da Adial Goiás, corte de incentivos fiscais é ‘veneno’ a longo prazo

 

 

 

 

 

 

 

 

O diretor executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial

Goiás), Edwal Portilho, criticou, em nome da instituição, declarações feitas pela

secretária da Economia, Cristiane Schmidt, sobre o reflexo do corte de incentivos

fiscais no aumento da arrecadação do Estado entre janeiro e maio deste ano.

Em reportagem publicada pelo POPULAR ontem, a secretária disse que o aumento do

recolhimento das empresas para o Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás

(Protege) impulsionou o resultado de forma significativa.

Edwal afirma que a mudança deve ajudar a situação financeira do Estado em pequeno

prazo, “mas é um veneno a longo prazo”. “As empresas estão fazendo um sacrifício

enorme. Essa situação tira a competitividade do Estado e pode diminuir a quantidade

de postos de trabalho. Sabemos de casos pontuais em que o quadro de funcionários foi

cortado em 50%”, disse.

 

O diretor lembrou que o primeiro mês de vigência do reajuste foi em abril e repercutiu

num aumento de R$ 53,9 milhões na arrecadação de maio. Diante do número, Edwal

argumenta que o recolhimento não pode ter sido o impulsionador da receita do Estado

de janeiro a maio. “Pode ser atribuído ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e

Serviços do varejo e também resultado de fiscalização e ajustes que o Estado faz”,

disse ao POPULAR.

 

Outro ponto destacado por Edwal foi o aumento nas despesas do Estado. Em nota, o

diretor afirmou que o governo “deve também dar o exemplo para solucionar o seu

déficit fiscal” e disse que a despesa do Estado com pessoal e encargos, de janeiro a

abril, aumentou 12,3%.

“À despeito de medidas anunciadas pelo Secretaria de Economia no início deste ano

para reduzir a despesas com a máquina pública, o que temos constatado, segundo

números oficiais, é um aumento das mesmas”, disse.

A reportagem publicada pelo POPULAR mostrou ainda que a receita do Estado de

Goiás cresceu 9,84% de janeiro a maio de 2019 em relação ao mesmo período de

2018.

Transição

As mudanças proporcionadas pelo Protege foram determinadas em lei sancionada pelo

ex-governador José Eliton (PSDB) no fim do ano passado e teve articulação de

Ronaldo Caiado (DEM), que já havia sido eleito governador de Goiás.

O POPULAR entrou em contato com a Secretaria da Economia e questionou a pasta

sobre as críticas feitas pela Adial, mas não houve resposta até o fechamento desta

edição.

Fonte: Jornal O Popular

Pesquisa – Percepções sobre Industrialização e Incentivos Fiscais – GO abril de 2019

Pesquisa Qualitativa e Quantitativa

Percepções sobre Industrialização e Incentivos Fiscais
Estado de Goiás
Abril de 2019

 

Pesquisa de Opinião – Percepção Sobre Industrialização e Incentivo Fiscais – GO abril de 2019

Pesquisa de Opinião

Percepção Sobre Industrialização e Incentivo Fiscais
Estado de Goiás
Abril de 2019

Empresários já têm proposta para Ronaldo Caiado para alteração nos incentivos e benefícios fiscais de Goiás

Empresários já têm proposta para Ronaldo Caiado para alteração nos incentivos e benefícios fiscais de Goiás. Otávio Lage da ADIAL explica em entrevista na Rádio Bons Ventos com Altair Tavares , Alípio Nogueira e Emerson Vargas

TCE determina redução de benefícios fiscais que até isentam indústrias de impostos, em GO

TCE determina redução de benefícios fiscais que até isentam indústrias de impostos, em GO – Bom dia GO

Reunião discute propostas de cortes dos incentivos fiscais da indústria em Goiás

Reunião discute propostas de cortes dos incentivos fiscais da indústria, em Goiás – G1 Goiás – JA 2ª Edição – Catálogo de Vídeos