Produção da industria encolhe 20% em 10 anos e enfraquece a economia

Conforme dados do IBGE, participação da indústria no PIB encolheu 33% desde 2010 e setor perdeu cerca de 800 mil postos de trabalho.

Ainda sob os efeitos da crise causada pela covid-19, a indústria brasileira chegou a novembro passado com seis meses de quedas na produção, marcando uma década perdida e uma redução de 20% desde 2011. Apesar da pandemia, as dificuldades vêm de antes.

Ao longo da década de 2010, a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 33%, e foram aniquilados cerca de 800 mil empregos no setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os efeitos se espalham, já que as vagas formais são uma marca do emprego industrial, mostra estudo do Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). “O setor industrial, ano a ano, vem perdendo espaço na estrutura econômica do País”, diz André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE.

Após afundar com a paralisação das fábricas em meio ao isolamento social, no início da pandemia, a produção ensaiou uma recuperação no segundo semestre de 2020 e chegou a superar o nível pré-covid-19. Ao longo de 2021, porém, a retomada rateou. Segundo o IBGE, depois de seis meses de quedas consecutivas, a produção industrial operava, em novembro, 20,4% abaixo do pico alcançado em maio de 2011.

Fatia menor

Com a produção andando de lado, a indústria vem perdendo participação na economia como um todo. De 2010 a 2020, a fatia do setor no PIB caiu de 27,4% para 20,5%. Em outubro de 2021, o PIB industrial ainda era 14% menor do que em março de 2014, último mês antes da recessão que se estendeu até 2016, mostram cálculos com base em estimativas do Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, a indústria vem sendo afetada por uma combinação de problemas conjunturais, que variam conforme a crise do momento, e estruturais. São eles inflação juros elevados, câmbio desfavorável (quando a cotação do dólar fica baixa demais perante o real, dificulta as exportações e favorece as importações), desequilíbrios nas contas do governo, incertezas políticas econômicas, gargalos de infraestrutura, o complexo sistema tributário, a falta de mão de obra qualificada e o custo da energia.

O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, lembra que a redução do peso da indústria no PIB ocorre desde o fim da década de 1980. O especialista inclui no rol de problemas a abertura comercial “abrupta”, com redução de tarifas de importação, a partir dos anos 1990.

Para o economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Jonathas Goulart, em meados da década passada, o aumento de impostos e a elevação de gastos públicos chegaram ao limite, causando rombos grandes demais nas contas do governo.

O peso dos juros

O desequilíbrio nas contas do governo torna o problema estrutural do sistema tributário ainda maior e afeta problemas conjunturais, como a alta do dólar no mercado financeiro, que serve de combustível para a inflação, explica Goulart. Diante da perspectiva de mais inflação, os juros futuros sobem no mercado financeiro e, em seguida, o Banco Central sobe os juros básicos. O crédito mais caro arrefece a demanda dos consumidores, ao mesmo tempo em que torna o investimento da indústria menos
vantajoso.

Cagnin observa que a indústria de transformação tem um efeito multiplicador na economia. Conforme cálculos do Iedi, cada R$ 1 gerado pelo segmento leva ao acréscimo de R$ 2,14 no PIB. No setor de serviços, o efeito final é de R$ 1,46; na agropecuária, de R$ 1,67. Setor perdeu 834 mil postos de trabalho A crise da indústria na última década, com o fechamento definitivo de linhas de produção no País, como as de veículos da Ford, de TVs da Sony e de TVs e equipamentos de áudio da Panasonic, se espalha também pelo mercado de trabalho. Além de ceifar empregos, o fechamento de fábricas piora a qualidade do trabalho, mostra estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Após a década perdida, a indústria chegou ao trimestre terminado em outubro de 2021, último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 12,241 milhões de trabalhadores ocupados. No início da série histórica, no primeiro trimestre de 2012, esse contingente era de 13,075 milhões. Ou seja, em quase uma década, 834 mil empregos foram perdidos. Na comparação com 2014, o número de vagas fechadas é de cerca de 1 milhão.

A redução é ruim para a qualidade do mercado de trabalho porque os empregos industriais estão entre os melhores. Cálculos do Iedi, com base nos dados do IBGE, mostram que, na média de 2019 a 2021, 63,9% da força de trabalho da indústria tinham carteira assinada. Nos serviços, a proporção é de 40% e na agricultura, 16,6%. “A grande alavanca do emprego formal é a indústria. É importante para sujeito que trabalha, mas também para o dinamismo econômico”, diz o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin. “Não é só uma questão de favorecer o empregado, ter direitos, receber décimo terceiro. A capacidade de compra dele é potencializada pelo emprego com carteira, o
que se traduz em mais produção industrial.”

Fonte: Agência Estado

“É importante a competitividade continuar, Goiás sempre foi competitivo”, diz Otávio Lage

CEO da Jalles Machado avalia que ajustes ainda precisam ser feitos em programa de incentivos fiscais do governo de Ronaldo Caiado; Empresa pode fazer investimento fora do Estado

“É importante a competitividade continuar, Goiás sempre foi competitivo”, afirma o CEO da Jalles Machado, Otávio Lage Siqueira Filho. O empresário relatou, nesta terça-feira (07) ao POPULAR, uma preocupação que o empresariado goiano ainda possui com o novo modelo de incentivos fiscais implantado no governo de Ronaldo Caiado (DEM), o ProGoiás.

Ao programa Chega pra Cá, com a jornalista Cileide Alves, Otavinho, como é conhecido no meio, explicou que apesar dos embates com o governo terem ficado no passado, ainda há ajustes a serem feitos. “Se o ProGoiás fosse tão bom, haveria mudança automática de todos os projetos e isso não aconteceu ainda.” Ele acredita que é preciso avaliar o que outros Estados estão fazendo para atrair empresas. Mato Grosso do Sul e Minas Gerais foram citados por ele como exemplos. No setor sucroenergético, lembra que há uma usina que tinha projeto para Goiás, mas decidiu ampliar unidade sul-mato-grossense. “Esses sinais precisam ser analisados”, afirmou na entrevista ao defender que é necessário que o governo busque respostas quando empresas deixam de investir localmente. Ele acredita que é preciso melhorar e ficar antenado no que acontece fora do Estado.

Por outro lado, admite que novo programa de incentivos fiscais, cuja formatação foi acompanhada pela Associação Pró-Desenvolvimento de Goiás (Adial) – quando Otavinho era o presidente –, não foi ruim para o Estado. O empresário acredita que o investimento em programas sociais, a partir da contribuição empresarial, é importante.

“Não somos contra, mas (o governo de Ronaldo Caiado) tem de avaliar a competitividade de projetos que não vêm para Goiás.” Filiado ao PSDB, ele afirma que as discussões sobre o tema incentivos também ocorreram nos governos tucanos.

Jalles Machado

Outro tema abordado na entrevista foi a valorização da empresa Jalles Machado. Após o IPO, com maior captação de recursos, haverá novos investimentos. Para Goiás, informou que para os próximos três anos está previsto aplicação de R$ 500 milhões. Revelou ainda que há planejamento para a compra de uma terceira unidade, cuja localização ainda está em estudo.

“Ainda não temos uma empresa, estamos olhando em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.” Entre o que está em análise, estão, além das características da unidade e condição de trabalho, os incentivos locais.

PODCAST ADIAL 120 – EMPRESAS 03/12/2021

O Podcast Adial desta sexta-feira (3), transmitido na Rádio Difusora de Goiânia e nas redes sociais da entidade, aborda o excelente resultado alcançado por Goiás, por suas agroindústrias, no 17º Prêmio Melhores do Agronegócio, entregue pela Revista Globo Rural. Entre as premiadas, temos associadas da Adial que nos deixam orgulhosos. Ouça e replique para amigos e diretores da empresa. 

PODCAST ADIAL 119 – EMPREGO – 01/12/2021

O Podcast Adial desta quarta-feira (1), transmitido na Rádio Difusora de Goiânia e nas redes sociais da entidade, traz uma boa notícia: a taxa de desocupação em Goiás recuou 2,4 pontos no terceiro trimestre deste ano, comparado com o segundo trimestre. Assim, a taxa de desemprego caiu de 12,4% para 10% da população economicamente ativa. Ouça e replique para amigos e diretores da empresa.

UNIÃO EM BUSCA DE MAIS CRESCIMENTO

2º Fórum de Desenvolvimento Econômico do Sudoeste Goiano reúne entidades locais e regionais para tratar das oportunidades de crescimento e melhoria do ambiente de negócios que deverão otimizar a expansão da área industrial, comercial e de serviços no sudoeste goiano. Abrangendo temas que envolvem oportunidades, capacitação e desenvolvimento, a meta do evento, de acordo com o presidente executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwall Freitas Portilho (Tchequinho). e “atrair investimentos de fora ou de empresas já presentes em Rio Verde e região, no sentido de gerar mais empregos.

Fonte: DM Sudoeste

PODCAST ADIAL 118 – FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO – 24/11/2021

O Podcast Adial desta quarta-feira (24), transmitido na Rádio Difusora de Goiânia e nas redes sociais da entidade, faz uma referência ao 2° Fórum de Desenvolvimento Econômico do Sudoeste Goiano, que será realizado amanhã, em Rio Verde (GO), e abordará, como tema, os impactos e as oportunidades para os municípios do sudoeste goiano, com o início das operações da ferrovia Norte-Sul. Ouça e replique para amigos e diretores da empresa.