Política de incentivos do Estado é discutida

Fórum Empresarial apresentou demandas ao governo, mas debate deve ser individualizado com cada setor; empresários querem minuta do novo programa ProGoiás.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O governador Ronaldo Caiado e a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, ouviram ontem as demandas de representantes do Fórum Empresarial sobre as propostas de mudanças na política de incentivos fiscais no Estado. Depois dessa ‘abertura de diálogo’, os empresários foram convidados a discutir as necessidades de cada setor, individualmente, com os técnicos da Secretaria da Economia, num segundo momento. Mas o setor também quer que a secretária apresente a minuta do ProGoiás, o novo programa de incentivos que está sendo proposto pelo governo, para que eles possam analisar mais profundamente as novas regras.

Os convidados que participaram do encontro tiveram que deixar seus aparelhos de celular na entrada do Palácio das Esmeraldas. Representantes de grandes empresas, como Caoa, Mitsubishi, BRF, Brasilata e Super Frango estavam presentes no encontro. Para o presidente da Associação Pro Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Otávio Lage de Siqueira Filho, o governo abriu caminho para o diálogo com o setor produtivo, que está apreensivo com a discussão em torno dos incentivos.

Umas das preocupações é com a possibilidade de prorrogação do Protege. “O governador deu a entender que o Protege deve ficar em 10% no novo programa ProGoiás, e não em 15% como agora. Como ele está hoje, nos programas Fomentar e Produzir, ele é passível de questionamento judicial”, destaca Otávio Lage. Os empresários pediram que Cristiane Schmidt entregue a minuta do projeto do novo programa proposto para que o setor possa analisá-lo por completo. Mas, segundo o presidente da Adial, a secretária ainda não confirmou se irá entregar o documento. “De qualquer forma, o projeto seguirá para a Assembleia e, lá, teremos acesso a todos os detalhes para avaliarmos”, lembrou. Para Otávio Lage, o Protege reduz a competitividade das empresas. Porém, ele acredita que isso também possa ser avaliado por cada setor, individualmente.

Governo

A secretária Cristiane Schmidt disse que o objetivo do encontro foi ouvir de cada setor as falhas que estão acontecendo em relação à competitividade de cada um, particularmente, e não fazer algo genérico que serve para um setor, mas não serve para outro. A partir de agora, a ideia é sentar com cada um, individualmente, para ouvir suas demandas numa reunião de trabalho. Hoje, a ideia foi ouvir o que o setor tinha a dizer, nos colocarmos à disposição para sentar com cada um individualmente depois. Essa reunião foi para que eles pudessem escutar do governador que vamos fazer isso e que os secretários estão imbuídos desta missão”, afirmou a secretária. Durante o encontro, não foram apresentados mais detalhes do programa ProGoiás, como esperavam os empresários. O advogado empresarial Flávio Rodovalho, que também participou da reunião, ressaltou a necessidade do setor empresarial ter acesso à minuta para uma análise mais profunda das novas regras propostas. Segundo ele, quanto antes esse estudo puder ser feito, em tempo hábil, melhor. “É preciso ter cuidado porque o diabo mora nos detalhes”, brincou Rodovalho.

Fonte: Jornal O Popular

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