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Adial alerta para impactos das tarifas de Trump sobre a indústria goiana

22.07.2025


Medida norte-americana pode comprometer exportações, empregos e a competitividade da indústria em Goiás, alerta o presidente da Adial




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O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, manifestou preocupação com os efeitos das tarifas de 50% que os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, ameaçam impor sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida, caso não seja revertida por vias diplomáticas, pode afetar severamente a competitividade da indústria goiana, tanto nas exportações quanto na manutenção de empregos e produção local.


Segundo Portilho, o impacto será direto e expressivo. “Uma tarifa dessa magnitude torna inviável qualquer contrato comercial. Para que um produto seja competitivo, ele precisa ter custo final semelhante ao de concorrentes internacionais. Com esse acréscimo, perdemos totalmente essa condição”, afirma.


O dirigente da Adial explica que, diante desse cenário, muitas indústrias já começam a revisar sua produção. “Temos duas saídas: reduzir o ritmo produtivo — o que afeta diretamente os empregos — ou tentar redirecionar os produtos para mercados alternativos, que nem sempre absorvem a mesma demanda ou aceitam o produto com o mesmo valor agregado”, pontua.


Produtos de cadeias como a da carne bovina, do etanol e do açúcar são os mais expostos, já que Goiás tem forte presença nas exportações desses segmentos. “Só com o anúncio da tarifa, compradores norte-americanos já começaram a suspender contratos e a recusar novos pedidos, aguardando a definição da medida”, relata Portilho.


A situação é grave e, segundo ele, exige ação imediata por parte do governo federal, por meio da diplomacia, e do governo estadual, com medidas emergenciais. “Hoje nos reuniremos com o governador Ronaldo Caiado, que deve anunciar uma linha de crédito especial para o setor produtivo. Esperamos que seja uma linha com juros acessíveis, voltada a ajudar as empresas a manterem fluxo de caixa e honrarem compromissos enquanto lidam com essa transição”, explica.


Para Edwal Portilho, o momento também reforça a necessidade de planejamento de longo prazo. “Crises como essa sempre virão. É essencial investir em logística competitiva, sanidade animal e vegetal, infraestrutura de escoamento e segurança jurídica. Goiás precisa continuar sendo um estado confiável e competitivo no cenário internacional”, afirma.


O presidente da Adial finaliza com um apelo ao fortalecimento da imagem da indústria goiana. “Produzimos alimentos com responsabilidade socioambiental. Temos uma agricultura regenerativa e respeitamos os povos originários e tradicionais. Precisamos comunicar ao mundo que Goiás alimenta com sustentabilidade e pode fazer ainda mais.”


As declarações foram concedidas em entrevista à Rádio CBN Goiânia.



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