Adial discute gargalos da energia em Goiás com representantes da Aprosoja
- Cejane Pupulin
- 23 de abr.
- 2 min de leitura
22.04.2025

A crise no fornecimento de energia elétrica em Goiás voltou ao centro das discussões do setor produtivo. Para tratar da situação e buscar caminhos para a melhoria do serviço, a Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) recebeu nesta terça-feira, 22 de abril, o vice-presidente da Aprosoja Goiás, Rubens Prudente, além de integrantes do grupo de trabalho de energia elétrica da entidade.
O encontro teve como foco a avaliação do suprimento de energia no estado e alternativas para enfrentar os desafios que, segundo o Presidente- Executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, comprometem o crescimento industrial e econômico de Goiás. “É um tema que venho reforçando há muito tempo. A realidade é essa: faltam perspectivas concretas de ampliação da oferta de energia elétrica”, explica.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a distribuidora Equatorial Goiás descumpriu, em 2024, os limites de qualidade do fornecimento em grande parte dos locais atendidos. Em 107 dos 147 conjuntos de unidades consumidoras – o equivalente a 72% do total –, a duração das interrupções ultrapassou o limite máximo permitido. Já a frequência de quedas de energia foi desrespeitada em 76 conjuntos.
Neste cenário, empresários, especialmente do agronegócio, intensificaram as reclamações. Representantes do setor se reuniram com o governador Ronaldo Caiado para cobrar medidas. Tchequinho reconhece que houve avanços pontuais na qualidade do serviço, mas ressalta que a falta de capacidade para expansão da rede é um entrave contínuo. “Temos empresas que querem aumentar a produção, mas não conseguem por falta de energia”, afirma.
A estimativa da Adial é de que Goiás precise de investimentos imediatos da ordem de R$ 4,5 bilhões para atender à demanda crescente. Entre as propostas em debate está a destinação de recursos do superávit do Fundo de Estabilização Econômica (FEG), que será criado pelo governo estadual, para obras estruturantes no setor elétrico.








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