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Adial participa de reunião do FEE que discute instalação de escritório do BNDES em Goiás

14.07.2025



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A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) participou, na manhã desta segunda-feira, 14 de julho, da reunião do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE). Representaram a entidade o presidente Edwal Portilho, o Tchequinho, e o diretor de Relações Governamentais e Institucionais, Eduardo Alves.


Durante o encontro, um dos principais temas discutidos foi a proposta de instalação de um escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Goiás. A iniciativa é apoiada pelo deputado federal Jeferson Rodrigues e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para empresas, indústria e produtores goianos, sobretudo diante do novo cenário imposto pela reforma tributária, que deve eliminar os atuais benefícios fiscais.


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“Outros estados contam com bancos estaduais fortes. Aqui temos o GoiásFomento, que cumpre seu papel, mas ainda enfrenta limitações para atender a toda a demanda do setor produtivo. Por acreditarmos no potencial do nosso estado, queremos pensar no futuro e estruturar novos mecanismos de financiamento”, destacou o deputado.


A reunião contou ainda com a presença da superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Luciana de Souza Barros, que tem atuado diretamente na articulação para viabilizar a instalação de um escritório do BNDES em Goiás. Ela reforçou o papel da Sudeco como parceira estratégica na interlocução com o banco de fomento e apresentou programas voltados ao desenvolvimento regional, como o “Sudeco na Palma da Mão”, voltado ao agronegócio, e uma linha de crédito específica para a agricultura familiar.


Luciana informou que estão em tratativas com o BNDES para a criação de um fundo de investimentos com garantias sólidas, em parceria com o setor produtivo. A proposta é estabelecer um termo de cooperação que defina eixos prioritários para a aplicação dos recursos.


“O processo de construção de uma política pública eficiente exige escuta e diálogo com quem produz. Estamos avançando nessa articulação para viabilizar soluções estruturantes para a região Centro-Oeste, em especial para Goiás”, afirmou a superintendente.

O diretor de Relações Governamentais e Institucionais da Adial, Eduardo Alves, destacou que Goiás não recebe uma grande indústria há cerca de 15 anos, apesar de ser o sétimo maior polo industrial do país. Segundo ele, um dos principais entraves ao desenvolvimento é a falta de estrutura energética adequada, fundamental para atrair novos empreendimentos de grande porte. O deputado disponibilizou organizar uma agenda com o ministro de Minas e energia, Alexandre Silveira, para os próximos dias.


Os representantes das entidades que formam o fórum também destacaram outros pontos que merecem atenção e apoio. Assim, Já o vice-presidente da Fecomércio, Márcio Andrade, reforçou a importância da instalação do escritório do BNDES no estado. “Esse escritório vai trazer mais dinâmica ao processo de escuta e de apoio ao desenvolvimento regional. O Fórum das Entidades Empresariais pode dar todo o suporte necessário para viabilizar essa iniciativa em Goiás”, afirmou.


Mais pontos

Outra pauta discutida foi a Nota Técnica COCAD/RFB nº 181/2025, que trata do novo módulo no ambiente de trabalho da Redesim, apresentada por Euclides Barbo Siqueira, presidente da JUCEG.


Durante a reunião, Eduardo destacou a necessidade de uma plataforma econômica, conforme solicitado pelo secretário de Economia, Sérvulo Nogueira. A Adial estará à frente da articulação da ação junto às entidades do Fórum.


Também foi apresentado o balanço dos seis primeiros meses de atuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (SEDICAS) de Goiânia, bem como as perspectivas para o próximo semestre. O secretário da pasta, Diogo Franco, ressaltou que a secretaria foi criada nesta gestão, e que sua estrutura ainda está em processo de consolidação.


“Estamos enfrentando uma grave carência de mão de obra qualificada. Por isso, pedimos o apoio dos representantes do fórum. É aqui que devemos unir forças, oferecendo expertise e capacitação para que o desenvolvimento realmente aconteça”, enfatizou o secretário.

 
 
 

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