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Commodities e combustíveis: cenário global pressiona custos e acende alerta para indústria brasileira; veja estudos

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Relatórios apontam equilíbrio na oferta global de commodities, mas risco climático, tensão geopolítica e alta do diesel devem impactar custos logísticos e produtivos em 2026

O cenário global para 2026 indica uma combinação delicada entre oferta relativamente equilibrada de commodities agrícolas e aumento das pressões sobre custos logísticos e energéticos, com impactos diretos para a indústria brasileira. A avaliação consta em levantamentos da Gep Costdrivers, empresa associada à Adial (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás), recentes de mercado que analisam desde o comportamento das safras até os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo e o diesel.


Acesse os estudos completos da GEP:



Oferta global equilibrada, mas com riscos no radar

A maior parte das commodities agrícolas apresenta um cenário de produção estável ou em crescimento no ciclo 2025/26, incluindo soja, trigo, café, açúcar e algodão.


Por outro lado, o milho segue como principal ponto de atenção, com um balanço global mais apertado - ou seja, consumo superior à produção - o que tende a sustentar preços elevados ao longo do ano.


Além disso, fatores climáticos continuam no radar. O fenômeno La Niña ainda influencia o comportamento das safras e pode afetar regiões produtoras estratégicas, inclusive no Brasil.


Brasil deve ter desempenho positivo, mas com pressão de custos


No cenário nacional, a tendência é de crescimento na produção de itens como soja, café e trigo, enquanto culturas como milho, cana-de-açúcar e algodão podem enfrentar desafios produtivos.


Ao mesmo tempo, há um efeito importante: a transmissão dos preços internacionais para o mercado interno. Commodities com alta global tendem a pressionar custos domésticos, especialmente em cadeias industriais dependentes de insumos agrícolas.


Geopolítica eleva preço do petróleo e aumenta incerteza

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trouxe forte volatilidade ao mercado de petróleo, com o barril Brent superando US$ 100 em alguns momentos.


Os cenários projetados indicam três possíveis caminhos:

  • cenário mais provável: petróleo acima de US$ 80 no curto prazo

  • cenário intermediário: avanço para US$ 100

  • cenário pessimista: preços ainda mais elevados, com impacto mais intenso na economia global

A instabilidade está diretamente ligada ao risco no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.


Diesel pode subir e impactar diretamente a logística

No Brasil, o diesel já apresenta sinais de pressão. A defasagem entre o preço praticado pela Petrobras e o valor de paridade internacional chegou a mais de 50%, dificultando importações e gerando risco de restrição de oferta.


Com isso, o mercado projeta:

  • possibilidade de reajustes nos próximos meses

  • aumento de preços no transporte rodoviário

  • impacto direto no custo logístico da indústria

O reflexo já começa a aparecer. Em março, o preço médio do diesel S10 chegou a cerca de R$ 6,89, com alta significativa em relação ao mês anterior.


Efeito em cadeia preocupa setor produtivo

A combinação entre commodities, energia e logística cria um efeito em cadeia sobre os custos industriais.


  • insumos agrícolas com preços voláteis

  • combustível pressionando fretes

  • incerteza global impactando investimentos


Esse cenário exige atenção das empresas, especialmente na gestão de custos, planejamento de compras e estratégias logísticas.

 
 
 

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