Commodities e combustíveis: cenário global pressiona custos e acende alerta para indústria brasileira; veja estudos
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Relatórios apontam equilíbrio na oferta global de commodities, mas risco climático, tensão geopolítica e alta do diesel devem impactar custos logísticos e produtivos em 2026
O cenário global para 2026 indica uma combinação delicada entre oferta relativamente equilibrada de commodities agrícolas e aumento das pressões sobre custos logísticos e energéticos, com impactos diretos para a indústria brasileira. A avaliação consta em levantamentos da Gep Costdrivers, empresa associada à Adial (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás), recentes de mercado que analisam desde o comportamento das safras até os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo e o diesel.
Acesse os estudos completos da GEP:
Oferta global equilibrada, mas com riscos no radar
A maior parte das commodities agrícolas apresenta um cenário de produção estável ou em crescimento no ciclo 2025/26, incluindo soja, trigo, café, açúcar e algodão.
Por outro lado, o milho segue como principal ponto de atenção, com um balanço global mais apertado - ou seja, consumo superior à produção - o que tende a sustentar preços elevados ao longo do ano.
Além disso, fatores climáticos continuam no radar. O fenômeno La Niña ainda influencia o comportamento das safras e pode afetar regiões produtoras estratégicas, inclusive no Brasil.
Brasil deve ter desempenho positivo, mas com pressão de custos
No cenário nacional, a tendência é de crescimento na produção de itens como soja, café e trigo, enquanto culturas como milho, cana-de-açúcar e algodão podem enfrentar desafios produtivos.
Ao mesmo tempo, há um efeito importante: a transmissão dos preços internacionais para o mercado interno. Commodities com alta global tendem a pressionar custos domésticos, especialmente em cadeias industriais dependentes de insumos agrícolas.
Geopolítica eleva preço do petróleo e aumenta incerteza
A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trouxe forte volatilidade ao mercado de petróleo, com o barril Brent superando US$ 100 em alguns momentos.
Os cenários projetados indicam três possíveis caminhos:
cenário mais provável: petróleo acima de US$ 80 no curto prazo
cenário intermediário: avanço para US$ 100
cenário pessimista: preços ainda mais elevados, com impacto mais intenso na economia global
A instabilidade está diretamente ligada ao risco no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Diesel pode subir e impactar diretamente a logística
No Brasil, o diesel já apresenta sinais de pressão. A defasagem entre o preço praticado pela Petrobras e o valor de paridade internacional chegou a mais de 50%, dificultando importações e gerando risco de restrição de oferta.
Com isso, o mercado projeta:
possibilidade de reajustes nos próximos meses
aumento de preços no transporte rodoviário
impacto direto no custo logístico da indústria
O reflexo já começa a aparecer. Em março, o preço médio do diesel S10 chegou a cerca de R$ 6,89, com alta significativa em relação ao mês anterior.
Efeito em cadeia preocupa setor produtivo
A combinação entre commodities, energia e logística cria um efeito em cadeia sobre os custos industriais.
insumos agrícolas com preços voláteis
combustível pressionando fretes
incerteza global impactando investimentos
Esse cenário exige atenção das empresas, especialmente na gestão de custos, planejamento de compras e estratégias logísticas.





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