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"A jornada do campo não é a mesma da cidade"

  • há 19 horas
  • 1 min de leitura

Em artigo publicado no Valor, Patrícia Arantes de Paiva Medeiros, diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira, advogada e mestre em Direito, Justiça e Impactos na Economia pelo CEDES, chama atenção para um ponto central no debate sobre o fim da escala 6x1: a jornada do campo não obedece à mesma lógica da cidade.

Segundo a autora, atividades como pecuária leiteira, frigoríficos, usinas, cooperativas e lavouras seguem ritmos definidos pela biologia dos animais, pelo clima, pela perecibilidade da produção e pelas janelas de colheita - e não apenas por decisões administrativas ou modelos urbanos de gestão.

O artigo destaca que o agronegócio respondeu por 25,1% do PIB brasileiro em 2025, segundo o Cepea, totalizando R$ 3,2 trilhões, e emprega 28,2 milhões de trabalhadores. Por isso, qualquer mudança estrutural na jornada de trabalho precisa considerar os impactos sobre uma parcela expressiva da economia nacional.

A defesa não é contra melhores condições de trabalho, mas a favor de uma discussão que reconheça as especificidades do setor rural, que já possui legislação própria e regimes operacionais distintos. Sem diferenciação setorial, uma regra geral pode gerar insegurança jurídica, aumento de custos e risco à operação de cadeias produtivas inteiras.

 
 
 

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