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  • Goiás sanciona lei que extingue o FUNDEINFRA, encerra cobrança ao agro e transfere obras à GOINFRA

    Lei nº 24.133/2026, publicada no Diário Oficial, reorganiza a gestão de contratos e obras de infraestrutura no Estado; medida tem impacto direto sobre o setor produtivo e efeitos até 31 de dezembro de 2025 para os dispositivos que sustentavam a cobrança O Governo de Goiás sancionou a Lei nº 24.133, de 13 de março de 2026, que promove duas mudanças centrais na política estadual de infraestrutura: a extinção do Fundo Estadual de Infraestrutura (FUNDEINFRA) e a transferência da gestão de obras, serviços, contratos e demais instrumentos vinculados ao fundo para a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA). A norma foi publicada em suplemento do Diário Oficial do Estado na última sexta-feira, 13 de março. Na prática, a nova legislação encerra a cobrança do Fundeinfra para os produtores rurais, em uma decisão que considera o cenário enfrentado pelo setor agropecuário e integra o conjunto de medidas adotadas pelo Estado para aliviar a pressão sobre a cadeia produtiva. A própria lei altera a base legal que sustentava a cobrança e estabelece, no novo texto do art. 5º da Lei nº 21.671/2022, que os dispositivos relacionados produziram efeitos até 31 de dezembro de 2025. Além do encerramento do fundo, a Lei nº 24.133/2026 autoriza a GOINFRA a suceder o FUNDEINFRA na titularidade, na gestão, na execução, na fiscalização e no acompanhamento de projetos, obras, serviços e contratos anteriormente vinculados ao fundo. A agência também passa a se sub-rogar na totalidade dos direitos e obrigações decorrentes de contratos, convênios e instrumentos congêneres vigentes, mediante anuência das partes contratadas. Com isso, a GOINFRA assume a condução técnica e operacional das iniciativas já estruturadas, incluindo a fiscalização das obras e a possibilidade de aplicar sanções contratuais em caso de inadimplência. A formulação da política pública de infraestrutura, por sua vez, permanece sob competência do governo estadual. A legislação também determina que construções, equipamentos e demais bens públicos adquiridos ou edificados com recursos do FUNDEINFRA passem a integrar definitivamente o patrimônio do Estado de Goiás, permanecendo sob responsabilidade técnica e operacional da GOINFRA. O texto ainda prevê mecanismos para assegurar a continuidade das obras em andamento, preservando atos administrativos já praticados, medições físicas e pagamentos efetuados, de forma a evitar prejuízos ao andamento dos projetos e ao erário. Outro ponto previsto na norma é a autorização para que o Estado de Goiás suceda obrigações relacionadas à elaboração de anteprojetos vinculados ao Chamamento Público nº 01/2024 da GOINFRA. Nesses casos, caberá à agência a análise técnica, a aprovação e o pagamento dos serviços realizados. A medida reforça uma inflexão importante na condução da infraestrutura estadual: de um lado, reduz encargos que vinham sendo questionados por segmentos do setor produtivo, especialmente do agronegócio; de outro, centraliza na GOINFRA a execução técnica das obras e contratos remanescentes, em busca de maior continuidade administrativa e segurança jurídica. Redação Adial

  • Webinar reúne governo, setor produtivo e especialistas para discutir logística reversa de embalagens em Goiás

    Evento online promovido pelo Instituto Giro e pela eureciclo contará com mediação da ADIAL e debate sobre os desafios e avanços na implementação do Decreto Estadual nº 10.255, que regula a logística reversa no estado. A implementação da logística reversa de embalagens em Goiás será tema de debate entre representantes do poder público, setor produtivo, especialistas e cooperativas durante o webinar “Logística Reversa de Embalagens em Geral no Estado de Goiás”, que será realizado no dia 19 de março, das 9h às 10h30, em formato online. Inscrições: https://info.eureciclo.com.br/webinar-go O encontro é promovido pelo Instituto Giro, em parceria com a eureciclo, e contará com a participação da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), que terá papel de destaque nas discussões ao representar o setor produtivo no debate sobre economia circular e responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos. A entidade será representada pelo diretor de Relações Institucionais e Governamentais, Eduardo Alves, que atuará como mediador do painel “Logística reversa como estratégia de desenvolvimento da cadeia produtiva”, trazendo a visão das empresas e da indústria sobre a implementação prática do sistema de reciclagem no estado. O webinar tem como objetivo aprofundar o debate sobre a implementação do Decreto Estadual nº 10.255, publicado em abril de 2023, que estabelece diretrizes para a logística reversa de embalagens em geral em Goiás. A legislação integra o programa Recicla Goiás e busca ampliar a recuperação de resíduos, estimular a economia circular e fortalecer a participação das empresas na cadeia de reciclagem. Durante o encontro, especialistas irão discutir os avanços registrados desde a regulamentação do decreto, além dos desafios para ampliar a adesão das empresas ao sistema de logística reversa e garantir o cumprimento das metas de recuperação de embalagens. Para a Adial, o debate é estratégico para alinhar sustentabilidade ambiental, inovação e competitividade industrial. A entidade tem acompanhado de perto as discussões sobre políticas públicas ambientais e os impactos das novas regras para a cadeia produtiva. O evento também contará com a participação de Andreia Alves, gerente de Instrumentos e Apoio à Política de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e presidente do Comitê de Planejamento da Logística Reversa do Estado de Goiás; do promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, do Ministério Público de Goiás; de Zeca Santos, presidente da cooperativa Cocaldas; além de representantes do Instituto Giro e da eureciclo. A expectativa dos organizadores é que o encontro contribua para fortalecer o diálogo entre poder público, empresas e sociedade civil, ampliando a efetividade da política de logística reversa e estimulando a participação do setor produtivo na construção de soluções sustentáveis para o estado. Serviço Webinar: Logística Reversa de Embalagens em Geral no Estado de Goiás Data: 19 de março Horário: 9h às 10h30 Formato: Online Inscrições: https://info.eureciclo.com.br/webinar-go

  • Crédito presumido de ICMS volta ao centro de julgamento no STJ

    Corte deverá fixar tese sobre incidência de IRPJ e CSLL em julgamento que pode orientar milhares de processos no país O Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a colocar em análise um tema relevante para empresas que utilizam incentivos fiscais estaduais: a tributação federal sobre créditos presumidos de ICMS. A 1ª Seção da Corte decidiu levar a discussão ao rito dos recursos repetitivos, mecanismo que permite fixar uma tese jurídica obrigatória para tribunais e juízos de todo o país. Na prática, o tribunal deverá definir se esses incentivos concedidos pelos estados podem ou não ser excluídos da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A decisão tende a ter impacto expressivo no contencioso tributário, já que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) estima a existência de mais de 9 mil processos na primeira instância , além de mais de mil recursos em tramitação no próprio STJ . A discussão tem origem em um entendimento firmado pela Corte em 2018, quando os ministros decidiram que o crédito presumido de ICMS não poderia ser tributado pela União. Na ocasião, o tribunal entendeu que a cobrança de IRPJ e CSLL sobre esse tipo de incentivo configuraria interferência na política fiscal dos estados, o que violaria o pacto federativo. O tema voltou ao debate após mudanças no tratamento jurídico dos benefícios fiscais. A Lei nº 14.789, de 2023 , reformulou o regime das chamadas subvenções para investimento e estabeleceu novas regras para a tributação de incentivos fiscais, o que levou a Fazenda Nacional a defender a revisão do entendimento anterior do STJ. Mesmo assim, decisões recentes de ministros da Corte têm mantido a posição de que o crédito presumido de ICMS continua protegido contra a tributação federal. Com o julgamento em repetitivo, o tribunal terá agora a oportunidade de analisar a matéria à luz do novo cenário legislativo e fixar um entendimento definitivo. A expectativa no meio jurídico é que a tese a ser definida pelo STJ traga maior previsibilidade e segurança jurídica para empresas que utilizam esse mecanismo de incentivo fiscal em suas operações. Redação Adial com informações do jornal Valor. (Cliqui aqui e leia conteúdo original)

  • Grupo Piracanjuba abre inscrições para programa de estágio com bolsa de R$ 1,6 mil e vagas em vários estados

    O Grupo Piracanjuba, uma das principais indústrias de laticínios e alimentos do país, está com inscrições abertas para o programa de estágio Estágio que InsPIRA 2026. A iniciativa oferece bolsa de R$ 1.600 e oportunidades em áreas estratégicas da companhia, com vagas distribuídas entre a sede administrativa, em Goiânia, e unidades industriais em diferentes regiões do Brasil. Podem participar universitários de qualquer curso superior, desde que tenham previsão de formatura a partir de julho de 2027. As inscrições seguem abertas até o dia 25 de março de 2026, exclusivamente pela plataforma Gupy. Vagas em Goiás e outros estados As oportunidades contemplam a sede administrativa, em Goiânia, além das unidades industriais localizadas em: Bela Vista de Goiás (GO) Maravilha (SC) Araraquara (SP) Nossa Senhora da Glória (SE) Carazinho (RS) Governador Valadares (MG) Três Rios (RJ) São Jorge d’Oeste (PR) Sulina (PR) O programa abrange áreas como Indústria, Engenharia, Gente e Gestão, Supply Chain, Compra de Leite, Tecnologia da Informação, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Qualidade, Marketing, Comercial e Trade, Financeiro, Jurídico, Nutrição e Pesquisa e Desenvolvimento. Benefícios e desenvolvimento Além da bolsa-auxílio de R$ 1.600, os estagiários selecionados terão direito a: Auxílio-transporte de R$ 200 Vale-refeição (na sede) ou refeição no local (nas fábricas) Vale-alimentação Cartão de Natal Acesso às plataformas Wellhub (antigo Gympass) e Wellz Programas estruturados de desenvolvimento Auxílio-moradia para quem precisar mudar de cidade ou estado Possibilidade de efetivação ao final do contrato O contrato pode ter duração de até 24 meses, com início previsto para o segundo semestre de 2026. Como se candidatar As inscrições devem ser realizadas até 25 de março de 2026, por meio da página oficial do programa na plataforma Gupy. Requisitos Estar cursando ensino superior em qualquer área Ter previsão de formatura a partir de julho de 2027 O programa reforça a estratégia da companhia de formar talentos internamente e ampliar seu banco de jovens profissionais em diferentes frentes do negócio, conectando desenvolvimento acadêmico à prática industrial e corporativa. Redação Adial

  • Adial obtém novo adiamento e ECONF passa a valer em 1º de junho de 2026 para empresas acima de R$ 4,8 milhões em Goiás

    A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) obteve mais um novo adiamento no cronograma de implementação da ECONF (Evento de Conciliação Financeira) no estado. Pelo Anexo oficial (faturamento x CNAE), empresas com receita bruta em 2024 superior a R$ 4,8 milhões, enquadradas em demais atividades econômicas (exceto os CNAEs específicos já listados no próprio anexo), passam a ter início da obrigatoriedade em 01/06/2026. O novo ajuste se soma às tratativas anteriores conduzidas pela entidade. Antes, a ECONF começaria em 1º de fevereiro, conforme o cronograma previsto na IN 1608/2025. Após articulação institucional, a Secretaria de Estado da Economia atendeu pedido da Adial e prorrogou o início para 1º de março, com publicação no Diário Oficial por meio da IN 1619/2026, mantendo a lógica de implantação escalonada por faturamento e CNAE. Agora, com o novo adiamento, o cronograma é novamente reprogramado para o grupo acima de R$ 4,8 milhões em “demais atividades”, elevando o prazo de adaptação para operações de maior complexidade. A ECONF integra o conjunto de exigências que reforçam a vinculação entre transações realizadas por meios de pagamento eletrônicos e a emissão do documento fiscal, especialmente quando pagamento e emissão ocorrem em momentos diferentes, exigindo registro e conciliação adequada das informações. Recomendações para as empresas Com o novo prazo, a orientação é que as empresas usem as próximas semanas para: - revisar se ERP/PDV/TEF e integrações estão parametrizados para o fluxo exigido; - mapear cenários em que o pagamento ocorre após a emissão e ajustar a rotina de conciliação; - realizar testes com adquirentes/PSPs e validar regras com as áreas fiscal, contábil e tecnologia. Redação Adial

  • Atualização da Receita mantém regimes estratégicos e amplia proteção a benefícios sociais

    A Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.307, de 20 de fevereiro de 2026, que atualiza o rol de incentivos e benefícios tributários não sujeitos à redução linear determinada pela Lei Complementar nº 224/2025. A norma substitui o Anexo Único da IN RFB nº 2.305/2025 e entrou em vigor na data de sua publicação. A atualização redefine quais gastos tributários federais permanecem integralmente preservados no processo de revisão de incentivos conduzido pelo governo federal como parte do ajuste fiscal. O novo anexo amplia a proteção a benefícios de caráter social, previdenciário e institucional. Principais alterações A norma revogou o item 26 do anexo anterior, que tratava de incentivos vinculados a doações a entidades civis sem fins lucrativos, e incluiu três novos benefícios no rol protegido: Assistência médica, odontológica e farmacêutica oferecida pelas empresas a empregados Entidades de previdência complementar fechada sem fins lucrativos Associações civis sem fins lucrativos (filantrópicas, culturais, científicas ou recreativas) Com isso, despesas empresariais com saúde ocupacional e benefícios previdenciários passam a ter garantia expressa de não redução no âmbito da política federal de revisão de incentivos. Regimes e políticas preservados A atualização confirma a manutenção integral de regimes considerados estruturantes para a economia e políticas públicas federais, entre eles: Simples Nacional e MEI Minha Casa, Minha Vida Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio Incentivos à inovação tecnológica e P&D PADIS (semicondutores) PROUNI Exportações do setor rural Entidades filantrópicas Leitura econômica A ampliação do rol de benefícios preservados sinaliza a priorização de incentivos com impacto social, produtivo e tecnológico, mesmo no contexto de consolidação fiscal. Ao mesmo tempo, a retirada do item ligado a doações indica reclassificação de benefícios considerados menos estratégicos na política de renúncias tributárias. Na prática, a nova instrução normativa aumenta a segurança jurídica para empresas, entidades e programas públicos que dependem de regimes especiais e confirma a preservação de instrumentos relevantes para emprego, inovação, inclusão social e competitividade econômica.

  • Proteína animal brasileira amplia presença na África e abre nova fronteira para a agroindústria

    O mapa das exportações brasileiras de proteína animal está ganhando um novo eixo de crescimento: a África. Em janeiro de 2026, os embarques nacionais de carne de frango e suína atingiram recordes históricos e confirmaram o avanço do continente africano entre os destinos que mais ampliam compras do Brasil, movimento puxado por demanda estrutural por alimentos e pela competitividade da proteína brasileira. A África do Sul consolidou-se como principal porta de entrada do frango brasileiro na região, com 36,8 mil toneladas importadas no mês — aumento de 34% sobre janeiro do ano anterior. Egito, Angola, Líbia e Gana aparecem na sequência. No caso da carne suína, Costa do Marfim e Angola seguem como mercados relevantes, enquanto novos países começam a diversificar a pauta. A expansão ocorre em um contexto de forte diferencial de custo. O frango brasileiro exportado gira em torno de US$ 1,90 por quilo, enquanto preços locais africanos podem superar US$ 4/kg em alguns mercados, pressionados por ração cara, logística e limitações produtivas internas. O status sanitário brasileiro, livre de influenza aviária em granjas comerciais, reforça a confiabilidade do fornecimento. Goiás como base da competitividade brasileira Goiás é um dos pilares dessa competitividade nacional. O estado está entre os cinco maiores produtores de carne de frango do país, com Valor Bruto da Produção de R$ 9,3 bilhões em 2025, recorde histórico da cadeia avícola estadual. A proteína goiana já alcança 94 destinos internacionais e contribuiu para um saldo comercial de quase US$ 500 milhões no setor. Sustentada por uma base robusta de grãos - com safra estimada em 35,8 milhões de toneladas em 2025/26, entre soja, milho e sorgo, a agroindústria goiana consolida-se como vetor estratégico da presença brasileira no mercado global de proteínas. A disponibilidade de ração competitiva, aliada ao modelo de integração produtiva e à sanidade animal, sustenta a expansão das exportações e a inserção em novos mercados, incluindo países africanos. África como fronteira estratégica da proteína brasileira O continente africano deve concentrar parte relevante do crescimento global do consumo de proteína animal nas próximas décadas. Países como Etiópia, Senegal, Benin e Níger lideram a expansão do PIB regional, enquanto o aumento da renda urbana eleva a demanda por proteínas de maior valor nutricional e estabilidade sanitária. Mesmo em mercados com produção relevante, como África do Sul e Marrocos, a dependência de importações permanece elevada em anos de estresse climático ou encarecimento de insumos. Já em nações com menor capacidade produtiva, a proteína importada é componente essencial da segurança alimentar. Além do comércio direto, abre-se espaço para cooperação técnica, transferência de genética avícola e suína, nutrição animal e investimentos em processamento local, especialmente após a abertura de mercados como a Tanzânia para aves, suínos, ovos férteis e pintos de um dia no fim de 2025. Crédito e risco: fator decisivo para expansão Apesar das oportunidades, a expansão comercial enfrenta desafios financeiros. A crise de dívida em diversos países africanos elevou o risco soberano e encareceu o financiamento ao comércio exterior. Instrumentos como o Seguro de Crédito à Exportação (SCE) e as garantias ampliadas por MDIC, BNDES e ABGF tornaram-se essenciais para viabilizar operações, especialmente em mercados como Nigéria, Etiópia e Sudão do Sul. Oportunidade industrial e presença brasileira Para a cadeia agroindustrial, a África representa simultaneamente mercado consumidor, parceiro tecnológico e destino de investimentos. A transferência de know-how em integração produtiva, sanidade animal e nutrição tende a fortalecer a presença brasileira de forma estruturante, além da simples exportação de proteína in natura. Segundo o presidente-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, o Tchequinho, o avanço na África reforça o papel estratégico da proteína brasileira e do Centro-Oeste na segurança alimentar global. “A África reúne crescimento populacional, urbanização e necessidade de segurança alimentar. O Brasil, e especialmente estados produtores como Goiás, têm competitividade, sanidade e escala para atender essa demanda. Não se trata apenas de exportar proteína, mas de construir parcerias produtivas e presença industrial. É uma fronteira estratégica para a agroindústria brasileira”, afirma. Perspectiva estrutural Com custos produtivos competitivos, oferta estável de grãos para ração e cadeia integrada, o Brasil mantém vantagem estrutural sobre a produção local africana, frequentemente pressionada por insumos caros e instabilidade sanitária, como a peste suína africana registrada em Angola em 2026. A tendência é de expansão sustentada do comércio, acompanhada de maior cooperação tecnológica e presença industrial brasileira no continente. Para o setor de proteína animal e para a indústria ligada ao agro, a África deixa de ser apenas mercado emergente e passa a ocupar posição estratégica na geografia do comércio internacional de alimentos - com estados exportadores como Goiás na base dessa presença global.

  • Adial e Seapa cumprem agenda estratégica em Brasília com MAPA, ApexBrasil e IICA

    Da esquerda para a direita: Thiago Luiz Mendes Arcebispo (coordenação de Investimentos Estrangeiros - Ministério da Agricultura e Pecuária - Mapa); Angela Pimenta Peres (diretora do Departamento de Promoção e Investimentos da Secretaria de Relações Internacionais - Mapa); Paula Coelho (chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás - Seapa); Carlos Vitor Muller (coordenação-geral de Investimentos e Cooperação - Mapa); e o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho). A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) cumpriram nesta quinta-feira (19), em Brasília, uma agenda estratégica com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da ApexBrasil e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), voltada à atração de investimentos, internacionalização de produtos goianos e estruturação de projetos agroindustriais. A comitiva foi representada pelo presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho), e pela chefe de gabinete da Seapa, Paula Coelho. Na reunião realizada na ApexBrasil, participaram Helena Bonna Brandão e André Luis Azevedo (ApexBrasil), Heilthel Silva (IICA), Paula Coelho (Seapa) e Edwal Portilho (Tchequinho). O encontro tratou da promoção internacional do portfólio de produtos agroindustriais de Goiás, da participação em feiras e eventos globais e da aproximação institucional para atração de investimentos e estímulo a startups do agro. Da esquerda para a direita: Thiago Luiz Mendes Arcebispo (coordenação de Investimentos Estrangeiros - Ministério da Agricultura e Pecuária - Mapa); Angela Pimenta Peres (diretora do Departamento de Promoção e Investimentos da Secretaria de Relações Internacionais - Mapa); Paula Coelho (chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás - Seapa); Carlos Vitor Muller (coordenação-geral de Investimentos e Cooperação - Mapa); e o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho). No Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a agenda reuniu Thiago Luiz Mendes Arcebispo (coordenação de Investimentos Estrangeiros), Angela Pimenta Peres (diretora do Departamento de Promoção e Investimentos da Secretaria de Relações Internacionais), Carlos Vitor Muller (coordenação-geral de Investimentos e Cooperação), Paula Coelho (Seapa) e Edwal Portilho (Tchequinho). As tratativas abordaram cooperação internacional, investimentos estrangeiros e projetos de agroindustrialização com foco em Goiás. Segundo Tchequinho, a agenda reforça a estratégia conjunta de posicionar o estado como polo de agroindústria, inovação e investimentos no cenário global. “Estamos conectando Goiás a instituições nacionais e organismos internacionais que atuam diretamente na atração de investimentos e na promoção comercial. Nosso objetivo é ampliar parcerias, estruturar projetos e levar o portfólio agroindustrial goiano ao mercado global, fortalecendo a competitividade do estado”, afirmou o presidente-executivo da Adial. A agenda em Brasília fortalece a articulação entre governo estadual, governo federal e organismos internacionais para ampliar a presença do agroindustrial goiano em mercados internacionais e viabilizar novos projetos estruturantes no estado. Redação Adial

  • EQUIPLEX completa 40 anos e inicia novo ciclo de expansão industrial e internacional

    Ao completar 40 anos neste 21 de fevereiro de 2026, a EQUIPLEX Indústria Farmacêutica inicia uma nova etapa de sua trajetória, marcada pela expansão internacional, diversificação do portfólio e fortalecimento da governança corporativa. Fundada em Goiânia e hoje sediada em Aparecida de Goiânia (GO), a companhia consolidou-se como uma das principais referências nacionais na produção de medicamentos injetáveis e prepara movimentos estratégicos para ampliar sua presença no Brasil e na América Latina. A trajetória da empresa foi destacada no portal Empreender em Goiás ( Confira aqui ). Principal empresa do H. Egidio Group, a EQUIPLEX apresenta números expressivos. Segundo dados da IQVIA, mais de 300 milhões de doses de medicamentos injetáveis são comercializadas anualmente, desempenho que posiciona a indústria entre as líderes nacionais em volume transacionado no segmento hospitalar. De acordo com o CEO do H. Egidio Group, Heribaldo Egidio, esse crescimento foi sustentado por investimentos contínuos em capacidade produtiva, inovação tecnológica e expansão da rede de distribuição. “Ampliamos nossa capilaridade junto a distribuidores, hospitais e clínicas em todo o país, sempre com foco em qualidade, segurança e eficiência”, afirma. Entrada em genéricos e reposicionamento estratégico O próximo ciclo de crescimento inclui a entrada da companhia no mercado de medicamentos genéricos e similares e o avanço da internacionalização das operações. Segundo o CEO da EQUIPLEX, Massillon Araujo, a abertura da sede da holding em São Paulo, na Avenida Faria Lima, simboliza esse reposicionamento e a aproximação com o mercado financeiro e novos parceiros institucionais. O Plano Estratégico 2026-2029 prevê ampliação do portfólio, modernização tecnológica, aumento da capacidade fabril e ganhos de eficiência operacional, além da expansão internacional com foco inicial em México, Chile e Colômbia. “É uma leitura clara das oportunidades no setor farmacêutico latino-americano, que vive demanda crescente por soluções hospitalares e busca fornecedores competitivos e tecnologicamente avançados”, diz. Da indústria local à plataforma farmacêutica integrada Fundada em 1986, no bairro Ipiranga, em Goiânia, pelos empresários Heribaldo Egidio, Marcionil Moreira Santos, Fabio Máximo e José Alves, a empresa iniciou as atividades com a produção de descartáveis hospitalares. Ainda no primeiro ano, iniciou o processo de transferência para Aparecida de Goiânia, impulsionado por programas de incentivo à industrialização local. A entrada no segmento de medicamentos injetáveis, no final dos anos 1980, marcou uma virada estratégica ao posicionar a companhia em um campo de maior complexidade tecnológica e exigência regulatória. A decisão abriu um ciclo contínuo de expansão industrial, com ampliações fabris, desenvolvimento de soluções parenterais e adoção de tecnologias avançadas, como o sistema blow fill seal - processo totalmente automatizado que eleva os padrões de esterilidade e eficiência produtiva. As primeiras exportações ocorreram em 2004, com envios ao Peru, seguidas pela expansão para outros países da América Latina. Em 2017, a criação do H. Egidio Group consolidou um ecossistema empresarial integrado, reunindo indústria, logística, distribuição e iniciativas institucionais. Resposta à pandemia e expansão recente Esse modelo ganhou relevância durante a pandemia de Covid-19, quando a EQUIPLEX firmou parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a produção de ampolas plásticas destinadas a vacinas, atendendo países da América Latina e da América Central. A atuação reforçou o papel da empresa como fornecedora estratégica para sistemas públicos de saúde. Nos anos seguintes, novos investimentos ampliaram a capacidade produtiva e logística, incluindo a preparação da segunda linha blow fill seal, a estruturação do Departamento de Comércio Exterior e a inauguração do Centro de Distribuição em Aparecida de Goiânia, em 2024. Para Heribaldo Egidio, o aniversário de 40 anos representa mais que um marco histórico. “Desde o início, acreditamos que crescer só faz sentido quando se cresce com responsabilidade, qualidade e propósito. A EQUIPLEX nasceu pequena, mas sempre pensou grande. Cada investimento teve como objetivo levar saúde, segurança e confiança a quem depende dos nossos produtos”, afirma. Ao iniciar esse novo ciclo estratégico, a companhia busca combinar sua trajetória industrial consolidada com uma visão mais global e orientada à inovação, reforçando o papel de Goiás como plataforma relevante da indústria farmacêutica nacional e ampliando sua presença em mercados internacionais. Fonte: Empreender em Goiás

  • Parcela de janeiro do Fundeinfra não será cobrada em Goiás

    A parcela do Fundeinfra referente a janeiro de 2026 não será cobrada em Goiás. Projeto de lei encaminhado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa prevê que o encerramento da contribuição tenha efeito retroativo a 31 de dezembro de 2025. Com isso, não haverá incidência do fundo sobre operações realizadas a partir de janeiro e, portanto, o recolhimento que venceria em 20 de fevereiro deixa de ser devido pelos produtores rurais. O envio da proposta consolida o anúncio feito pelo governador Ronaldo Caiado durante a abertura do ano legislativo. Segundo ele, a decisão considera o cenário enfrentado pelo setor agropecuário, marcado por eventos climáticos, aumento de custos e queda de preços. “Por falta de um seguro rural no Brasil, por questões climáticas que acometeram todo o país, principalmente o Centro-Oeste, em decorrência do custo de produção da safra agrícola e pelo baixo preço dos produtos, cancelamos a cobrança do Fundeinfra no Estado de Goiás”, afirmou.

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